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Eunuco, eu?

No post anterior uma palavra em colchetes inserida num versículo causou estranheza e controvérsia. Algumas sugestões e críticas foram feitas porque entendeu-se que foi dado a eunuco o significado de gay.

Embora já tenha testemunhado esta aplicação em nossos púlpitos; embora eu próprio já tenha correlacionado a expressão “eunucos que assim nasceram do ventre de mãe” (Mt 19:12) com efeminado (ou afeminado, como preferirem); naquele momento utilizei deste recurso, não para dizer que eunuco significa gay, mas para que os leitores aplicassem o versículo ao homossexual, ao contexto do tema.andre_di_mauro_hegai_ester_o_livro_de_ester_record

Isto pode ou não pode? Está certo ou está errado?

Estamos diante de dua técnicas: Exegese x Eisegese

“A exegese é a interpretação gramatical, histórica, jurídica, etc., dos textos e particulamente da Bíblia”, define o dicionário Priberam. É uma explicação ou comentário onde o intérprete elucida a idéia ou opinião do autor. Para uma boa exegese é necessária correta interpretação, que é possível seguindo os métodos hermenêuticos – “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação” (2 Pe 1:20). A regra áurea da hermenêutica diz que a Bíblia é a sua própria intérprete.

Dá-se o nome de “eisegese” (em oposição à exegese) à prática de interpretar um texto inserindo nele elementos da crença do intérprete. É um modo falho de interpretação, uma vez que confunde a crença do autor com aquela do intérprete. Embora seja um modo incorreto de interpretação, nem sempre é um método ativamente malicioso, ocorrendo geralmente por falta de hermenêutica.

Bastante comum ocorrer quando um cristão ou grupo que tem uma determinada posição doutrinária se depara com um texto bíblico que, em sua leitura inicial, contraria tal posição doutrinária, tenta de algum modo reinterpretar o texto.

Também pode ocorrer quando interpretamos o texto segundo uma linguagem posteriormente desenvolvida. Há no jargão pentecostal a expressão “Dê glória a Deus”, significando o ato de dizer “Glória a Deus!”.

Podemos usar de eisegese sem usar de má fé e sem estar equivocado; Assim como a literatura concede liçença poética e a pregação licença homilética, o ensino bíblico permite – só para falicitar o entendimento, não para colocar outro fundamento – conjecturas na dialética:  Toma-se um versículo e oportunamente faz a aplicação contextual, contudo, sem impor esta interpretação momentânea ao texto bíblico. Podemos fazer conjecturas usando versículos em outros contextos, mas não doutrinas tirando-os do seu contexto.

Muitos costumes denominacionais surgiram por meios eisegéticos. Querem um exemplo de eisegese equivocada? “A letra mata e o espírito vivifica” – O versículo virou dito* e dele interpretou-se que não se poderia estudar a Bíblia. E o que dizer da imposição das irmãs usarem saias baseando-se em Deuteronômio 22:5, é exegese ou eisegese?

“< * 09 – EXIGÊNCIA DE CALÇAS COMPRIDAS PARA ALUNAS EM COLÉGIOS – USO OBRIGATÓRIO EM INDUSTRIAS.

Temos que estar dentro da Palavra de Deus: “Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulhe” (…). Essas exceções devem ser levadas na devida conta. (73ª ASS – 2008). >”

Insistindo, eu apliquei o versículo no meu contexto, mas não coloquei contexto no versículo.

Eunuco não significa gay. Como substantivo, é o guardião castrado de um harém; funcionário de confiança dos reis quer fosse castrado ou não; o valido que é a pessoa por quem se tem grande admiração por algum feito ou mera simpatia, um favorito, herói ou sortudo que recebe proteção, favores e honras especiais de um indivíduo rico e poderoso ou de uma alta autoridade. Como adjetivo é usado, figurativamente, ao homem impotente ou sem libido, como ao indivíduo inútil. Na Botânica, diz-se da flor que não tem gineceu nem estame.

Combinando adjetivo e substantivo poderei conjecturar (sem estabelecer doutrina; sem dizer que é bíblico) que somos “Eunucos de Deus”, porque sendo servos inúteis, alcançamos Seu favor; Ele, mortificando nossos membros, nos fez estéreis para as más obras e nos dará grande e avultado galardão.

*DITO – Saiba o que é clicando aqui.

Filipe e o eunuco (Atos 8:26-39)

Filipe e o eunuco (Atos 8:26-39)

O que mais disseram “aqueles”

1.2 – SOBRE O ESTUDO DA BÍBLIA:

1.2.1 Cremos na necessidade da leitura e estudo sistemático das Sagradas Escrituras por todo o cristão desde a mais tenra idade. Entendemos não haver outra forma de crescimento espiritual fora da Bíblia.

1.2.4  Assim devemos seguir o exemplo da Igreja de Beréia, considerada nobre, por examinar nas escrituras as palavras que Paulo pregava.

1.4 –  SOBRE A SALVAÇÃO:

1.4.3  Nenhuma organização religiosa pode oferecer salvação em si mesma, pois a Bíblia nos diz: “Porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos”.

1.5  – SOBRE A GRAÇA:

1.5.3  A Graça de Deus nada mais é do que a pessoa de Jesus Cristo (…).

1.5.4  Nenhuma organização religiosa tem o direito de auto denominar “A Graça de Deus”.

1.6 – SOBRE A IGREJA:

1.6.2 Diante da grandeza do sacrifício de Jesus no Calvário, realizado em benefício de todos os homens, não é bíblico uma igreja, denominação ou grupo religioso auto-intitular-se: “A única e verdadeira Igreja” ou “O único e verdadeiro caminho”, usurpando um lugar que é exclusivamente de Cristo (…).

1.6.5 Entendemos que, as igrejas que professam a mesma fé e doutrina, são aquelas que estão fundamentadas nos mesmos princípios de fé, e não aquelas que são pertencentes a uma mesma denominação religiosa.

1.8 – SOBRE A SEGURANÇA DA SALVAÇÃO:

1.8.2 Diante de afirmativas tão claras, o cristão pode gozar da felicidade de se chamado “salvo”, com a garantia do próprio Senhor de que nada mais o separará do Seu Amor. A Bíblia nos diz: “Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”.

1.9 – SOBRE O PECADO:

1.9.3 Definitivamente não se faz aqui uma apologia ao pecado, haja vista as graves conseqüências causadas por ele ao ser humano. Afirmamos, porém que nenhum pecado pode ser maior do que o sacrifício de Cristo. Nada que o homem faça poderá anular o que Cristo fez por ele na Cruz.

1.10 – SOBRE A BLASFÊMIA OU PECADO DE MORTE:

1.10.2  Negamos que o adultério matrimonial seja o pecado de morte (…)

1.10.3 Entendemos que sustentar tal ensinamento, ou seja, que o adultério matrimonial é o pecado imperdoável, a CCB tem condenado inúmeras vidas à perdição e as tem privado de uma reconciliação com Deus, impedindo que as mesmas possam ser restauradas pelo arrependimento e confissão de seus pecados diante de Deus.

1.11 – SOBRE O BATISMO:

1.11.2 Entendemos que este ritual em si, não é dotado de nenhum poder. As águas batismais não podem perdoar, lavar ou regenerar o homem dos seus pecados. Esse benefício só é conseguido através do lavar regenerador do Sangue de Cristo, mediante a fé de quem o deseja.

1.11.4 Entendemos como válido o batismo realizado por outras denominações evangélicas na forma do exposto acima, não sendo necessário que o fiel seja rebatizado ao mudar de denominação, a menos que manifeste esse desejo.

2.3 – SOBRE O VÉU E O ÓSCULO SANTO:

2.3.3 Não vemos na observação desses costumes nenhum problema em relação à fé cristã, porém não os reconhecemos como doutrinas bíblicas, ordenanças ou mandamentos obrigatórios à salvação.

2.4 – SOBRE A OBSERVAÇÃO DE COSTUMES:

2.4.1 Cremos que toda questão secundária a salvação deve ser estabelecida mediante apelo ao bom senso da consciência do cristão. A Bíblia não legisla sobre roupas, cortes de cabelo, uso de jóias e outros tantos costumes.

2.6 – SOBRE A ORAÇÃO:

2.6.3 No culto público não vemos problema em se fazer orações de joelhos. Entendemos ser um problema a afirmativa de que somente nessa posição corporal é possível ser ouvido por Deus, o que atenta contra as Escrituras e contra a razão simples.

2.8 – SOBRE BEBIDAS ALCOÓLICAS:

2.8.3 Assim, uma organização chamada cristã não pode abrir concessões quanto ao uso de bebidas alcoólicas por seus membros, muito menos por sua liderança.

2.10 – SOBRE O OFÍCIO E O SUSTENTO PASTORAL:

2.10.4 Entendemos que os termos: pastor, Ancião, presbítero, Bispo, Reverendo etc, são semelhantes entre si, sendo adotados por cada denominação o que mais lhe agrada.

2.11 – SOBRE A ORDENAÇÃO DE NOVOS OBREIROS:

2.11.4 Assim, acreditamos que a indicação de parentes para cargos e ministérios numa denominação sem que esses tenham sido efetivamente chamados e capacitados pelo próprio Senhor, torna-se algo imoral e vergonhoso. Até mesmo os ímpios entendem que esta prática pode contribuir para desvios de conduta. Muito mais a igreja de Cristo deve se guardar desta nódoa.

2.12 – SOBRE O DÍZIMO:

     2.12.1 Cremos ser o dízimo uma ferramenta aprovada por Deus para a manutenção física da igreja (…).

2.13 – SOBRE EVANGELISMO E MISSÕES:

2.13.1 Cremos que todo o cristão é chamado para o evangelismo (…)

2.13.2 Não há respaldo bíblico para o ensinamento de que Deus enviará os pecadores a uma igreja para que sejam salvos.

CONCLUSÃO:

Teríamos ainda muitos outros pontos a considerar, porém nos limitamos a ests, por entendermos que já nos fizemos compreendidos.

Não é de nossa plena satisfação tal ato, dado a incontáveis bênçãos recebidas de Deus na CCB, bem como a comunhão que mantivemos com nossos irmãos durante os muitos anos de nossa freqüência.

Mas como citamos na apresentação, não podemos trair nossa consciência, pois a mesma é cativa a Palavra de Deus.

Nossa oração é que esta confissão traga frutos de reflexão, e que os irmãos realmente comprometidos com esta obra de Deus possam rever conceitos e práticas.

Não consideramos as interpretações aqui expressadas, a ultima palavra em matéria de fé, estaremos sempre abertos ao diálogo. Reservamo-nos também o direito de mudar de opinião, sempre que for provado pela Palavra de Deus e pela razão que estamos equivocados.

Por força do exposto acima, abrimos mão de todos os direitos a nós concedidos nesta instituição durante o tempo em que nela comungamos como membros.

Também nos fazemos livres de quaisquer obrigações, votos ou juramentos aos quais venhamos a ter nos submetidos durante esse período.

Manifestamos aqui toda nossa gratidão pelos esforços por nós realizados pela CCB e desejamos que o Senhor vos recompense com toda sorte de bênçãos espirituais.

Finalmente, entendemos que com este ato, estamos realizando um serviço para o qual fomos chamados por Deus já há alguns anos. A Ele tributamos todas honra, glória, louvor, poder e adoração, pelos séculos dos séculos. Amém!

Filipenses 4:7 – “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”.

ASSINAM:

 “Aqueles”

 sombra

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Quem são estes?”

“O que ‘aqueles’ falaram sobre a mulher na igreja”

“Digais todos uma mesma coisa”

“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer” (1 Co 1:10).

Aproxima-se a Assembléia Geral Ordinária – AGO, o Sínodo da Congregação Cristã no Brasil, a esta altura tudo o que será apresentado (não discutido) e deliberado (não por votação) já está determinado e muitos assuntos realmente importantes não virão ao conhecimento da irmandade como, por exemplo, o acordo com a Igreja da Romênia.

Hoje abrindo meus e-mails um comentarista confirmou minha expectativa sobre que não haverá nenhuma resposta à irmandade sobre a edição nos Pontos de Doutrina:

“Conversei com os anciães do Brás e perguntei porque não soltam circular? Disseram que somente alguns entre os milhares de crentes atentaram para isso e, soltando circular despertaria malícia em todos e, interpretariam errado a intenção do assunto. Por enquanto ficará assim, posteriormente se for necessário farão circular”.

A edição, principalmente, no 1º Artigo da nossa Declaração de Fé, provocou sentimentos de contrariedade em muitos irmãos. São insistentes aqueles que não vêem nenhum problema com a nova redação ao afirmar que não se alterou conteúdo.

Pois bem! Se não alterou a Declaração e a nova edição tem a desaprovação de muitos, seria razoável voltarmos à redação original já que havia consenso sobre ela e estaríamos assim cumprindo o que determina o verso áureo. Não acham?

O que ‘aqueles’ falaram sobre a mulher na igreja

Ana Spina

Ana Spina* – Examinadora de organistas da CCB

Hoje é o ‘Dia Internacional da Mulher’, a data ainda é mais para reflexão do que para comemoração. E para homenagiar as mulheres vamos refletir sobre o que ‘aqueles’ que assinaram a CONFISSÃO DE FÉ E COMUNICADO DE DESLIGAMENTO do post anterior escreveram, reinvindicaram e advertiram a liderança da CCB:

“2.7 SOBRE A MULHER NA IGREJA

2.7.1 Cremos num Deus Todo-amoroso, que não cogita fazer acepção de pessoas. Todos os que crêem em Jesus são feitos filhos de Deus e membros do corpo de Cristo. Nisto não há diferença de sexo, raça ou posição social. Há uma promessa nas Escrituras de que Deus, através do Espírito Santo, revestiria Sua Igreja de dons espirituais para que a mesma fosse edificada. Ora, se a mulher também faz parte do corpo de Cristo por meio da fé, não é razoável aceitar que sua participação neste corpo seja restrita e limitada, visto que os mesmos dons estão à sua disposição.

2.7.2 As Escrituras dão exemplo de mulheres que exerceram diversos trabalhos, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

2.7.3 Alguns textos bíblicos devem ser tratados com especialidade, como os que ordenam o silêncio da mulher no culto público. Deve-se levar em consideração a questão cultural de tais trechos, pois se passam em circunstâncias da história onde as mulheres não possuíam a menor possibilidade de participação na sociedade da época, sendo até meso punidas com severidade por seus maridos caso fossem vistas falando em público. Diante da nítida diferença social em nossos tempos nesta questão, entendemos que as mulheres hoje podem ser extremamente úteis em todas as áreas do serviço cristão.

2.7.4 Ao defender que a mulher fique calada na igreja, é preciso aplicar a regra ao menos com coerência, proibindo-a de dar testemunhos, fazer orações ou qualquer atividade pública. Porém, esse procedimento fere a Deus, as Escrituras e a Constituição de nosso país.

2.7.5 Cristo como cabeça da Igreja, divide autoridade com cada um de seus membros, dando-lhes direito de exercer o reino e o sacerdócio. O homem, como cabeça da mulher não deve enxergar dificuldade em dividir com ela a responsabilidade de dirigir a casa, a educação dos filhos, nem mesmo as tarefas e cuidados com a igreja física.

2.7.6 Deus não deu ao homem uma escrava. Deu-lhe uma ajudadora idônea.

 

Ref.: (Dt. 10:17b – I Co. 12:27 – Ef. 4:8 – Jz. 4:4 – I Co. 16:19b – I Co. 14:34 – I Tm. 2:11,12 – Gn. 2 2:18b). ”

* Ana Spina é a única mulher regente de orquestra da história da CCB

Conjuração Bereiana

Conjuro-vos, irmãos amados e servos de Deus, invocando as palavras de São Judas, apóstolo de Jesus Cristo, a batalharem pela fé que uma vez foi dada aos santos proclamando que a Bíblia é a Palavra de Deus porque os tempos trabalhosos dos últimos dias profetizados a Timóteo, já chegados são.

Ao exemplo dos de Beréia, firmamo-nos no exame das Escrituras, dedicamo-nos à sua leitura devocional e com a mesma nobreza rendamo-nos à verdade.

Ministros de Cristo professem: A Bíblia é infalível, inspirada e inerrante, completa revelação, nossa árbitra na fé e regente de conduta. O que ouvirem diferente disto combatam. Pois este é nosso dever e salvação.

Assim como existem três Pessoas Divinas e a Bíblia nos constrange a adorar e professar um único Deus; existe a Palavra gravada com letras, a Palavra pregada nos púlpitos e a Palavra encarnada vinda ao mundo, contudo não são três, mas uma só, A Palavra de Deus. O Filho, a Bíblia e a pregação inspirada pelo Espírito Santo são distintos e não se confundem, mas cada qual se dirige ao outro como “A infalível Palavra de Deus”.

O que for dito diferente disto não seja crido, porque esta é a fé que uma vez foi dada aos santos.

Três anos depois

Há três anos vivíamos a expectativa do centenário da Congregação Cristã no Brasil, não esperávamos por festa, mas algo de novo seria bem vindo. Este último triênio foi positivo ou negativo? Vejamos:

Hinário. Cogitávamos fazer da nova edição do hinário o grande marco do centenário; hoje se tornou a grande decepção, não pelas mudanças musicais mas pela alteração do 1º ponto de doutrina; uma mudança feita em 2004 e que só agora a irmandade ficará ciente.

Unidade. Dissidências já haviam acontecido sendo que muitas não chegaram ao conhecimento do povo. Somente as últimas é que foram expressivas. A Conjuração Jandirense foi o último golpe sofrido.
Internacional. Esse movimento separatista ocorreu também na Itália; agora temos a Congregação Cristã na Itália Ministério da Sicília que se uniu ao Ministério de Jandira. Por outro lado, na Romênia vislumbra-se uma união.

Imprensa. A CCB ainda não entrou na era digital, enquanto as partes mencionadas possuem Site, a CCB apenas um comunicado na rede. A internet tem sido a grande inimiga da CCB-Brás (como alguns estão chamando) porque são feitas denúncias contra seus dirigentes que preferem o silêncio ao direito de resposta. Essa posição deixou a muito de ser eficiente e se tornou insuficiente.

Orquestra. O grande orgulho ccbiano é possuir a maior orquestra do mundo, nossa corporação simplesmente dobraria se fosse restituído o direito das irmãs tocarem na orquestra. As co-irmãs, CCA admite as irmãs na orquestra e a CCJ voltou o quadro “Constituição da Igreja de Deus”.

Contra-ataque. A CCB realizou ordenações em massa que trouxeram grande alegria por onde elas ocorreram, entretanto, percebeu-se ser uma estratégia – muito bem sucedida – para não despertar interesse ou simpatia do povo pelos “oposicionistas”, como são chamados em fóruns de debates. Se estas ordenações tivessem sido feitas antes, não existiria o Ministério de Jandira.

Queda. O senso divulgou o decréscimo da CCB. Muitos são os motivos: Dissidências, Evangelização e discipulado falhos, escândalos ou denúncias não refutadas… Minha opinião pessoal é que os anciães sempre gozaram de prestígio e admiração que foi enfraquecido por que hoje autoridade e respeito se conquista, não se impõem.

Prognóstico. A CCB tem dias trabalhosos pela frente, se o ministério não conseguir reverter o processo que está em andamento, prevejo sua diminuição em número, mornidão espiritual e cessação do falar em línguas e seus membros serão testemunhas do crescimento e prosperidade espiritual dos dissidentes.

Tal o dito, tal o escrito

Embora a fraseologia dos ditos esteja presente no cotidiano da irmandade, quando refutados, são, de maneira surpreendente, negados, por muitos irmãos. Alguns chegam a alegar total desconhecimento, ficando o ‘dito pelo não dito’.

Porém, a direção da igreja sente-se confortável com tais ditos, não se preocupando em rechaçá-los ante a irmandade. Como não assumem aquilo que é dito, comentarei sobre algo que está escrito – O Estatuto da Congregação Cristã no Brasil – CCB.
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