É ler para crer!

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Consciência

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Conheço várias pessoas que não se congregam mais na CCB e migraram para outra denominação. Como sei de várias pessoas que simplesmente pararam, desviaram-se do caminho e continuam perdidas. Os primeiros reuniram forças para seguirem na caminhada; os últimos foram vencidos na fraqueza. São histórias bem comuns, qualquer  de nós conhece uma dúzia delas, mas por que ninguém se importa com a história deles?

“Não pertencem a Deus, porque os que são de Deus permanecem”, insensivelmente já me responderam. Certa vez sentei para ouvir a história de um andarilho que foi músico na CCB – tocava trombone – ele lamentou: “Um pouquinho mais de amor, um pouquinho menos de julgamento, e eu ainda estaria na CCB”.

Deixar a igreja que frequenta  na qual dedicou-se em servir a Deus, na qual estão seus familiares e amigos, deve ser uma decisão muito difícil. Acredito que mesmo estando em outro aprisco não é possível desligar-se totalmente; viverá em nostalgia pois a saudade, fiel companheira do dissidente, não se apartará por um instante.

Esse sentimento virá à tona quando presenciarem uma nova construção, ou um grupo de jovens indo ou voltando da reunião de mocidade. Sempre ocorrerá algum fato que os farão recordar dos tempos nos quais frequentavam a CCB. Viverão sempre querendo notícias, sempre recordando os momentos felizes que passaram, como as lutas que enfrentaram, as provas que suportaram e as vitórias que alcançaram; os hinos que gostam sempre serão assoviados e no fundo da gaveta de seus armários, lá estará guardado o hinário ‘Hinos de Louvores e Súplicas a Deus’. Como canta a torcida do Flamengo – “Uma vez Flamengo sempre Flamengo” – será que uma vez CCB sempre CCB?

Às vezes me pego recordando como Deus me chamou e me abençoou na mocidade: as viagens, as orações, os recitativos, as irmãzinhas que gostei – as que gostaram de mim. Fui auxiliar de jovens, sou músico, “batizado com a promessa”, O SENHOR preparou uma de suas filhas para ser minha esposa, nos presenteou com dois maravilhosos filhos, me abençoou grandemente nestes anos.

Muitas vezes Deus falou comigo na Palavra (pregação); E quantas vezes falou por Sua Palavra (Bíblia). Eu sentia necessidade de ler a Bíblia, e durante a leitura meu ser regozijava, meu coração se enchia de alegria e o SENHOR me concedia entendimento.

Eu creio na Bíblia como a infalível Palavra de Deus – A revelação divina de Si e da Sua vontade ao homem.  Eu não concordo com a nova redação dos pontos de doutrina. Não concordo com a novo credo professado. A alteração atenta conta minha fé e minha consciência. A balança oscilou! Ainda não se esgotaram meus recursos e meus esforços; ainda há muito que fazer, mas sei que se aproxima o dia que terei uma conversa definitiva com o Ministério, e neste dia, então, haverei de tomar uma decisão. Do que provarei nesta conversa que poderá influenciar na minha escolha: Amor, julgamento ou indiferença?

Amanhã poderei estar escrevendo a minha Carta de Desligamento como fizeram “aqueles”. Estarei deixando alguns mas poderei com alguns reencontrar. Juntar-me-ei a tantos outros que somados são mais do que os que ficaram. Para cada crente congregado existe um parado (+) os migrantes; para cada congregação que você vê, há uma maior que você não vê.

Amanhã poderei estar somando o número dos ignorados, fazendo parte duma estatística com a qual a CCB não se importa. Mesmo ativo em outra igreja, terei o mesmo valor  daquele andarilho, serei um problema solucionado, um falastrão a menos. Mesmo que não seja importante para a CCB, ela sempre será importante para mim. Nela passei minha mocidade e amadureci como cristão. Forçando um vocabulário: A CCB não é a única igreja certa, mas é certo que a CCB é uma igreja única.

Amanhã poderei estar contando a minha história para alguém – “Eu também já fui da CCB, auxiliar de jovens, músico…” – E quando me perguntarem porque a deixei, como estarei em paz, não a difamarei nem a criticarei, apenas responderei: “Segui minha consciência, siga a sua”.

 

 “Minha consciência é cativa à Palavra de Deus. Ir contra minha consciência não é nem correto nem seguro” (Martinho Lutero).

Leia também: "Dissidências - Declaração de guerra ou pedido de paz?"

Aconselhamento cristão – um ministério esquecido

aconselhamento1-460x345TÓPICOS DE ENSINAMENTOS PARA REUNIÃO DE DIÁCONOS – 1978

24 – IRMÃS CONSELHEIRAS DA OBRA DE PIEDADE

Devemos ter sempre a palavra de amor e da salvação em nossas bocas para confortar aqueles que porventura estejam em aflição, tribulação ou tentação, porém sem se intrometer na parte íntima das famílias.

O aconselhamento cristão é uma forma de assistência espiritual e psicológica, geralmente prestada por crentes mais antigos a novos convertidos, onde a Palavra de Deus é levada aos lares e aplicada de maneira individual ou familiar para atender a uma necessidade específica.

A impressão que fico é que regredimos. Nos limitamos a aconselhar:  “Busque a Palavra [no culto] e Deus falará sobre sua necessidade”. Ora há tantos assuntos que não são falados na igreja. Há tanta gente em desespero precisando de uma orientação.

Fui especular sobre os ensinamentos deste ano e conversando com alguns servos de Deus, me relataram que na reunião do ministério do dia 14/04/13 em Araraquara-SP foi exortado ao ministério LER, ORAR e VISITAR.

Foi comentado que o homem do púlpito deve ser homem de oração, de leitura bíblica e visitação. Comentou-se que muitos não devotam tempo para a leitura da Bíblia, não fazem intercessão pelo povo e estão afastados da irmandade.

Mesmo sabendo que existe uma distância entre teoria e prática, fiquei tão contente que esqueci de perguntar sobre os tópicos de ensinamentos.

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Leia também: “Grupo de Visitas”

A Solução para todos os problemas da igreja

Quem tem um século de vida tem história para contar. Preferimos exaltar nossas conquistas que rever nossas quedas e preferimos ouvir elogios aos nossos feitos que críticas aos nossos defeitos. No entanto, tal como uma família, a igreja tem os seus problemas – o idealismo, o obscurantismo bíblico, dissidências, partidarismo e, recentemente, o liberalismo teológico fazem parte dessa história. E tal como uma família, a igreja deve estar unida para resolvê-los, pois somente com unidade de propósito e espírito teremos êxito.

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Missões – A quem enviaremos?

O mundo chocado com a catástrofe no Haiti une-se para minimizar o sofrimento daquela nação. Situações de calamidades ocorrem por todo o planeta, inclusive no Brasil. Vemos ong’s e governos se mobilizando, e a Igreja, o que está fazendo?

Bons samaritanos. A Igreja é o povo de Jesus, mas quem está fazendo a vontade do Pai, nesse momento, são os bons samaritanos das organizações governamentais e não governamentais.

Nós podemos. “Não há igreja pequena que não possa fazer missões; há igrejas pequenas por não fazer missões”. Igrejas há, que justificam não ter recursos para enviar missionários ( não é o caso da CCB). Outras negligenciam a ordem de Jesus – “Ide por todo mundo” – se fazendo pequenas (é o caso da CCB).

Tamanho não é documento. O progresso da Igreja não se mede pelos números de templos e de fiéis ou a condição social destes, mas é avaliado pela dimensão da sua obra missionária. Missões incluem a pregação do evangelho e assistência humanitária. A CCB embora gigante em número sofre de nanismo na obra missionária.

No evangelismo você dá um pouco de Cristo às pessoas; na ação social você dá um pouco de Si às pessoas.

Ordem e progresso. Não que falte quem queira fazer missões, mas por que falta estrutura. Missões não se faz apenas com a cara e coragem; missões não se tratam de um ato solitário, mas solidário; missões incluem treinamento, estratégia, logística, parcerias. Com os equipamentos modernos e montáveis é possível literalmente “carregar a igreja nas costas”.

Atos secretos. Sei, pois sou membro, que  CCB faz uma arrecadação nacional dois meses por ano no último dia de culto em cada comum congregação (igreja local) destinada a socorrer irmãos em situações de calamidade, porém não sei como se destinam, pois como membro, nunca foram me prestado contas dessas coletas.

Conclusão. A igreja não pode enclausurar-se nos templos; para ser “sal da terra e luz do mundo” precisa dirigir-se a toda tribo e língua, povos e nações e ser exemplo de piedade.

Reflexão. “Depois disto ouvi a voz do SENHOR, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me qui SENHOR, envia-me a mim” (Is 6:8).

SOU CCB, SOU 100!

Desvendando as irmãs CRIS e LICA

Você não me é estranha. Às vezes vemos uma pessoa e ficamos com a impressão que a conhecemos. Gestos, expressões, vestuário tudo é tão familiar que não resistimos, nos aproximamos e perguntamos – Eu não te conheço de algum lugar? – Temos então a confirmação ou a negação – Acho que não, deve estar me confundindo com outra pessoa (ou com minha irmã).

Prazer em conhecê-la, encantado. O relato de Biano é outra experiência bem comum. Uma mulher apresenta-nos sua irmã mais nova ou mesmo sua filha, ficamos impressionados com a semelhança entre as duas que nos encantamos; sempre que virmos uma, lembraremos da outra. A mesma reação tem quem se depara com um templo da Congregação Cristã Apostólica – CCA, similares aos da Congregação Cristã no Brasil – CCB.

A irmã mais nova. A Congregação Cristã Apostólica – CCA foi fundada por Antônio Silvério Pereira, aos 11 de novembro de 2001 em Aparecida de Goiás-GO. Resulta de uma fusão entre membros da Congregação Cristã no Brasil e da Igreja Renovação Cristã pastoreada por Fleury Rodrigues de Oliveira.

Biano. Representa o membro comum da CCB que fica encantado ao conhecer a CCA, pois vê nesta, a glória da sua igreja.

Ganhando a simpatia. O membro da CCB sente-se em casa visitando a CCA, dessa forma sua adaptação é automática se optar transferir-se, o trauma por que passa o ‘ex-ccbiano’ para acostumar-se noutra denominação, ali não existe. Pudera, os irmãos que migraram daqui para lá, conservaram a liturgia, os costumes e a padronização das casas de oração. O rebatismo não é usual, assim outros evangélicos vêem a LICA com mais simpatia. As incorporações feitas deram maior dinamismo ao culto, com isso a adaptação deles também é mais fácil que na CCB.

O que ela tem que eu não tenho? Quando a mais nova integrante de uma galera recebe mais atenção, a primeira fica com ciúme. Respondendo a questão, a CCA tem irmãs tocando na orquestra, tem conselho de ética e disciplina para o ministério, programa sistemático de ensino e evangelização, canais oficiais de imprensa que garantem acessibilidade às informações, louvores espontâneos.

Louvores espontâneos. O que é isto? Por exemplo, um irmão pode com o violão cantar um hino, as irmãs podem se organizar em trios ou quartetos ou até mesmo recitar um texto da Bíblia. Nada que a CCB já não tenha feito.

Este vestido é meu. Na verdade a ‘roupagem’ da CCA é a reforma sugerida e esperada para a CCB. O que os anciães desta vetaram, os daquela aprovaram. Os pensadores da CCB vêem suas propostas ignoradas aqui, benquistas lá.

As coisas no baú. Uma moça põe no baú quinquilharias e roupas que não quer mais. Aí vem a irmã adolescente e se encanta com tudo aquilo. Ao ver a caçula abafando com seus pertences a moça esbraveja – Quem mandou mexer nas minhas coisas? A CCB não dá importância para os ‘parados’, ‘desviados’ e ‘pecadores’; A CCA vem e os arremata, porém neste caso, a CCB não parece se incomodar ao exemplo da moça. Ao invés de dizer –“São meus. Quero de volta” – diz com seu descaso – “Não me servem mais. Pode ficar com eles”.

O arranjo do vestido. A flor, o ornamento que deixava o vestido mais bonito, é o dom de línguas. As inovações teológicas, o liberalismo e o antropocentrismo, seduzem cada vez mais as igrejas que acabam aderindo aos modismos perdendo ‘a primeira caridade’. A CCA na contra-mão, vem dar novos ares ao pentecostalismo clássico.

Enquanto igrejas tradicionais rendem-se à teologia nova, esta nova igreja entrega-se à teologia tradicional.

Não fale com ela. Em breve haverá um templo da CCA pertinho de você. A conjuração de Cris são os ensinamentos que poderão vir proibindo-nos de visitá-la.

Fazendo as pazes. “Rogo-vos que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo, um só Espírito, fostes chamados em uma só esperança; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos.” (Ef 4:1-6).

Conclusão. Há um só corpo, uma só fé, uma só esperança e duas Congregações. CCA e CCB são duas igrejas distintas, porém um só povo.

Reflexão. As aparências enganam mas às vezes confirmam. Duas pessoas bem diferentes que não se conhecem, podem descobrir por um exame de DNA que são irmãs. Poderão duas igrejas distintas ser expressões da mesma ‘Obra’ que possamos igualmente considerá-las?

Principal diferença. A CCA declara-se unicista, na sua confissão de fé substitui o termo ‘pessoas’ por ‘manifestações’ divinas, enquanto que a CCB crê na Trindade.



Fotos do site ccbverdade

O Tribunal do amor

Verso áureo: “Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão” (Mt 24:10).

Tribunal

Você pode não saber;  muitos processos correm na justiça entre nossos irmãos. Essas ações são motivadas por uma única causa – A falta de amor.

Quando os tribunais são freqüentados pelos discípulos de Cristo por estarem em litígio é porque renunciaram a lei do amor cristão. (Antonio Gilberto)

Convido o caro amigo a ler e refletir comigo o texto de 1Coríntios 6:1-9: (mais…)

Grupo de visitas

Verso áureo: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1:27).

Dim-dom. A campainha toca. Ao atendermos, recebemos abraços de estranhos nos chamando de irmão… Assim aconteceu comigo e tantos outros novos-convertidos. O motivo da visita fica claro ao irem embora. Trouxeram-nos algo que anunciaram quando chegaram – A Paz de Deus.

Definição. A visitação é um preceito bíblico que tem por propósito a acolhida dos recém-chegados à igreja, a consolação dos aflitos e o aconselhamento cristão.  No caso da  Congregação Cristã no Brasil, as visitas contribuíram expressivamente para o seu crescimento, visto que não existem programas de evangelização.

Seja bem-vindo. A pessoa ao vir para a igreja, pode estar passando por vários conflitos. Geralmente está renunciando a muita coisa para servir a Deus. O sentimento de perda é minimizado e até mesmo extirpado, quando o neófito se sente acolhido pela igreja. Seu sentimento passa a ser: Ganhei uma nova família.

Chorar com os que choram. E como uma família, devemos ampararmos uns aos outros nos momentos difíceis da vida. O nosso apoio leva conforto e consolo para os que estão em prova e traz edificação para todos.

Quando visitamos alguém; acabamos sendo visitados (dito ccbiano).

Aconselhamento. È comum nos afastarmos daquele que não está firme na graça (Cristo), porém a palavra de Deus reprova essa atitude:

“Portanto tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se não desvie inteiramente, antes seja sarado” (Hb 12:12,13).

Advertência. Uma visita feita com sabedoria resulta em diversas bênçãos para todos. Não devemos usar dessa liberdade para dar ocasião à carne. Também requer do Ministério uma atenção especial, não para coibir; mas incentivar os grupos de visitas , visto que estão se findando.

Conclusão. O versículo do cabeçalho afirma que a visitação é a expressão de uma religião pura e imaculada; indispensável para a integração dos santos. Visitar é viver o amor cristão em cumprimento do mandamento bíblico:

“Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram”  (Rm 12:15).