É ler para crer!

O canto neocatecumenal

caminho

Quando menino frequentei o Caminho Neocatecumenal – uma opção com uma nova linguagem dentro da Igreja Católica – aprendi a tocar violão e me tornei salmista. Entre suas principais características estão seus cantos peculiares e uma das propostas do Caminho é justamente catequizar pelo canto, ou seja, ensinar a Bíblia através dos hinos.

A Congregação Cristã no Brasil-CCB é uma igreja que não realiza cerimônias matrimoniais; os neocatecumenais, por sua vez, entendem que o casamento merece ser celebrado porque o consideram um ‘grande mistério’ (Efésios 5:31-33) e introduziram um de seus cantos à celebração tradicional.

“VEM DO LÍBANO” é um canto baseado nos versos de Cantares de Salomão e na história de amor que eles contam. O romance de Salomão e Sulamita é retrato poético da aliança de YAHWEH e Israel, seu povo; também tipo profético da união de Cristo e sua Igreja.

Pois é, os neocatecumenais dispensam a clássica Marcha Nupcial e se casam sob os versos e acordes de Vem do Líbano (ver letra). Este canto cujo o título foi extraído do versículo 8; o refrão inspirado nos versículos 1 e 2 do capítulo oito; e seus versos  baseados em vários versos do livro canônico, reproduz o diálogo do esposo (noivo) e sua amada.

Com quatro estrofes que comumente (não obrigatoriamente) são cantadas intercalando as vozes masculina e feminina, sendo a primeira cantada pelo homem ilustrando ou refazendo seu pedido à noiva em casamento; a segunda parte é cantada pela mulher quando, praticamente, ela dá o seu ‘sim’ ao cantar: “Eu pertenço ao meu amado, e ele é tudo para mim”. Nas demais estrofes fazem juras de amor eterno e cantam a certeza de um casamento abençoado e feliz.

É uma verdadeira declaração de amor que na maioria das vezes é cantada pelos próprios noivos que estão se casando.

É curioso, é emocionante, é bíblico.

veja outros vídeos:

 

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Comentários em: "O canto neocatecumenal" (26)

  1. De fato, é lindo.
    Mas eu fico sempre com uma frase de um pregador muito sábio e lúcido que diz assim:

    “No cartório a gente faz contrato.
    Na Igreja [templo] a gente mostra os que estão “se casando”.
    Mas tanto no cartório quanto na ‘igreja’ ninguém faz casamento.
    Ninguém tem o poder de casar a ninguém diante de Deus.
    Diante de Deus somente entram o homem e a mulher; e isto não é no dia da cerimônia, mas no dia em que assumem que se amam”.

    Para mim, um casal assumir que se ama é cuidar um do outro, compartilhar mesmos sonhos e planos e prometer completa lealdade, como diz a lírica de Cântico dos Cânticos, analogamente ao comprometimento com Deus.

    O mais é mero complemento cerimonial de quem vive em comunidade, em grupos e quer externar isso conforme sua cultura.

  2. Celebração religiosa do casamento, nada mais é que um costume. Não há qualquer tipo de recomendação bíblica para celebração do casamento. Fazer uma cerimônia religiosa não vai trazer qualquer tipo de benção ou “blindagem” para o seu casamento. Diante de Deus não haverá qualquer diferença entre o que faz a cerimônia religiosa no casamento e o que não faz.

    Está aí um grande problema. Tentar espiritualizar o casamento. Casamento é carnal, sendo que o próprio Mestre disse que no céu não haverá esse negócio de marido e mulher. Portanto, como carnal que é, um casamento necessita de concessões de ambos os lados, atenção, dedicação, afeto e amor. Se você relaxar, não haverá parte espiritual que mantenha esse casamento. O próprio apóstolo Paulo, disse que o solteiro cuida das coisas de Deus para agradar a Deus, e o casado cuida das coisas do mundo para agradar o mundo.

    A emoção gerada pela cerimônia religiosa, é a mesma emoção gerada por uma música secular bonita ou um poema. Não tem nada a ver com manifestação do Espírito Santo. Usar as coisas de Deus para emocionar não é muito legal, ou melhor, é jogar baixo, enganar.. Vide os irmãos que chamam o hino Rosa de Saron na CCB para fazer a irmandade chorar (se a letra do Rosa de Saron tivesse a mesma melodia do 273 hinário 4, ninguém iria chorar, logo é claro que não é a letra falando das coisas de Deus que emociona, sim a melodia).

    Samuel

    • O casamento é uma instituição divina. A celebração é uma tradição cultural. Não é a cerimônia e sim a consumação no ato físico que torna homem e mulher uma só carne, mas não acho que seja “jogo baixo” realizar uma cerimônia matrimonial. Se a Bíblia não recomenda, também não proíbe, antes diz que devemos anunciar o Evangelho em todas a s oportunidades. E uma cerimônia é uma boa ocasião para isto.

      Lembro-me de sermões assim: “Assim como este casal está fazendo uma aliança e se tornarão uma só carne, a Igreja nas bodas (casamento) do Cordeiro Cristo alcançará a plenitude e seremos um com Cristo, assim como o Pai e o Filho são um. Assim como celebramos aqui e estamos em festa, celebraremos e festejaremos nos céus. Está é a bem-aventurada esperança da Igreja”.

      Portanto, a celebração terrena é tipo (figura) da celebração celeste. A cerimônia realmente não espiritualiza o casamento, mas a sublima e enaltece enquanto que uma festa regada a álcool e músicas mundanas pode depreciá-lo.

      • Irmão Bereiano,

        Não disse ser jogo baixo realizar cerimônia. Digo ser jogo baixo, emocionar a carne com uma cerimônia e tentar atribuir essa emoção ao Espírito Santo. Muitas cerimônias não religiosas são emocionantes e fazem chorar.
        Não há relação alguma com a união carnal com a Igreja de Cristo. Essa comparação é criar poema para emocionar os outros. É jogar baixo. O apóstolo Paulo por exemplo recomendou que fôssemos como ele, que não se casasse, reforçando que o casamento é uma união carnal. O próprio Mestre, quando um dos discípulos disse que devido ao risco de divorciar, melhor seria não casar, de maneira alguma discordou do discípulo. Apenas disse que nem todos conseguiriam ficar sem casar.
        Não sou contra o casamento, aliás sou muito bem casado, mas sou totalmente contra relacionar o casamento com uma celebração religiosa, ou espiritualizar tal união. Criar poeminhas com a celebração do casamento relacionando com à Igreja ou a Graça a fim de emocionar, além de anti-bíblico é jogar baixo (repito). E outra, se quiser anunciar o evangelho na celebração do casamento, que façam um culto logo depois da cerimônia, aí quem quiser assistir que assista. Agora forçar aqueles que não querem ouvir, o que indiretamente ocorre pois se quiser ver seus amigos ou parentes casar vai ter que participar, não traz efeito algum (igual àqueles que pregam dentro do trem, forçando todos a ouvir o que não querem).

        Essa é minha opinião.

        Deus o abençoe!

        Samuel

  3. Já que o assunto aqui é casamento, qual a opinião dos leitores a respeito de “Buscar Palavra para Casamento”?
    🙂

    • “Diante de Deus somente entram o homem e a mulher; e isto não é no dia da cerimônia, mas no dia em que assumem que se amam.”

      Para mim, esta é a verdade. A cerimônia seria como o batismo – um reconhecimento público de fé, ou no caso do casamento, um reconhecimento a todos parentes, amigos e desconhecidos de que ele/ela é o homem(mulher) com quem escolho viver a minha vida, tendo em vista o crescimento do Reino de Deus – tudo para Ele.

      Sobre buscar a Palavra para casamento.. Nós, desde o momento em que cremos com a nossa boca que Jesus é o Senhor de nossas vidas, já colocamos toda ela sob a autoridade de Deus. Acredito que a escolha de um marido ou esposa cabe essencialmente aos interessados, e, abrindo um pouco, à sua família – se ele ou ela for menor de idade (no caso de moças que casam antes dos 18 anos, que , no Brasil, é a maioridade). Fora disso, não acredito que Deus vá dizer, especificamente, “casa-te com Fulano, porque eu o separei para você” se for a primeira vez que viu o rapaz, e ele é bem de vida. Ou, “separei aquela Ciclana para tua esposa”, só porque ela é bonita e neta de alguém de destaque na igreja. Não desconsidero quem se casou assim, e continua casado, e feliz de verdade. Porque Deus age como quer. Porém, ainda creio que é uma escolha do Homem, porque tem a ver com compatibilidades, afinidades e seu gosto – é uma manifestação do livre arbítrio.

      É preciso ter muito cuidado com profetas e revelações de casamento. Conto essa experiência com temor e tremor diante de Deus. Uma irmã de outra denominação orava com um irmão, tendo em vista que pretendiam namorar e casar-se. Quando a família do rapaz foi informada, consideraram-na imprópria para ele, e fizeram chegar tal assunto aos ouvidos do ancião. Além de ser “proibido” de falar com ela, um belo dia, no culto onde só o rapaz estava, “Deus” disse a ele que este relacionamento não era aprovado ‘por Ele’, e pintaram um cenário de revelações terríveis se tal relacionamento continuasse. E o pior foi dizerem que era jugo desigual, e que o rapaz perderia a liberdade na igreja e envergonharia a família se assim o fizesse. Além de magoar os sentimentos da moça, ainda ele está sofrendo, porque ambos se amam, mas não podem ficar juntos.

      Lógica nisso, onde está? E que tipo de liderança é essa que tem medo de um relacionamento por que um dos envolvidos está congregando em outro espaço físico que não o deles? A Igreja do Senhor não é única? Ou tem alguma que vale mais que as outras? Que tipo de busca de Palavra é essa que se fala o que a família imiscuída na igreja tem? Se Deus – o Senhor Deus – falasse, não falaria aos dois?

      Eu confesso que senti compaixão de ambos, porém, se um não quer, não pode ser confirmado pelos dois em nome de Jesus, por isso: “Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” Mateus 18:19-20

      Sobre o post do Bereiano, eu acho válida uma cerimônia de casamento, sim, porque numa sociedade que não valoriza NADA em termos de relacionamento, seria exemplo e ainda seria uma boa para pregar o evangelho – existem parentes, amigos, conhecidos que PRECISAM ser alcançados, e que não iriam em um culto qualquer, mas em uma cerimônia religiosa, sim. Paulo, apóstolo, em sua carta a Timóteo, diz: “Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua vinda e pelo seu reino; prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas.” (2 Timóteo 4:1-4) “Instar a tempo e fora de tempo”, ou seja, argumentar, pedir com insistência a Palavra de Deus – ainda que eu creia que Deus já abençoa um casal quando tudo vai dando certo ( que é o que chamamos de confirmação de Deus), é um bom lugar para se falar aos que de outra maneira, não ouviriam.

      • Olá Érica!
        Como foi dito pelo Samuel, já saiu ensinamento que não se busca confirmação para o casamento e que se as famílias estão felizes já é uma confirmação , mas a irmandade continua com a prática.

        Do ‘buscar confirmação’ vamos para a ‘despedida da mocidade’, é quando os jovens que estão prestes a se casar e participando pela última vez numa reunião de mocidade como solteiros, agradecem a Deus e se despedem da mocidade. Difícil aquele que não chora quando vai se despedir, ambos estão com a sua melhor roupa, geralmente estreando o terno e o vestido. o que estou querendo dizer é que a mocidade encara como um dia especial nas suas vidas e também não deixa de ser um rito.

        As palavras do ancião comumente são: “É uma vitória para a mocidade este dia” – referindo-se ao casamento – “‘e uma recompensa para os pais e uma alegria para a irmandade”.

        Se podem despedir da mocidade, não vejo problema algum em proclamar as núpcias à irmandade, isto geralmente é feito no salão de festas, não vejo problemas se o fosse no salão da igreja.

        • Olá!

          Então, eu também não vejo problemas com o local onde será feita a proclamação das núpcias. É, realmente, uma questão de hábitos e costumes.

          Na congregação que frequento, geralmente, só os irmãos com menor poder aquisitivo as proclamam no salão onde a igreja se reúne. A maioria casa-se fora de lá – em cerimoniais, ou então, firmam o contrato no cartório, e convidam alguns irmãos para fazer uma oração e comemorarem com eles.

          Como disse antes, numa sociedade que anda pregando o amor livre e a instabilidade dos relacionamentos, é uma vitória, realmente, o casar-se, e principalmente, manterem-se casados.

          =)

    • Irmão HP,

      O próprio Brás já criou um ensinamento dizendo que não se deve buscar a Palavra para casar. Mas como o povo é teimoso continua nessas. Como sempre lembram de testemunhos e etc. Mas o que tem de gente que quebrou a cara ou é casado e infeliz por causa desse costume de buscar a palavra, não está escrito.

      Hoje, me lembro dessas pregações irresponsáveis. Exemplo, uma RM com mais de 1000 jovens e o ancião prega:

      “Você que veio aqui pedir confirmação para o casamento, eu confirmo e estou contigo”.

      Ora, com tanta mocidade, deveria ter no mínimo uns 30 casais pedindo confirmação. E para quem foi essa pregação? Nosso Deus é de confusão e envia profecias genéricas?

      Irresponsabilidade total. O pior é que o Brás leu esse ensinamento somente para o ministério (a arrogância não permite divulgar a irmandade que muitas profecias vindo do púlpito são falsas), e a maioria da irmandade não sabe.

      Casamento é carnal. Tem que ter atração física, afinidade, desejo sexual, condições financeiras e etc. Não precisa de buscar palavra e “sinais” para confirmação.

      Tentar espiritualizar o casamento só traz problemas.

      • Terminei de assistir aos vídeos hoje. Gostei de todos os cânticos, Bereiano! E não foge do ensinamento bíblico, como disse no seu post.

        Vejo a cerimônia de casamento como uma sombra do que será o encontro do Senhor Jesus com a sua Igreja. E uma oportunidade de falar do amor de Deus, e não abro mão de tal afirmação. =P

        Só a título de curiosidades… em países ( claro que AINDA não é o caso do Brasil) – onde o cristianismo em todas as suas formas de apresentação é proibido – todo tipo de “festa” é motivo para se falar do amor e da graça do Senhor Deus, pois, de outra forma, os irmãos não poderiam se reunir para tal fim, não é permitido a presença de construções religiosas para o ajuntamento dos santos. Então, fico nessa visão.

        Obrigada pelos esclarecimentos no meu post anterior. o/

        • A irmã bem falou. No Brasil, por enquanto, vivemos em uma democracia com liberdade de culto. Ou seja, temos total liberdade para pregar o evangelho. Ao mesmo tempo, as pessoas tem o direito de decidir se querem ou não ouvir o evangelho. Logo, se em um vagão de trem pregamos o evangelho (o que é proibido), estamos querendo obrigar as pessoas a ouvir (pois não têm opção), o que é erradíssimo.

          Eu como cristão protestante, não gostaria nem um pouco de ter que ir em uma cerimônia de casamento celebrada segundo os ritos do umbanda por exemplo (tenho amigos íntegros e muito gente boa que fazem parte dessa religião), da mesma forma que respeito amigos que não gostam de assistir cultos de “crentes”. Por isso, que acho que o mais adequado é fazer uma celebração laica do casamento. Com certeza não vai faltar emoção com as palavras, bonitas e laicas, proferidas pelo juiz de paz (autoridade regulamentada para declarar o casamento civil) e também com as músicas românticas e bonitas de fundo. No meu casamento, na entrada, coloquei músicas seculares e houve tanta emoção quanto às mostradas no vídeo com música gospel (emoção humana, ou seja, da mesma fonte e sem qualquer relação com manifestação do Espírito Santo).

          Ora, se a pessoa quiser, pode marcar um culto ou uma “despedida de solteiro” gospel e convidar os amigos. Aí só vai quem quer. Não vai provocar constrangimento de outras pessoas deixarem de ir ao casamento por não querer participar da celebração religiosa.

          Repito, ter celebração religiosa é só um costume. Não trará qualquer tipo de benção ou ajuda extra ao casamento. Os conselhos que precisavam, já deveriam ter sido dados pela família e também denominação, antes da celebração. Para ser sincero, na altura do campeonato, se a denominação fornecesse um curso de educação financeira, seria de melhor valia para manter os casamentos do que uma cerimônia religiosa.

  4. Irmao HP ha alguns casos em que a irmazinha foi buscar do Senhor a respeito de seu namoro com um jovem , e Deus lhe disse bem claro que não era da sua vontade , mas ela quem decidia .Ela acabou se casando com o jovem e então tempo depois começou o sofrimento .Há casos em que Deus revela para o moço ou para a moça quem vai ser o se esposo(a).! Com o passar do tempo , vamos enxergando que nosso esposo(a) realmente é a”pessoa certa” , não só pelo amor incondicional de um pelo outro, bem como pelo “equilíbrio” que um fornece ao outro .Ex : um é agitado , o outro é mais calmo , e assim por
    diante .Podemos aprender muito com nossos conjugues, principalmente nas virtudes que eles têm e nós não, e vice versa e com isso se cedermos , haverá crescimento .Tenho aprendido muito com o meu esposo.Tenho percebido nele virtude que eu não possuo como ele , e seu comportamento tem me ajudado a melhorar. Ex: meu esposo é uma pessoa paciente , que sabe esperar , e eu já queria tudo na hora .Acredito que assim sendo , se enxergarmos mais as virtudes no outro do que defeitos o casamento sempre irá bem .

  5. A minha opinião sobre um dos aspectos do casamento:

    O amar alguém no contexto do matrimónio tem de ser um exercício de sacrifício, reflectindo palidamente na nossa vida a dois, o que Jesus fez há 2000 anos atrás por todo aquele que n´Ele crer. Cada membro do casal tem de sacrificar(matar) o seu “Eu” para poder dessa forma exaltar e valorizar o “Nós”, e assim potenciar um bom matrimónio.
    No dia em que a individualidade for valorizada acima da aliança do casamento, é o dia em que o barco racha o casco e começa a meter água tendo como único destino as profundezas do mar.

    Somos seres caídos, sem jeito, estragados. É óbvio que vamos falhar no nosso dever de amar o/a nosso(a) esposo(a), o importante é como vamos responder a essas nossas imperfeições: aproximando-nos humildemente a quem acabamos de magoar buscando o seu perdão ou afastando-nos da pessoa que connosco vive a aliança do casamento?

    Se repararem bem, a escolha do parágrafo acima é um espelho da escolha de aceitarmos ou não a mensagem do Evangelho, ou seja, reconhecer humildemente as nossas incapacidades para honrar a Deus nestas vestes carnais e recebendo e retribuindo o amor incondicional do esposo da Igreja.

    Como forma de ilustrar o que digo, partilho estas duas estórias que em tempos ouvi e mudaram a forma como encaro o casamento, contadas pela boca de Ravi Zacharias e Matt Chanlder – dois homens de quem Deus se usa poderosamente para a pregação da palavra:

    O irmão de Ravi Zacharias (Indiano) tinha um casamento combinado pelos seus Pais, conforme a tradição que se vive na India. Quando questionado por Ravi Zacharias sobre o que aconteceria quando visse aquela mulher pela primeira vez na véspera do casamento e não gostasse do seu aspecto físico, ou da sua personalidade, ele respondeu:
    “O amor é tanto uma questão da vontade como é da emoção. Se você desejar amar alguém, você consegue-o.”

    Matt Chandler sobre o episódeo de quando pediu um conselho a um amigo sobre se deveria ou não casar com a sua namorada (hoje mulher), Lauren.
    “David, passa-se o seguinte. Eu amo a Lauren. Eu realmente acho que deveria casar-me com ela, mas a cada seis a oito semanas, nós temos a mesma discussão de sempre, e eu não sei se devo casar com esta mulher se isto for para se repetir deste jeito.”
    Esta foi a resposta do amigo.
    “Matt, vais discutir com a tua esposa para o resto da tua vida. É com a Lauren que queres discutir para o resto da tua vida?”

    Fugi um bocado ao assunto da sua mensagem irmão Ricardo, me perdoe.
    Deus os abençoe queridos irmãos no maravilhoso Jesus.
    Vitor, CC em Portugal

    • Vitor Silva disse: “A minha opinião sobre um dos aspectos do casamento:
      O amar alguém no contexto do matrimónio tem de ser um exercício de sacrifício, reflectindo palidamente na nossa vida a dois, o que Jesus fez há 2000 anos atrás por todo aquele que n´Ele crer. Cada membro do casal tem de sacrificar(matar) o seu “Eu” para poder dessa forma exaltar e valorizar o “Nós”, e assim potenciar um bom matrimónio.”

      Irmão Vitor, é exatamente isto que a Bíblia pede:
      “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” – (Efésios 5:25)

      O casamento não consiste em encontrar a pessoa certa, mas em ser a pessoa certa.

  6. Sei que estão estranhando o post, um dos motivos é mostrar que os cantos fazem perfeitamente a releitura da Bíblia e facilitam sua compreensão.
    Os cantos do Caminho têm uma entonação muito peculiar, difícil e por isso pode causar certa estranheza. O salmista (mestre de canto) conduz o cântico e a assembléia (igreja) canta o coro ou algumas respostas.
    Este é outro canto do Catecumenato inspirado em Cantares de Salomão. Ouçam como é fiel à narração bíblica:

  7. O segundo motivo é justamente discutir por que não fazemos cerimônias de casamento. Não é mandamento, mas não podemos dizer que é extrabíblico porque tem a passagem das bodas de Caná e a parábola das dez virgens (damas-de-honra), muito menos que seja antibíblico.

    Abaixo não é um canto do Caminho, mas também profundo e emocionante. Chorei ao ver a emoção da noiva!

    • Sim. Foi emoção humana, igual àqueles que choram ao assistir o filme Titanic. Não há registro algum de cerimônia religiosa para o casamento. As bodas eram festas, costumes judaicos.

      Para o irmão que acha bacana cerimônia religiosa, pergunto:

      De onde vem a autoridade do “pastor” (presbítero) para declarar que um casal finalmente está casado? Lembrando, que quando um pastor celebra o casamento, diferente de um juiz, os “recém casados” não saem com a certidão de casamento, e sim um termo de compromisso que deverá entrar no cartório no prazo de um mês (caso não ocorra, os dois continuarão solteiros).

      Conceder a um presbítero a autoridade de declarar pessoas casadas não é extra-bíblico? O que mais é?

      Mais uma pergunta. Nas duas últimas cerimônias de casamento que assisti (Igreja Batista), o “pastor” disse:

      “Eu os declaro marido e mulher, em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

      É certo invocar a Trindade para declarar uma união? Na bíblia, a única situação no qual a Trindade é invocada é no batismo. Não é forçar a barra invocar a Trindade para uma união carnal? Não é extra-bíblico?

      Critico muito a CCB, mas nesse ponto está de parabéns.

      • Nenhuma autoridade eles tem para “casar”, somente apresentar em oração e dizer algumas palavras para os noivos e para os presentes.

  8. Márcio J. S. Ermida disse:

    Não vi todos os vídeos, mas os que vi, achei lindos.

    Também casei por uma confirmação, pois sempre ouvi no púlpito falarem que se tinha que buscar confirmação para tudo. Hoje já penso diferente.

    Fico chateado com a história que a irmã Érica contou sobre o casal de “jugos diferentes” (hehe essa é boa…), e quem faz essas coisas pode até estar sendo homicida, matando almas.

    Também acho bonito fazer o casamento no templo, embora não seja uma condição bíblica. Mas não se deve perder oportunidades de se pregar a Palavra de Deus, seja no trem, no ônibus ou num casamento…

    • Irmão Marcio,

      Pregar no trem e ônibus é proibido por lei. No Brasil, temos liberdade de culto e crença, então não justifica desobedecer a lei. Quem não quer ouvir a pregação do evangelho, tem esse direito garantido por constituição. O irmão gostaria, de ouvir a pregação e ritos do umbanda (com todo o respeito aos que fazem parte dessa religião) ou uma adoração a uma estátua católica dentro do trem todos os dias ao ir para o trabalho? Nesse caso, você é obrigado a usar o transporte e consequente a ouvir essas pregações. Já que o irmão é favorável ao casamento realizado por um “pastor”, eu pergunto as mesmas coisas que perguntei anteriormente:

      Para o irmão que acha bacana cerimônia religiosa, pergunto:

      De onde vem a autoridade do “pastor” (presbítero) para declarar que um casal finalmente está casado? Lembrando, que quando um pastor celebra o casamento, diferente de um juiz, os “recém casados” não saem com a certidão de casamento, e sim um termo de compromisso que deverá entrar no cartório no prazo de um mês (caso não ocorra, os dois continuarão solteiros).

      Conceder a um presbítero a autoridade de declarar pessoas casadas não é extra-bíblico?

      Mais uma pergunta. Nas duas últimas cerimônias de casamento que assisti (Igreja Batista, uma denominação que eu respeito muito), o “pastor” disse:

      “Eu os declaro marido e mulher, em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

      É certo invocar a Trindade para declarar uma união? Na bíblia, a única situação no qual a Trindade é invocada é no batismo. Não é forçar a barra invocar a Trindade para uma união carnal? Não é extra-bíblico?

      Se o “pastor” que declarou que eu sou casado, embora segundo a lei do meu país eu ainda não sou casado (só serei declarado depois de uns 7 dias úteis a partir do momento que o “pastor” dar entrada da papelada no cartório), me garantiu o direito de ter relações com a minha esposa sem ser considerado fornicação, porque então preciso casar no civil? Quer dizer que é um conjunto? Preciso ser casado em nome da trindade e depois no civil? Não é muita invenção?

  9. Republicou isso em Via Lácteae comentado:
    Vale a pena ler.

  10. Queria saber da origem de uma frase em particular que me questiono na canção. “Como tatuagem em teu braço”. Acho estranho o fato de citar “tatuagem” pois ouso recomendações de estudiosos católicos para não fazer tatuagens, pois estaria violando o corpo que é o templo do espirito santo. E aí, existe alguma permissão oculta em algum livro sobre tatuagem?

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