É ler para crer!

Domingo passado fui à Reunião de Jovens e Menores com meus filhos. Tocamos o hino 440-LEMBRA-TE DO TEU CRIADOR. O hino foi baseado em Eclesiastes 12:1: “Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento” (Eclesiastes 12:1).

Ocorreram algumas mudanças que não entendo o motivo. Havia alguma coisa errada com o 409 (livro 4)? Nele a frase “Lembra-te do Teu Criador” era dita no final de cada estrofe e no coro, no total era repetida seis (06) vezes, agora só acontece uma vez no final da primeira estrofe. A frase era marcante, confirmava o título, servia de exortação; era tão gostoso e jubiloso exclamar “Lembra-te do Teu Criador”.

Agora a exclamação foi substituída na segunda estrofe por “De Jesus, Teu Redentor”; e na terceira estrofe por “Com o santo Criador”. Dá sentido? Dá, mas tira a força da expressão.

Os versos finais do coro, ainda que invertidos, eram fiéis ao versículo. Cantávamos: “Nos dias da tua mocidade, lembra-te do Teu Criador”, ficou assim: “Nos breves dias da mocidade, não te esqueças do Senhor!

Por ser repetida três vezes, o título deveria ficar NÃO TE ESQUEÇAS DO SENHOR! pois se grava mais este final do que “Lembra-te do Teu Criador” dito uma vez só.

Também ocorreu um ajuste da fala bíblica de Jesus na segunda estrofe: Antes, “O <Vinde benditos> tu irás ouvir” [atenção: “O” e não “Ó” com acento agudo]; Agora,“<Vinde, ó benditos> tu irás ouvir”.

A justificativa dada para esta alteração foi para ficar mais fiel à Bíblia. Ora, se foi para ficar mais fiel à Bíblia, por que mudou “Nos dias da tua mocidade, lembra-te do teu Criador” para “Nos breves dias da mocidade, não te esqueças do Senhor!” ?

Mesmo tendo as frases o mesmo sentindo, distanciamos da Bíblia. Neste caso, o sinônimo não é a mesma coisa.

E tem mais! estão enganados os que me disseram que “Vinde, ó bendito” (hinário 5) está mais fiel do que “O ‘Vinde, benditos’ ” (hinário 4); vejamos:

“Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: VINDE, BENDITOS de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” – (Mateus 25:34)

Qual hinário está conforme o texto bíblico?

Outra mudança, cantávamos: “É maior a herança que no CÉU tu tens – Lembra-te do Criador”, e foi editado para “É maior a herança que na GLÓRIA tens, com o santo Criador” – Era necessária esta mudança? Que diferença faz “no céu” e “na glória”?

Em 1 Pedro 1:4 lemos: “[Nos gerou] Para uma HERANÇA incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada NOS CÉUS para vós” – (1 Pedro 1:4).

Na parte musical, desnecessariamente, abaixou-se “um tom”. A tonalidade era SOL (um sustenido), passou para FÁ (um bemol) o que fez o hino perder força e expressão.

No segundo verso (segunda frase) das estrofes, o contralto fazia toda a escalinha junto com o cântico, era tudo colcheia e colocaram duas semínimas para o contralto. No coro o tenor acompanhava o baixo com mínimas e fazia duas ‘passaginhas’ bem marcantes e inconfundíveis; colocou-se mais notas para o tenor e repetições para o contralto, e numa daquelas passagens legais do tenor, o contralto entra junto ofuscando um ao outro. Pensou-se ganhar, mas perdeu-se harmonia.

Conclusão: As mudanças eram desnecessárias e acabaram fazendo o hino perder expressão e característica. Parabéns!

Não seria o contrário?

contrário

02 – ERROS DE DOUTRINA: PREGAR QUE ADULTÉRIO NÃO É PECADO DE MORTE * (1984)

Quem pregou que adultério [e fornicação] não é pecado de morte* deve se retratar perante a irmandade e desfazer o que disse. (…)

– Servo que pregou erros de doutrina deverá receber a correção dada pelos outros servos e desfazer seu erro perante a irmandade em outro culto.

* Pecado de morte é o pecado imperdoável. A CCB entende que o adultério e a fornicação é (digo é porque compreendem ser o mesmo pecado, muda apenas o estado civil do pecador) o tal pecado e, portanto, daquele que o comete dizem: “Não há salvação para ele em Deus” (Salmo 3:2).

A Bíblia cantada

“Os hinos são a Bíblia cantada” – Certamente você já ouviu esta frase e, realmente, ela faz todo sentido como acabamos de comentar no post anterior. Com os hinos louvamos a Deus; eles ensinam, emocionam, confortam e libertam.

Esta verdade, ultimamente, tem assumido um significado maior em minha vida, pois todo bereiano aprecia tudo que ajuda a compreender, fixar e viver a Palavra de Deus.

Vou pedir licença àqueles que têm acompanhado o Blog, pois sei que isto tem causado estranheza em muitos, e falar um pouquinho da liturgia salmista responsorial que é uma verdadeira e eficiente metodologia de ensino bíblico.

Responso na religião católica é a antífona que se canta depois das lições e dos capítulos. Os responsoriais são bem fiéis ao texto bíblico, literalmente, são a Bíblia cantada.

Para ilustrar vou dar o exemplo do Salmo 127 (126 algumas versões), este também é muito cantando em cerimônias de casamento, talvez por causa do verso 3: “Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre, o seu galardão”; ou para exortar que a vida não é só trabalho – é adoração também – que nosso esforço para construir uma lar será inútil se não colocarmos o SENHOR dentro dele.

Hoje é o dia nacional da Bíblia, que tal cantá-la?

“Inútil Levantar-vos antes da aurora” – Salmo 126 (Bíblia Ave Maria)

1.Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Senhor não guardar a cidade, debalde vigiam as sentinelas.
2. Inútil levantar-vos antes da aurora, e atrasar até alta noite vosso descanso, para comer o pão de um duro trabalho, pois Deus o dá aos seus amados até durante o sono.
3. Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas.
4. Tais como as flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude.
5. Feliz o homem que assim encheu sua aljava: não será confundido quando defender a sua causa contra seus inimigos à porta da cidade.

O Sol da Justiça

Verso áureo: “Mas para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo de suas asas; e saireis e crescereis como os bezerros do cevadouro” – (Malaquias 4:2)

Com o hinário 5 e o novo hino 44 – Sol da Justiça, parece que só agora a irmandade aprendeu que o Senhor Jesus é o Sol da Justiça. Digo isto, porque embora já tínhamos no livro 4 o belo hino 239 – Deus mandou Sua luz (atual 185) que citava na segunda estrofe o Sol da Justiça, não me lembro de ter ouvido a expressão numa pregação anteriormente.

Este ano, ao contrário,cansei de cantar e ouvi-la nas pregações, nas orações, nos comentários de blogs e post na Internet. Foi um tal de Sol da Justiça pra lá, Sol da Justiça pra cá. A popularidade do hino é um fenômeno que não se explica pela letra e melodia; em Português claro, eu o acho feio. Também percebo todos falando, mas poucos sabendo onde está escrito.

Os hinos têm um poder de fixação enorme. Podemos nos valer deles para ensinar a Palavra de Deus. Foi através de hinos que fixamos tão bem que a Rosa de Saron é a Igreja (A flor e o hino), que o Senhor é a Nossa Bandeira (Cadê minha bandeira?) e muito mais.

Faço o alerta que pode acontecer o inverso do que ocorre com o Sol da Justiça e esquecermos com o passar dos anos da Rosa de Saron e de “levantar a bandeira” porque estas expressões foram tiradas nas versões atuais.

Os hinos favoreceram outras expressões ou títulos como, por exemplo, Forte Rocha e Água Viva (nomes de hinos). Algumas expressões e títulos são bastante lembrados como Cordeiro de Deus, outras pouco ouvimos como Leão de Judá.

Se encontramos o Sol da Justiça, ainda estão esquecidos muitos títulos e há um praticamente proibido. Eis alguns títulos do Senhor Jesus que jamais ouvi na CCB: Escada de Jacó; Rebento de Jessé; Estirpe de Davi; Ovelha Muda; Pedra Angular; Grão-de-Trigo; Lenho Verde; Nossa Páscoa; etc.

E você, se lembra de algum outro?

circular jandira

“O Ministério, na santa intensão de alertar a toda irmandade e, especialmente, os mais simples, para que não venham a errar, esclarece que recentemente alguns ex-anciães da Região Oeste da Grande São Paulo praticaram atos contrários à nossa sã Doutrina e foram destituídos do Corpo Ministerial, bem como da nossa comunhão. Agora, estão abrindo locais com prédios similares aos nossos para realizar cultos utilizando, ilegalmente, o nome da Congregação Cristã no Brasil, como também utilizando nossos hinários. Estes, e aqueles que o seguem, apostaram-se da nossa fé.

A irmandade deve estar atenta e vigiar para que ninguém vos engane nestes últimos tempos em que a Palavra vem se cumprido como está escrito: “Saíram de nós, mas não eram de nós, porque, se fossem de nós, ficariam conosco, mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós.” (I São João 2, verso 19).

Lembramos que a nossa participação no Santo Serviço da Santa-Ceia exige que estejamos em santa comunhão com o Corpo de Cristo, isto é, com a igreja, para que nos apresentemos perante Deus com a dignidade espiritual que Sua Santa Presença exige.

Os que tiverem algum ministério ou encargo na Igreja e se afastarem desta orientação, perderão a condição para continuar exercendo tais funções.

Havendo alguma dúvida, os Anciães que presidem sobre vós estarão à disposição para esclarecer o que necessário for, dentro da nossa sã Doutrina, que permanece fiel aos marcos primitivos.”

Esta é a carta circular advertindo a irmandade quanto o ministério de Jandira. Ela é tudo o que de oficial foi passado à irmandade. Muitas águas rolaram depois de sua expedição que a deixam ultrapassada, como por exemplo: o nome Congregação Cristã no Brasil não é usado ilegalmente; a Justiça deu ganho de causa aos jandirenses.

A CCB cristã entende como cumprimento da Palavra citando 1João 2:19; Já os jandirenses acusam o “Santo Ministério Mais Idôneo” (como os anciães do Conselho do Brás se auto referiram em outra circular) de autoritários, arrogantes e corporativistas em descumprimento de 1 Pedro 5:

1.Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar:
2.Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;
3.Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.

O levante dos anciães da região oeste da Grande São Paulo não foi uma surpresa, foi uma conseqüência bem previsível; eu mesmo já havia antevisto algo do gênero no texto a “A CCB é 100!” de 2009:

Consequências: A indiferença do “santo ministério mais idôneo” pela opinião da irmandade, a falta de maturidade espiritual para enfrentar os problemas emergentes, a sonegação de informação, geram insatisfação, revolta e dissensões no grupo. Alguns cismas já ocorreram na sua história, o mais recente resultou na fundação da Congregação Cristã Apostólica – CCA. Poderemos estar na iminência de um acontecimento sem precedentes, caso a política continue sendo a resistência e não o diálogo.

Há muito o que se falar da atitude de ambas as partes como da própria circular. No momento apenas pergunto se aqueles irmãos são: Heróis ou traidores? Fiéis ou apóstatas? Conjurados ou inconfidentes?

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Emily Divine Wilson

Nosso conceito sobre funerais é que se trata de um momento de dor, por isso nos funerais cantamos à meia voz e sem música demonstrando respeito para com aquele que se foi e, principalmente, com a família. Vou contar uma história que quebra este paradigma, o dia que o triste sussurro transformou-se em canto de alegria, vou falar-lhes de EMILY DIVINE WILSON (Mrs J. G. Wilson):

Nascida em 24 de maio de 1865, em Filadélfia, Pensilvânia. Esposa do ministro metodista John G. Wilson. Emily e seu marido frequentava reuniões campais em Ocean Grove, New Jersey. Seu marido serviu como Superintendente Distrital da Conferência Metodista Filadélfia, e pastor da Wharton Memorial Methodist Church, em Filadélfia.

Emily aprendeu tocar piano nos acampamentos gospel, é provável que tenha escrito mais canções, realmente não se sabe muito sobre ela, mas um hino tem uma história especial – “When We All Get to Heaven” (Quando  Todos Nós Chegar ao Céu).

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Eliza Edmunds Hewitt

Música de sua autoria e letra composta juntamente com ELIZA EDMUNDS HEWITT (1851-1920). É um hino muito alegre que foi inspirado num momento triste. A ocasião foi o funeral de FANNY  CROSBY (Frances Jane Crosby/1820-1915).

Fanny Crosby foi a maior hinista gospel, superando Leila Naylor, com 8000 (oito mil) composições. Com apenas seis semanas de vida a negligência de um médico a deixou cega. Ela escreveu sobre sua sorte:

“Creio ser a vontade de Deus e sua bendita providência que eu fosse cega minha vida toda, e agradeço-lhe sua benevolência e dispensação. Se perfeita visão humana fosse me oferecida hoje, eu não aceitaria, pois não poderia ter composto e cantado todos estes belos hinos em louvor a Deus, se eu tivesse sido distraída com coisas belas e interessantes para mim”.

Após Eliza ter recitado um poema em homenagem à amiga recolhida, Emily foi tomada de um sentimento incrível, uma alegria que o mundo não pode entender, sentou-se ao piano e começou a tocar uma melodia inédita. As notas, acordes e letra vinham naturalmente, ou melhor, sobrenaturalmente à mente. Eliza que estava na mesma comunhão começou a cantar também e convidar a todos que deixasse a tristeza e louvasse a Deus com bastante alegria. Fico imaginando a cada estrofe as compositoras pedindo: “Mais alegre, mais alegre!”.

Sabe que hino é este? É o hino CCB 343 – “Lá no céu cantaremos” (246 livro 4)

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Fanny Crosby

Neste mundo somos peregrinos,
Nosso lar é a mansão de Deus; (nosso lar é a pátria do bom Deus)
Que alegria já sentimos
De um dia entrar nos céus.

Lá no céu cantaremos
Todos juntos, louvores ao SENHOR;
Lá no céu veremos
Jesus em grande esplendor

Sempre por fé, ó irmãos, andemos
Esta vida breve findará;
Se fiéis permanecemos
Deus a glória nos dará.

Preparados, nós esperaremos
A Jesus, unidos em amor;
E com Ele entraremos
Na mansão do Criador (Na cidade do Senhor)

Fontes: nos comentários

No post anterior comentei sobre aspectos do canto neocatecumenal, tão curiosa quanto os cânticos é a dança dos neocatecumenais que pode acompanhar alguns deles, mas obrigatória no DAYENU.

Trata-se de uma adaptação da canção pascal judaica na qual se agradece a Deus pelas inúmeras bênçãos derramadas e imerecidas, reconhecendo que se apenas uma delas houvéssemos recebidos já seria motivo de sermos gratos todos os dias de nossa vida, mas o SENHOR por sua graça fez muito mais por amor de nós.

Dayenu significa: “teria bastado”; “era o suficiente”. Portanto, “Quanto mais nós temos que dar graças ao SENHOR”.

O Dayenu encerra a vigília pascal, a comunidade (assim referem-se à igreja; o mesmo que irmandade para nós) forma um círculo e dança, ora de mãos dadas, ora batendo palmas.

Quando nos perguntar: O que festejais, por que cantais e dançais? Jubilosos responderemos: “Cristo nossa Páscoa está ressuscitado”

Minha intenção com este post é primeiro mostrar a variedade de liturgias e perguntar a vocês se a Páscoa é uma festa cristã ou como nos é ensinado que é uma celebração judaica que foi abolida por Cristo e substituída pela Santa Ceia?

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