É ler para crer!

Ana Spina

Ana Spina* – Examinadora de organistas da CCB

Hoje é o ‘Dia Internacional da Mulher’, a data ainda é mais para reflexão do que para comemoração. E para homenagiar as mulheres vamos refletir sobre o que ‘aqueles’ que assinaram a CONFISSÃO DE FÉ E COMUNICADO DE DESLIGAMENTO do post anterior escreveram, reinvindicaram e advertiram a liderança da CCB:

“2.7 SOBRE A MULHER NA IGREJA

2.7.1 Cremos num Deus Todo-amoroso, que não cogita fazer acepção de pessoas. Todos os que crêem em Jesus são feitos filhos de Deus e membros do corpo de Cristo. Nisto não há diferença de sexo, raça ou posição social. Há uma promessa nas Escrituras de que Deus, através do Espírito Santo, revestiria Sua Igreja de dons espirituais para que a mesma fosse edificada. Ora, se a mulher também faz parte do corpo de Cristo por meio da fé, não é razoável aceitar que sua participação neste corpo seja restrita e limitada, visto que os mesmos dons estão à sua disposição.

2.7.2 As Escrituras dão exemplo de mulheres que exerceram diversos trabalhos, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

2.7.3 Alguns textos bíblicos devem ser tratados com especialidade, como os que ordenam o silêncio da mulher no culto público. Deve-se levar em consideração a questão cultural de tais trechos, pois se passam em circunstâncias da história onde as mulheres não possuíam a menor possibilidade de participação na sociedade da época, sendo até meso punidas com severidade por seus maridos caso fossem vistas falando em público. Diante da nítida diferença social em nossos tempos nesta questão, entendemos que as mulheres hoje podem ser extremamente úteis em todas as áreas do serviço cristão.

2.7.4 Ao defender que a mulher fique calada na igreja, é preciso aplicar a regra ao menos com coerência, proibindo-a de dar testemunhos, fazer orações ou qualquer atividade pública. Porém, esse procedimento fere a Deus, as Escrituras e a Constituição de nosso país.

2.7.5 Cristo como cabeça da Igreja, divide autoridade com cada um de seus membros, dando-lhes direito de exercer o reino e o sacerdócio. O homem, como cabeça da mulher não deve enxergar dificuldade em dividir com ela a responsabilidade de dirigir a casa, a educação dos filhos, nem mesmo as tarefas e cuidados com a igreja física.

2.7.6 Deus não deu ao homem uma escrava. Deu-lhe uma ajudadora idônea.

 

Ref.: (Dt. 10:17b – I Co. 12:27 – Ef. 4:8 – Jz. 4:4 – I Co. 16:19b – I Co. 14:34 – I Tm. 2:11,12 – Gn. 2 2:18b). ”

* Ana Spina é a única mulher regente de orquestra da história da CCB

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Comentários em: "O que ‘aqueles’ falaram sobre a mulher na igreja" (10)

  1. Endosso suas palavras Bereiano.

    Realmente fere nosso ordenamento jurídico qualquer tipo de discriminação, alem do que, Deus criou macho e fêmea (Gn 1:27), não encontro fundamento bíblico para essa distinção na igreja, salvo por fortes razões culturais, não mais existente entre nós.

    Aos que conhecem as manifestações femininas neste “blog”, a exemplo da irmã Regina Farias dentre outras, sabem que muitos ensinamentos, capazes de nos edificar na fé, estão sendo desprezados por uma má interpretação das Escrituras.

    Que nesse “8 de março” possamos levantar, em homenagem a ELAS, essa reflexão de tamanha relevância, especialmente no nosso meio CCB.

    A Paz.

    Claudio (CCB – min Brás, por enquanto)

    • Cláudio:

      Acabei de RE-postar no meu blog um texto de uns quatro anos atrás, que fala justamente da participação da mulher na comunidade de modo geral e conforme sua consciência cristã.

      Fico muito feliz por ser citada, mesmo sabendo que nada sou e que toda a honra e toda a glória pertencem ao SENHOR! Parafraseando Paulo, não faço mais que a minha obrigação e, se for pra sofrer represália, que seja pelo Evangelho genuíno.

      Deus te abençoe!

      RF.

  2. bereiano disse:

    = TÓPICOS – 37ª ASSEMBLÉIA DE 27 A 31 DE MARÇO DE 1972 =

    36 – REUNIÕES GERAIS DE COOPERADORES DE CULTOS DE JOVENS E MENORES

    No tópico 24 do resumo de ensinamentos de 1971 consta claramente o modo de proceder no sentido de se realizarem essas reuniões. Os cooperadores de jovens e menores não tomem atitude alguma, nem apresentem o que aprenderam nessas reuniões regionais sem primeiro levar ao conhecimento do ancião ou cooperador local, para que estes se inteirem de tudo. QUANTO ÀS IRMÃS AUXILIARES, [ELAS] TEM LIBERDADE PARA EXORTAR A PALAVRA NAS REUNIÕES PARA JOVENS E MENORES. DESDE O PRINCÍPIO O SENHOR TEM SE USADO DELAS. DEIXEMOS O DOM DE DEUS OPERAR.

    • Eita

      Dessa eu não sabia. Uau.

      Houve alguma modificação sobre esse tópico nas reuniões posteriores? Se não houve, esse tópico ainda é válido.

      Uau.

      • bereiano disse:

        HP, não houve nenhum ensinamento revogando este, na teoria as irmãs podem pregar. Mas sabemos que na prática não é permitido.

    • Mulher pregar a jovens e menores, pode!
      A adultos, não pode!
      Hã?!

  3. helyel rodrigues disse:

    pessoal vi agora os comentários sobre nossa carta. hoje estamos na igreja presbiteriana independente do brasil. segue meu contato. helyel@hotmail.com. me procurem no face tb. mesmo nome abraços

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