É ler para crer!

O canto neocatecumenal

caminho

Quando menino frequentei o Caminho Neocatecumenal – uma opção com uma nova linguagem dentro da Igreja Católica – aprendi a tocar violão e me tornei salmista. Entre suas principais características estão seus cantos peculiares e uma das propostas do Caminho é justamente catequizar pelo canto, ou seja, ensinar a Bíblia através dos hinos.

A Congregação Cristã no Brasil-CCB é uma igreja que não realiza cerimônias matrimoniais; os neocatecumenais, por sua vez, entendem que o casamento merece ser celebrado porque o consideram um ‘grande mistério’ (Efésios 5:31-33) e introduziram um de seus cantos à celebração tradicional.

“VEM DO LÍBANO” é um canto baseado nos versos de Cantares de Salomão e na história de amor que eles contam. O romance de Salomão e Sulamita é retrato poético da aliança de YAHWEH e Israel, seu povo; também tipo profético da união de Cristo e sua Igreja.

Pois é, os neocatecumenais dispensam a clássica Marcha Nupcial e se casam sob os versos e acordes de Vem do Líbano (ver letra). Este canto cujo o título foi extraído do versículo 8; o refrão inspirado nos versículos 1 e 2 do capítulo oito; e seus versos  baseados em vários versos do livro canônico, reproduz o diálogo do esposo (noivo) e sua amada.

Com quatro estrofes que comumente (não obrigatoriamente) são cantadas intercalando as vozes masculina e feminina, sendo a primeira cantada pelo homem ilustrando ou refazendo seu pedido à noiva em casamento; a segunda parte é cantada pela mulher quando, praticamente, ela dá o seu ‘sim’ ao cantar: “Eu pertenço ao meu amado, e ele é tudo para mim”. Nas demais estrofes fazem juras de amor eterno e cantam a certeza de um casamento abençoado e feliz.

É uma verdadeira declaração de amor que na maioria das vezes é cantada pelos próprios noivos que estão se casando.

É curioso, é emocionante, é bíblico.

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Tal mãe, tal filha

A mãe: Assembléia Cristã de Chicago

O movimento pentecostal que envolveu as igrejas da colônia italiana pode ser visto como um rebentamento do avivamento de Azuza. Neste contexto, em 1907, nasceu a Assembléia Cristã de Chicago – ACC, organizada por Luigi Francescon, G. Beretta, Pietro Mecoconi e Pietro Ottolini.

Os primeiros anos transcorreram na mais perfeita harmonia e o movimento pentecostal ítalo-americano se expandiu para a América do sul e Itália, mas entre 1914 e 1925, duas crises doutrinárias abateram a ACC.

Sem o batismo do Espírito Santo com evidência inicial de falar novas línguas se pode ser salvo? Esta foi a primeira questão que trouxe divergência entre os líderes. Pietro Ottolini rompe com a Assembléia Cristã e funda a Italian Evangelical Church.

Depois disso, as opiniões de Giuseppe Petrelli passaram a divergir com aquilo que era aceito por Luigi Francescon que escreveu uma circular a toda a igreja intitulada “Risposta a Giuseppe Petrelli”, os embates dos líderes promoveram um grande cisma e a Assembléia Crisã de Chicago divide-se, sendo que a facção que apoiou Petrelli, ficou com o edifício e o direito do uso do nome Assembléia Cristã (Christian Assembly), enquanto Francescon organiza outra comunidade com o nome de Congregazione Cristiana (Christian Congregation). A CC move ação judicial contra a AC para indenização ou recuperação da posse do prédio.

Como ocorreu em Chicago, aconteceu com outras igrejas da comunidade italiana de outras localidades, por este motivo Luigi Francescon, Massimiliano Tosetto e Michele Palma convocaram para o dia 30 de abril a 01 maio de 1927, uma assembléia geral das igrejas italianas dos EUA, cujo resoluções foram muito comemoradas. Tosseto redigiu um credo os 12 pontos de fé e doutrina. No ano seguinte foi elaborado um hinário comum.

A Assemblea Cristiana de Chicago seguiu de forma independente e foi a primeira a americanizar o nome para Christian Assembly, em 1965 adotada o nome de Belmont Evangelical Church. No ano de 1995 juntou-se as Assemblies of God americanas, e o nome atual da nova denominação é Belmont Assembly of God.

Por último a questão sobre a administração, se igreja local deveriam submeter-se a uma sede geral e sobre a organização da igreja como pessoa jurídica promoveu novos debates que terminaram no isolamento de Francescon em Chicago.

As irmãs [da CCB]: Impulsionados pelo avivamento missionários italianos, entre eles Francescon, viajam para a Itália e organizam em 1908 a Assembléia Cristã da Itália (atual: Assembléia de Deus da itália). No ano seguinte (1909) a pátria de pavilhão branco e azul celeste recebe os missionários Luigi Francescon, Giacomo Lombardi e Lucia Menna e surge a Assembléia Cristã Argentina.


A filha: Congregação Cristã no Brasil

Guiado por um ardente vigor missionário, Luigi Francescon, desembarcou em solo tupiniquim no ano de 1910. Até 1936 o grupo organizado por Francescon no Brasil permaneceu com o nome de Assembléia Christã Reunidos em Nome do Senhor Jesus, mas as cisões em Chicago repercutiram por aqui levando-o a adotar o nome de Congregação Cristã no Brasil.

O isolamento do líder em Chicago pode ter feito os brasileiros desenvolveram um orgulho denominacional e se tornaram exclusivistas. Em 1960 aproximaram-se dos irmãos argentinos e os aliciaram para mudarem o nome de Assembléia para Congregação e se colocarem debaixo da sua liderança. Como a proposta indecente foi recusada, o ancião Miguel Spina fundou a Congregação Cristã na Argentina.  Em 1970 foi a vez dos italianos receberem a proposta, negá-la e conhecerem a Congregação Cristã na Itália.

Ao mesmo tempo em que impunha um imperialismo a CCB começa a sofrer divisões internas. A primeira foi na década de 50; o cooperador Aldo Ferretti escandalizou-se ao ver anciães consumindo bebidas alcoólicas e passou a defender costumes rigorosos, acabou se desligando e fundando a Igreja Renovadora Cristã. No final da década de 60 surge a Igreja Cristã Remanescente fundada pelo ancião Nilson Santos na cidade de Telêmaco Borba – PR.

Diferenciando-se destes dois dissidentes que saíram e fundaram igrejas com outros nomes, José Valério no ano de 1991 organiza a CCB-Renovada e atrai muitos ministros para o seu grupo fazendo as estruturas do Brás estremecerem, mas o movimento que parecia promissor se dissolveu em poucos anos e se reintegrou a CCB, inclusive, o patrimônio construído pela CCB-Renovada foi incorporado ao da CCB.

O ancião Luiz Bento Machado divergiu com a liderança sobre a questão do sábado e iniciou no ano de 1993 a Congregação Cristã do Sétimo Dia no Estado de Santa Catarina. A Congregação Cristã Apostólica pode ter se iniciado na questão do rebatismo: Antônio Silvério Pereira aproximou-se da Igreja Renovação Cristã que era pastoreada por Fleury Rodrigues de Oliveira e teria os convencido de se juntarem à CCB que os teria obrigado a rebatizar. Como discordaram do pensamento da CCB que prega um batismo salvífico – e não rebatizaram – organizaram a CCA, e a CCB que ganharia alguns, perdeu alguns membros.

Questionamentos ideológicos levaram alguns irmãos a organizarem a Associação de Membros da Congregação Cristã no Brasil – AMCCB. Depois houve indefinição sobre a postura do movimento, e aqueles que queriam uma oposição à CCB deixaram a AMCCB que em 2010 uniu-se ao Ministério de Jandira que tem a liderança de Samuel Trevisan. Uma batalha judicial tem início e a conjuração jandirense saiu vitoriosa podendo usara integralmente o nome Congregação Cristã no Brasil.

Comentário:

As divisões ocorridas na Asembléia Cristã de Chigaco por motivos pessoais, doutrinais e administrativos também se sucederam na Congregação Cristã no Brasil.

A caçula nascida em 1910 desenvolveu um orgulho denominacional, desejou imperar sobre as outras Assembléias Cristãs. Não reconheceu e não respeitou a hegemonia desses grupos iniciando uma expansão por seus territórios promovendo a desunião.

Por não dar atenção às leis Francescon perdeu o prédio e a placa (nome); por não ter dado atenção à AMCCB a Congregação Cristã no Brasil terá que conviver com um ministério.

O Conselho de Anciães do Brás passa-nos a impressão de que não aprendeu com as cisões, atitude que poderá acarretar em mais divisões – Alguém tem dúvidas disso?

Habemus Statutam

(Esboço) ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DA CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL, REALIZADA NA CASA DE ORAÇÃO DE___, COM ENDEREÇO À ____ , EM ___ DE ___ DE____.

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pastores ricosPor: Evangelista Cristão (Eleotério)

Estive olhando na NET os últimos acontecimentos com as igrejas do Edir Macedo, Malafaia, Valdomiro do chapéu, pastor Feliciano e, outros que veiculam na TV e no rádio.

A briga pelos dizimistas está terrível e, as acusações de um pastor contra o outro é de assustar. Vejam na NET aqueles que eram pastores do Edir e os que eram do Valdomiro e os que eram do Malafaia e os que eram do Feliciano, gravaram videos mostrando que os seus lideres ensinam como roubar o povo, usando o nome de Cristo !!

A podridão interna está sendo colocada a vista de todos e, olhem que tem videos provando toda sujeira !!

Outra coisa que me entristesse, são os shoppings com vendas de livros, CDs, DVDs, agua do rio Jordão,, vassourinhas, martelinhos. Se Cristo estivesse em vida, entraria nestes lugares com uma Bazuca, destruindo tudo.

O que estou postando é FATO, favor entrarem nos sites deste citados acima e, poderão ver que digito verdade.

Um dos bispos do Edir, faz parte da condenação do mensalão e, terá que pagar pelo que fez, já pensaram que vergonha para os políticos evengélicos ?

No programa do Leão na TV, foi entrevistado o Frota e ele afirma ter namorado 2 anos com o pastor Feliciano, será que é verdade ?? Fica aqui uma pergunta………

Baseado nisso tudo percebo que a maioria das igrejas, evangélicas, católicas(onde tem alguns padres pedófilos) estão a mercê do malígno.

Sendo assim precisamos pensar muito onde cultuarmos e, onde está com menos erros !!!

Evangelista Cristão convidando a todos acessarem a NET o que postei……

O batismo e o novo nascimento

batismo

Verso áureo: “Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” – (João 3:5)

Das três mudanças nos pontos de doutrina da Congregação Cristã no Brasil – CCB, que podem ser verificadas no novo hinário, a menos perceptível está no artigo 5º:

Hinário 4: “5. Nós cremos que a regeneração, OU o novo nascimento, só se recebe pela fé em Jesus Cristo, que pelos nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação. Os que estão em Cristo Jesus são novas criaturas. Jesus Cristo, para nós, foi feito por Deus sabedoria, justiça, santificação e redenção”

Hinário 5: “5. Nós cremos que o novo nascimento E A regeneração só se recebem pela fé em Jesus Cristo, que pelos nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação. Os que estão em Cristo Jesus são novas criaturas. Jesus Cristo, para nós, foi feito por Deus sabedoria, justiça, santificação e redenção”

Ref.: (Romanos, 3:24-25; I Coríntios, 1:30; II Coríntios, 5:17)

Na redação original regeneração e novo nascimento é uma coisa só, a mesma obra recebida por meio da fé. Enquanto que na redação atual foram apresentados como coisas diferentes, duas obras distintas.

Desde a primeira vez que li o artigo revisado fiquei receoso dos motivos que levaram a tal mudança, me posicionei contra e pouco a pouco fui interpelando um perguntando a outro, e aquilo que eu temia foi se confirmando pela cultura oral que há em nosso meio.

Regeneração e novo nascimento são sinônimos, então porque se distinguiu um do outro e inverteu-se a ordem? Embora poderão encontrar textos rebuscados com outra opinião, a explicação é simples! Os revisores entendem assim:

Novo nascimento = batismo
Regeneração = conversão

Pode haver novo nascimento sem regeneração? Evidente que não, mas para a CCB sim, isto porque prega um batismo salvífico e precisou adequar o artigo de fé à sua prática.  Para a CCB o batismo é um sacramento tal como na Igreja Católica e suas águas têm o poder de lavar os homens de seus pecados.

[Sacramento é o sinal sensível e eficaz por meio do qual a graça é dispensada sobre os homens. O sacramento confere sacralidade (purifica; produz santificação) em certos momentos e situações da vida. Os ritos sob os quais os sacramentos são celebrados são os canais por onde flui a salvação.]

A diferença é que o nosso sacramento não é tão eficaz quanto diz ser o católico: “Há irmãos que são batizados mas ainda não são convertidos”,  todos já ouvimos – e comprovamos – isto, daí neste caso o Espírito Santo precisa “completar a obra”, só então veremos transformação na pessoa.

Porque ensinamos que o novo nascimento ocorre somente por ocasião do batismo, e pelo fato de vermos pessoas batizadas sem boas obras, sem transformação de vida, sem conversão, distinguiu-se novo nascimento de regeneração.

O batismo não regenera, não perdoa pecados, não purifica do mal, o batismo não salva nem complementa a salvação. Batismo é o símbolo visível da obra invisível que o Espírito Santo operou no pecador transformando-o em nova criatura, é o ato pelo qual o homem dá testemunho público da sua salvação.

 Batizamos não para sermos salvos, mas porque fomos salvos.

A salvação é dom de Deus, é pela graça mediante a fé; não depende do rito (batismo) que é obra humana: “Mas, se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça”- (Romanos 11:6). Biblicamente a regeneração ou o novo nascimento vem antes do batismo, mas na CCB o batismo é chamado de “o primeiro passo para a salvação” – eis aqui o porquê da inversão, de terem colocado novo nascimento na frente da regeneração, seguros que João 3:5 confirma esta ordem.

Na CCB o batismo e a regeneração costumam ser simultâneos porque muitos estando pela primeira vez na igreja por ocasião de um convite para assistir à celebração, creem e imediatamente são batizados. Mas esta também é a razão de muitos batizados não terem sido regenerados, pois não creram verdadeiramente, batizaram sob pressão ou por emoção.

Os crentes da CCB não evangelizam, convidam para o batismo. Não sabem levar a mensagem do evangelho, sabem dar o endereço da igreja. Acreditam que sua função é somente trazer a pessoa para assistir um batismo porque “a obra é Deus quem faz” querendo dizer com isto que se aquela pessoa ‘pertencer a Deus’, receberá “o chamado” do Senhor, sentirá Deus tocar o seu coração, obedecerá à sua voz e assim nascerá na graça.

Quando alguém se batiza dizemos:“Este obedeceu”. E quando a pessoa não ‘obedece’ dizemos: “não estava na hora, não foi o dia”. Quando um filho de crente não quer abandonar o mundo ele diz: “Estou esperando Deus me chamar”. Quando alguém que foi ‘testemunhado’ morre sem batizar ou ‘peca de morte’ após o batismo dizemos: “Este não pertencia a Deus”.

O recém-batizado, não é discipulado, não estuda e não aprende as doutrinas da Bíblia, aprende os costumes e a buscar a Palavra para seus assuntos pessoais. Não importa se a Bíblia é ou contém a Palavra de Deus, não importa se Deus é uno ou triuno, não importa se o Espírito Santo é uma força ou uma pessoa, se Jesus é Criador ou criatura, não importa quão graves continuam seus erros – só não pode ‘pecar de morte’.

A irmandade acredita piamente que sem o batismo [da CCB] não é possível salvação,“não pode entrar no reino de Deus”, já aconteceram muitos casos das famílias brigarem com os médicos e retirarem os parentes enfermos dos hospitais para que fossem batizados. Esta é a razão porque rebatizamos crentes de outras autenticas confissões evangélicas.

“Necessário vos é nascer de novo” (João 3:7) – interpretam: “Necessário vos é batizar”. Devemos entender: “necessário vos é crer”, pois “quem não crê será condenado” (Marcos 16:16) mesmo que tenha batizado Posso apontar pessoas que foram salvas sem terem sido batizadas, alguém pode me falar um que foi salvo sem ter crido?

Originalmente, o ponto 5 nem falava de batismo, mas como os membros da Congregação não conseguem separá-lo do novo nascimento, resolveu-se o problema na nova confissão de fé. A edição que parecia a menor é a que mais revela sobre nos e desmascara que as alterações foram intencionais para adequar o que está escrito ao que se professa igualando teoria e prática.

“Isto é insignificante! Isto não muda nada” – continuarão apregoando aqueles que não tem compromisso com as Escrituras, que confiam na obra do batismo e na placa ou nome de sua igreja. Demonstram orgulho denominacional, mas o coração deles está apertado porque suas almas sabem que “nenhum outro nome há, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12), então contraditoriamente ensinam que é arrogância dizer que estamos salvos, que precisamos ser firmes e fieis porque a salvação é incerta até o último suspiro de vida. Assim só têm a esperança de salvação e não a certeza da salvação, por isso não conseguem proclamar: “Salvo estou! salvo estou!”

A mudança é sutil mas não é fútil; com uma pequena alteração tudo ficou diferente. Leiam o título do texto, ele distingui obra de obra; o rito do milagre. Com uma pequena intervenção, um insignificante acento, tudo se altera e chegamos ao credo ccbiano: O batismo é o novo nascimento.

Verso áureo: E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és meu Filho amado; em ti me tenho comprazido” – (Lucas 3:22) 

“Deus [o PAI] e o Espírito Santo não são pessoas, só o Senhor Jesus” – A primeira vez que ouvi isto foi de um moço da minha comum, mas agora me foi dito por um cooperador com muitos anos de ministério; se antes fiquei surpreso, agora fiquei preocupado.

Conversávamos sobre a edição dos pontos de doutrina; eu buscava a resposta que ele me prometera dar – mas parecia ter esquecido – assim que falasse com os anciães sobre o assunto, porque de início este cooperador ignorava as três mudanças verificadas nos artigos de fé.

Citando João 4:24: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”, ele fez uma defesa a favor da alteração no 2° Ponto de doutrina. Entre outros argumentos, em resumo a resposta que este irmão cooperador colheu e me entregou foi: “Deus é espírito, isto leio na Bíblia, mas não está escrito que Ele é pessoa”.

A CCB possui uma forte cultura oral: Aquilo que não está escrito, mas é crido e difundido entre os membros. Impressiona como a irmandade não se preocupa com os escritos e valoriza os ditos. É um dos motivos que cobro uma explicação formal sobre a revisão na nossa Confissão de Fé. Aqui discutimos muito o acréscimo “contendo” e pouco falamos das outras duas mudanças ocorridas. Do acréscimo no 1º ponto de doutrina muitos falam que não muda nada; dirão isto também do decréscimo no 2º ponto?

Hinário 4: “2. Nós cremos que há um só Deus vivente e verdadeiro, eterno e de infinito poder, Criador de todas as coisas, em cuja unidade há três pessoas distintas; o Pai, o Filho e o Espírito Santo. (Ef., 4:6; Mat., 28:19; I João, 5:7)”

Hinário 5“2. Nós cremos que há um só Deus vivente e verdadeiro, eterno e de infinito poder, Criador de todas as coisas, em cuja unidade estão o Pai, o Filho e o Espírito Santo. (Efésios, 4:6; Mateus, 28:19; I João, 5:7)”

Diante da alteração do texto e da explicação que me foi dada eu interpreto a nova redação do seguinte modo: “… em cuja unidade NÃO há três pessoas distintas”.

A minha teoria era que por ser controversa e sofrer muitos ataques, a CCB tentou evitar as polêmicas em torno da doutrina da trindade retirando do texto o que dela está convencionado – Na unidade [de Deus] há três pessoas distintas – mas foi infeliz porque o texto como ficou confunde-se com o credo unicista.

Mas minha teoria não se confirmou pois agora tenho uma resposta verbal que a edição se fez necessária para evitar certa interpretação em cima da palavra “pessoas” e desfazer qualquer confusão. Em outras palavras é errado usar o termo “pessoas” para Deus e o Espírito Santo.

O verso áureo narra as manifestações ocorridas após o batismo do Senhor Jesus, ele derruba a crença unicista ao apresentar distintamente o Filho que estava entre os homens, o Espírito Santo visto em forma de pomba, e o  Pai ouvido pelos homens.

A CCB nega ser unicista mas usa um texto unicista; A CCB diz crer na Trindade mas não aceita o que dela está convencionado. Quem está errado e onde está a confusão, nas “pessoas” ou na edição?

Ora porque Deus é espírito não é pessoa? Porque o Espírito Santo não é gente não é pessoa? E só porque o Senhor Jesus assumiu a natureza humana é pessoa?

O mesmo argumento usado pelos que são contrários à doutrina da trindade de que o termo não está na Bíblia, foi usado pela CCB com relação ao termo pessoa. Se por isso não podemos admitir o termo “pessoas” não haveremos de professar a Trindade. E se não entendermos o que é pessoa não entenderemos o que é trindade.

Pessoa é a nossa tradução para duas palavras gregas que tiveram um papel central no entendimento da doutrina da Trindade e da própria Cristologia: Hipóstase e Prosopon, cujo significado combinado com outros termos contextuais é: “realidade da subsistência”, “existência individual ou independente” ou “auto-manifestação do indivíduo, e do que lhe é próprio”.

Aconteceram debates intensos por quatro séculos para ficar convencionado: Há um único Deus subsistente em três pessoas distintas. Assim foi mantido na Reforma, mas às escuras, sem consulta, sem conhecimento histórico, sem respeito pelos ‘pais da igreja’, pelos reformadores e pelos primeiros editodres, decidiram que isto está errado.

Como foi feito agora, amanhã poderão mexer novamente na Declaração de Fé e a irmandade se conformará dizendo que não tem relevância, que nada foi mudado, que é um ‘pormenor doutrinário’. Importa é que estamos na ‘graça’ e se formos firmes e fiéis (mais uma contradição) seremos salvos.

“E a fé católica [universal] consiste em adorar um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, sem confundir as pessoas e sem dividir a substância. Pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo” – (Credo de Atanásio)

trindade

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Igreja remanescente

Verso áureo: “Mas se [esta obra] é de Deus, não podereis desfazê-la para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus” – (Atos 5:39)

“Esta (CCB) é a verdadeira graça; a única Obra de Deus na terra; mas como existe a moeda verdadeira, também existe a falsa… Alguns que foram nossos irmãos, pecaram de morte ou não entenderam o que é esta graça, por isso não se contentaram em serem ovelhas  fizeram-se pastores – mas só há um pastor: Jesus Cristo – Deixaram o verdadeiro caminho e fundaram igrejas, possuídos pelo espírito de imitação, mas esvaziados do Espírito da graça. São cegos guiando cegos; não entrarão no céu, e impedirão muitos de entrar porque conhecendo a verdade lhes darão a mentira” – Trecho comum em tantas pregações que eram costumeiras e ouvi durante estes anos servindo a Deus na Congregação Cristã no Brasil.

Excetuando o Ministério de Jandira que ocorreu na era da Internet, a Congregação Cristã no Brasil já sofreu outros cismas que, apesar de todo trauma e da ferida que abre uma dissidência, não repercutiram entre os seus membros. Vez ou outra chegava uma vaga notícia,  praticamente viraram mito, foram esquecidos pelos mais velhos e totalmente desconhecidos dos membros mais novos.

Dentre estes “hereges” está o ancião NILSON SANTOS que no ano 1967, na cidade de Telêmaco Borba – PR, fundou a Igreja Cristã Remanescente Primitiva – ICRP.

Nos últimos dias recebi notícias e vi fotos da ICRP: Mantiveram todos os costumes litúrgicos da CCB e peculiarmente praticam o rito do “lava-pés”, as irmãs tocam na orquestra e no seu hinário “Cantor Remanescente” conservaram hinos do hinário CCB Livro 3.

Preferiu-se fazer acusações e julgamentos aos dissidentes como vimos na “Circular Jandira” incitando o ódio e colocando irmãos contra irmãos, quando tinha-se a opção de despedi-los em paz como fez Gamaliel:

33. Porém, ouvindo eles isto, se enfureceram e deliberaram matá-los.
34 .  Mas, levantando-se no conselho um certo fariseu chamado Gamaliel, doutor da lei, venerado por todo o povo, mandou que, por um pouco, levassem para fora os apóstolos;
35.   e disse-lhes: Varões israelitas, acautelai-vos a respeito do que haveis de fazer a estes homens.
36 .  Porque, antes destes dias, levantou-se Teudas, dizendo ser alguém; a este se ajuntou o número de uns quatrocentos homens; o qual foi morto, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos e reduzidos a nada.
37.  Depois deste, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do alistamento, e levou muito povo após si; mas também este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos.
38.  E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará,
39.  mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la, para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus.
40.  E concordaram com ele. E, chamando os apóstolos e tendo-os açoitado, mandaram que não falassem no nome de Jesus e os deixaram ir.
41. Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus.
42.  E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo.
(Atos dos Apóstolos 5)

A dissidente não se desfez, seguiu independente e prosperou. Seguindo o raciocínio, A ICRP é obra de Deus.

Ainda não conheci ICRP, mas entrou desejo de conhecer esta e outras congregações dissidentes, bem como a Assembléia Cristã na Argentina. Quando tiver oportunidade não hesitarei em visitá-las mesmo sob a advertência da carta circular de maio/2011 que poderei ‘perder a liberdade’.

Não temerei saudar a estes porque só estarei adiantando o que faremos nos céus – Regozijarmos sem distinção de placa. E para qualquer irmão que vier surpreso me falar: “Vimos um povo adorando como nós e cantando os nossos hinos, não podemos permitir” – darei a conhecida resposta:

“Não os proibais, aquele que não é contra nós, é por nós” (Lucas 9: 50)

Veja o vídeo onde tocam um hino do hinário 3: