É ler para crer!

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Rosa de Saron

Verso áureo: “Eu sou a rosa de Saron, o lírio dos vales” (Cantares 2:1)

Rosa de Saron ou Hibisco-da-Síria (Hibiscus syriacus) é uma planta arbustiva muito florífera, que pode chegar a 3 metros de altura e suas flores de beleza ímpar produzem um doce perfume. A Bíblia menciona a Rosa de Saron, em hebraico Havatzelet Hasharon, que na realidade é uma espécie de lírio branco com pequenos detalhes dourados. (Saiba mais aqui).

Saron é a planície litorânea imediatamente ao sul do monte Carmelo. Em Isaías 35:2 foi chamado de lugar excelente. (ver mais fotos)

S. S. Wesley“Ó Rosa de Saron” era o título de um dos hinos mais tradicionais cantados na Congregação Cristã no Brasil – CCB. Sua música é composição de Samuel Sebastian Wesley (14 August 1810 – 19 April 1876), neto de Charles Wesley que era irmão de John Wesley, fundador da Igreja Metodista. Samuel foi batizado com o nome de seu pai acrescido de Sebastian em homenagem a Bach (Johann Sebastian Bach, 31 March 1685 – 28 July 1750).

O hinário da CCB passou por uma revisão e na versão atual não verificamos mais a expressão e, consequentemente, o título “Rosa de Saron”. Por que retiraram a ‘flor preciosa’ do hino? A comissão nomeada para revisar o hinário não explicou o motivo desta, e de nenhuma outra, mudança. Apenas é dito: “Foram mudanças que se fizeram necessárias”.

Existe uma controvérsia no meio cristão: Uns entendem que “Rosa de Saron – o Lírio dos vales” refere-se ao Senhor Jesus, enquanto outros atribuem à Igreja. Isto é verificado em muitos cânticos das várias denominações. No hinário da CCB, Rosa de Saron é a Igreja; Já na Harpa Cristã no hino 196 – “Flor gloriosa”, Rosa de Saron é aplicado a Jesus, e no 198 – “Jesus, o bom amigo” é cantado: “…dos vales és o lírio”.

Se fizer uma busca, você achará muitos artigos bem elaborados defendendo ambas interpretações. São de opinião que o título aplica-se à Igreja: Pastor Ciro Zibordi, Mario Persona, Pastor Marcelo Oliveira, entre outros.

Expondo idéias com irmãos da Asamblea Cristiana Argentina (Assembleia Cristã Argentina), compartilharam que também entendem que Jesus é a Rosa de Saron; no debate foi aventado que os revisores teriam interpretado que ‘Rosa de Saron’ é uma referência simbólica do Senhor Jesus e não da sua igreja, ou, se não foram unânimes, entraram em consenso e haveriam feito as alterações para evitar polêmicas.

Cantares de Salomão ou Cântico dos cânticos é a narração de um episódio no romance entre Salomão e Sulamita que figura com linguagem poética a união de Jeová com a nação de Israel. Também figura com linguagem profética a união de Jesus e sua Igreja.

O capítulo 2 inicia-se com a exclamação: “Eu sou a rosa de Saron, o lírio dos vales”. A controversa é quem teria feito esta declaração – o noivo ou sua amada?

Estou seguro de que foi a noiva. A divisão dos capítulos e a ausência do travessão nos diálogos confundem, mas os versos 1:16,17  e 2:1, compreendem a mesma fala. Na Bíblia de Jerusalém das Edições Paulinas está bem destacado poema por poema; quando é estrofe, quando é coro; quando é falado e quando é cantado; quem fala e quando fala; quando cantam em solo ou em dueto. A tradução abaixo é a Almeida Revista e Corrigida:

[a noiva] 13 O meu amado é para mim um ramalhete de mirra, posto entre os meus seios. 14 Como um cacho de Chipre nas vinhas de En-gedí, é para mim o meu amado.

[amado] 15 Eis que és formosa, ó amiga minha, eis que é formosa; os teus olhos são como os das pombas.

[a noiva] 16 Eis que és gentil e agradável, ó meu amado; o nosso leito é viçoso. 17 As traves de nossa casa são de cedro, as varandas, de cipreste. 1 Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.

[amado] 2 Qual o lírio entre espinhos, tal é a minha amiga [amada; querida] entre as filhas.

Rose of Sharon-Hibiscus syriacus1O noivo retoma a sua fala (em resposta) a partir do verso 2:2 e deixa claro:  “o lírio… é a minha amada”.

Contribuem para a confusão as traduções que substituíram “minha querida; minha amiga; minha amada” por “meu amor”  como ocorre na versão online, confundindo a pessoa amada com o sentimento:

“Qual o lírio entre os espinhos, tal é o meu amor entre as filhas” (Bíbliaonline)

No blog Harpa Digital, já perceberam o equívoco e sugeriram uma mudança aos moldes da CCB. Sobre a letra do hino CCB 360 – “Ó Rosa de Saron”, o comentarista Paulo Sobrinho elogia: “SÃO LETRAS TOTALMENTE ESCRITAS COM MUITO CUIDADO PARA REALMENTE CANTAR A PALAVRA DE DEUS”.

Conclusão: Rosa de Saron; Lírio dos Vales; Flor Preciosa na narração refere-se à Sulamita, e são títulos da Igreja – ‘a esposa de Jesus’. Verificamos mais uma mudança desnecessária. A comissão errou se achou que a letra estivesse errada. Enquanto a CCB retirou a flor, outros querem cantá-la corretamente. Se a intenção foi evitar toda a controvérsia só posso dizer que é lamentável. Gosto é gosto! E polêmicas à parte, a versão original é mais bonita que a atual.

02 – De Deus tu és eleita    (Hino revisado)

1. De Deus tu és eleita, Igreja de Jesus;

O teu divino mestre, ‘a glória te conduz;

Prepara-te, pois Ele, mui breve voltará;

A glória que te espera já preparada está.

2. Com celestiais adornos, espera o Teu Senhor

Vestida de justiça e do divino amor;

Dileta és de Cristo que vida te doou

A fim de resgatar-te, teu sangue derramou.

3. É grande a tua glória, Igreja de Jesus,

Consagra-te a Ele, andando em sua luz

Em breve no teu reino, gloriosa entrarás,

E a face do esposo, no céu, contemplarás.

Ouça o hino e veja a versão original:

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Comentários em: "Rosa de Saron – a flor e o hino" (17)

  1. Rafael Sanches disse:

    Prezado redator do artigo “Rosa de Sarom – a flor e o hino”,
    O saúdo no Santo Amor de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo…

    Em suma, não é intenção contra-argumentar o que foi exposto no artigo. Todavia, faz-se necessário apenas um esclarecimento com algo que nem sempre é entendido, pela grande parte da nossa irmandade que está servindo a Deus segundo a fé e a doutrina que é exortada na Congregação Cristã no Brasil.

    Ao lermos o que está escrito pelo Rei Salomão, em Cantares de Salomão (ou Cântico dos Cânticos), no capítulo dois, versos primeiro e segundo:
    “EU sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.
    Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha amiga entre as filhas”, (versão RC, de 2007).

    Os versos elencados dão-nos mostras de que Salomão teve a graça de contemplar a glória do Cristo, uma vez que a simbologia é perfeita. Ele compara a si mesmo como sendo uma rosa, portanto, a igreja é a rosa de Sarom e não o Cristo, pois é o lírio entre os espinhos que se trata do Mestre.

    Se nos recordarmos das atrocidades cometidas a Jesus, verificaremos que lhe foi posto uma coroa de espinhos, uma vez que a coroa é símbolo de realeza (Ele dizia ser o Rei dos judeus). Ele sendo o lírio, de belo perfume, entre os espinhos. Ou seja, o Cristo está para o lírio; a coroa que lhe foi posta está para os espinhos; e a igreja está para a rosa. Um tanto quanto lógico, digamos assim. Quanto a amiga entre as filhas, somos todos filhos e na raiz do significado de uma amizade, além de irmãos, somos amigos.

    Não faz fundamento os argumentos utilizados no artigo, uma vez que a comissão revisora do novo hinário, embora não tenha justificado, fez a correção (e com toda certeza, isso é luz), devido a um grupo musical no meio gospel com este nome. Grande parte das alterações foram feitas para que se pudesse evitar possíveis más interpretações, pois embora os cânticos sejam espirituais, nem todos estão no mesmo nível espiritual. Ser “criança” no espírito não está ligado a tempo de caminhada e batismo. Mas está diretamente ligado a maturidade e fortaleza com que nos deparamos, encaramos e superamos as diversas adversidades que se apresentam no caminho de um cristão. Se pois é imaturo, é criança, pois não houve crescimento. Se supera com facilidade, é porque alcançou certo amadurecimento espiritual e, portanto, está adulto no Senhor.

    Sugiro que os posts sejam muito bem revisados ao serem expostos no meio comunicativo da internet. Pois muitos, não sendo espirituais, mas sim carnais (I Cor., 3:1-3) não tem o discernimento para entender que a Obra de Deus não é para ser combatida, mas para ser ensinada. Levantar argumentações sem fundamentação concreta dos porquês é uma afronta a própria divindade santa de Cristo, uma vez que o Mestre nos ensinou a ser simples e não maliciosos, desconfiando de cada poeira que cai do telhado, pois se quiser limpar a tudo, deixará de perceber que a própria roupa se sujou… Isso não é ser submisso ou bitolado, mas sim inteligente o suficiente para entender que nem tudo é palpável como a mentalidade de um e outro. Nem tudo o que eu quiser, posso ter. Mas as coisas que eu quiser, tenho que buscar. Bem aventurado o que estiver seguro na promessa de que se for fiel no pouco, no muito será colocado; se guardar os ensinamentos e a doutrina de Cristo, em glória reaparecerá e viverá eternamente.

    Lembremo-nos de um conto chinês dos palitos, mais ou menos assim: “um discípulo perguntou a um monge muito sábio ‘mestre, o que é o céu e o que é o inferno?’ O mestre, mais uma vez, cheio de sabedoria lhe disse ‘filho, dois grandes grupos existiam. No primeiro, todos passavam fome. Foram-lhes dado o que comer – pratos grandes de arroz lhe foram dados – e com arroz, os palitos. Mas cada palito tinha 2,5 metros. Mas eles não podiam pegar com as mãos. Pegavam com os pés. Cada um tentava se alimentar, mas não conseguiam devido o tamanho do palito. O fim foi a morte de fome… No segundo, todos passavam fome. Foram-lhes dado o que comer – pratos grandes de arroz lhes foram dados – e com arroz, os palitos. Mas cada palito tinha 2,5 metros. Mas eles não podiam pegar com as mãos. Pegavam com os pés. Cada um tentava se alimentar, mas não conseguiam devido o tamanho dos palitos. Então resolveram uns servirem aos outros, conforme podiam. O fim foi o saciar da fome e a abundância de dias… Qual é o céu e qual é o inferno? Faça uma escolha adulta. E como adulto arque com suas responsabilidades e consequências”.
    Por fim, sugiro pensar muito não somente no conto chinês como em quatro grandes verdades…
    NUNCA…
    1 – diga tudo o que sabe;
    2 – acredite em tudo o que vê;
    3 – toque em tudo o que pode;
    4 – gaste tudo o que tem.

    PORQUE…
    1 – poderá dizer o que não deve;
    2 – acreditar no que não viu;
    3 – pegar o que não é seu;
    4 – gastar o que não pode.

    POIS AS VEZES…
    1 – dizemos o que não sabemos;
    2 – acreditamos no que não é verdade;
    3 – pegamos o que não é nosso;
    4 – gastamos o que não temos.

    Você não é obrigado a ser crente. Mas se optou em ser, coloque-se no seu lugar e não critique a estrutura e formação dos outros, caso já tenha colocado em cheque a sua própria. Se é, entenda que nem tudo poderá mudar, pois tudo acontece conforme deve acontecer. Sem Deus, nada é possível de se acontecer…
    Não olhe os erros alheios. Olhe o que te impede de ser melhor para si, pra sua família e pra Deus. Corrigir os outros não lhe dará salvação. Corrigir a si próprio poderá te ajudar a ter uma chance de salvação. Corrija a si. Quando estiver perfeito, corrija sua casa para só depois querer corrigir sua rua, sua vizinhança, sua cidade, seu país ou o mundo…

    Abraços e que Deus o abençoe, guarde, guie e conserve sempre e em tudo.
    Rafael Sanches.

    • Caríssimo Rafael Sanches,

      Sua participação enriqueceu a discussão. A proposição do artigo é a quem se aplica o título Rosa de Saron e a retórica foi que se refere à igreja. O comentário do irmão nos trouxe outras questões:

      1) A Rosa e o Lírio são distintos?

      “É importante salientar que algumas flores que aparecem na Bíblia foram incorretamente traduzidas, como por exemplo a Rosa de Sarom, que na realidade, em Hebraico é Havatzelet Hasharon, uma espécie de lírio branco” http://www.cafetorah.com/portal/Flores-de-Israel

      Para você rosa (feminino) = igreja; lírio (masculino) = Jesus. Mas veja esta tradução:
      1 — Sou um narciso de Saron, uma açucena dos vales.
      2 — Como açucena entre espinhos é minha amada entre as donzelas. (Bíblia de Jerusalém)

      2) O lírio entre espinhos é Jesus com a coroa de espinhos na cabeça?

      Jesus é o Rei dos reis, mas a coroa de espinhos nada tem com realeza e glória, ela é símbolo de maldição e do escárneo de Nosso Senhor – o homem de dores de Isaías 53. O versículo está falando de Beleza, mas a fronte ensangüentada e martirizada de quem amamos não é uma cena bonita de se ver, e o mesmo Isaías disse que “olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos para que o desejássemos”. O lírio entre espinhos é a igreja em meio ao mundo.

      Rafael Sanches disse: “Cristo está para o lírio; a coroa que lhe foi posta está para os espinhos; e a igreja está para a rosa. Um tanto quanto lógico, digamos assim” – Não estou vendo tanta lógica no que você disse.

      Rafael Sanches disse: “Quanto a amiga entre as filhas, somos todos filhos e na raiz do significado de uma amizade, além de irmãos, somos amigos”.

      Mas o que dizer das traduções que no lugar de ‘minha amiga’ dizem: ‘minha amada’; ‘minha querida’; ‘meu amor’? Minha amiga = minha noiva, simples assim.

      Foi como eu disse, existem muitos estudos muito bem elaborados, muitas interpretações bem defendidas, no entanto, só uma verdade: “Rosa de Saron – O lírio entre espinhos” é a Igreja.

    • Rafael Sanches disse: “Faz-se necessário apenas um esclarecimento com algo que nem sempre é entendido, pela grande parte da nossa irmandade que está servindo a Deus segundo a fé e a doutrina que é exortada na Congregação Cristã no Brasil [...] Pois muitos, não sendo espirituais, mas sim carnais (I Cor., 3:1-3) não tem o discernimento para entender que a Obra de Deus não é para ser combatida, mas para ser ensinada”.

      Rafael o problema não é a irmandade é justamente quem ensina. Ficamos à mercê de ideologias como a que você apresentou.

      Na verdade o irmão deixou claro que “a intenção não foi contra-argumentar o que foi exposto no artigo”, sua pretensão foi defender a comissão que revisou os hinos. Mas veja só, eu sempre coloquei no condicional, não afirmei que foi pela interpretação ou pela confusão. Você sim fez uma afirmação – absurda, diga-se de passagem – sobre os motivos que levaram a retirar a flor do hino:

      “Não faz fundamento os argumentos utilizados no artigo, uma vez que a comissão revisora do novo hinário, embora não tenha justificado, fez a correção (e com toda certeza, isso é luz), devido a um grupo musical no meio gospel com este nome. Grande parte das alterações foram feitas para que se pudesse evitar possíveis más interpretações, pois embora os cânticos sejam espirituais, nem todos estão no mesmo nível espiritual.”

      Agora, aqui discutimos idéias e não pessoas; Essas “suas quatro verdades” já conhecia de muito tempo – seja espontâneo; Sim, eu sou obrigado a ser crente porque o amor de Deus é irresistível e o Espírito Santo me convenceu do pecado, da justiça e do juízo; Eu não optei por ser crente, foi Jesus que me amou; O meu lugar não é dizer amém pra tudo, é ser edificado juntamente com todos num só corpo; “Corrigir os erros” é você quem disse ser um erro, eu falei: A comissão errou SE pensou que o hino estivesse errado; Corrigir os outros realmente não traz salvação, mas o sábio agradece e o tolo despreza a correção; “Corrija a si e poderá ter uma chance de salvação” – Errado! A salvação não é pelas obras é pela graça… Salvo estou! Salvo estou!

      E minha família vai bem, obrigado! Cuide da sua.

      Abraços!

      • Ricardo,

        Me perdoe o desabafo, caso voce quiser publique, caso contrario entenderei.

        Me dói ver hipocrisia, disfarçada de piedade.
        Defender o indefensável é cruel.

        Quem somos nós para julgar alguém? A Bíblia nos ensina que não podemos julgar ninguém, não é verdade? Não foi o Senhor que disse que não devemos julgar para que não sejamos julgados? Ora, quando o Senhor Jesus advertiu contra o juízo temerário (Mt 7:1-6), Ele não estava declarando pecaminoso e proibido toda e qualquer forma de juízo. Dentro do contexto de Mateus nosso Senhor nos induz a discernir quem é cão e porco para que não se desperdice a graça de Deus. Julgar não é pecado! Afinal o próprio Deus exerce juízo. Ele mesmo nos ordena exercer o discernimento, que, diga-se de passagem, é o dom mais ignorado, e talvez o mais odiado hoje em dia.

        Cristo julgou os escribas e fariseus pelo seu comportamento hipócrita e doutrinariamente distorcido (Mt 23:1-36). Se o julgar não é o papel de um homem de Deus, então creio que tanto os profetas do Antigo Testamento como os apóstolos devem ser despidos deste título! O que falar então dos crentes de Béreia (que aliás vai em conformidade com o título do teu blog)? Ora, diz a Bíblia que eles não engoliam qualquer ensinamento, antes pelo contrário, verificavam se o ensino estava de acordo com a sã doutrina.

        Creio veementemente que boa parte dos nossos problemas doutrinários se deve ao fato de termos abandonado as Escrituras. Não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. É indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos crentes. Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.

        Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.

        Precisamos dizer a “iluminada” comissão revisora que ela abandonou a Bíblia, começando com o ponto de doutrina número 1, passando por inúmeros hinos que tiveram suas letras modificadas inutilmente, inclusive aqueles que tiveram a palavra “Bíblia” trocada por “Palavra”.

        Mesmo que alguns apareçam e queiram calar nossas vozes, Deus não permitirá que elas se calem!

        Amém.

        • Márcio José Sérgio Ermida disse:

          Amém!

        • AMÉM………..Não nos calemos.

        • Irmão HP,

          Na CCB, infelizmente, somos ensinados a não questionar. Tudo o que falam de cima do pulpito, temos que aceitar, ou pelo menos fingir que aceitamos (hipocrisia?!). Isso é corporativismo religioso. Já cansei de ouvir ameaças do tipo “se estiver questionando o que os anciãos ou irmãos do ministério falam, pode estar blasfemando (pecado imperdoável). Qualquer besteira que falam, temos que engolir em seco.

          Esse comentário do irmão Rafael, mostra exatamente isso. Quem somos nós para criticar o santo ministério mais idôneo da CCB? Temos que aceitar tudo, mesmo o errado. Enquanto no livro de Atos, os irmãos de Berea foram elogiados por confrontarem o que ouviram com as escrituras, na CCB podemos até ser chamados de blásfemos.

          Tudo isso é puro orgulho. Se o irmão conversar com nosso líder eclesiástico supremo, verá que é um homem inteligente, fala diversos idiomas, conhece a bíblia de cor e salteado (capaz de lê-la até no idioma original), embora não cursou teologia, tem um conhecimento teológico invejável até para um doutor de teologia.

          Ele sabe perfeitamente que a CCB não é a Graça e que o povo costuma falar isso. Agora ter humildade para admitir que temos anciães no nosso ministério que não sabem o que é Graça (a primeira coisa que um Cristão deveria aprender), isso com certeza ele não tem. É melhor modificar um hino por causa de um grupo gospel (caso seja verdade o que o irmão Rafael disse), é melhor suprimir a palavra Bíblia do nosso dicionário, é melhor pedir para a irmandade parar de usar o termo “manda um passo da sua palavra” e etc.

          Os erros gravíssimo e heréticos, a gente fica quietinho, joga debaixo do tapete, e com o tempo se corrige sozinho. E a irmandade que fique quietinha no seu canto, nunca questionando os anciães. Felizmente, com a internet, isso tudo aos poucos está mudando. Os anciães, cedo ou tarde, terão que sair de sua posição de conforto…

          Deus abençoe a todos. Esse é o desabafo de alguém que há algum tempo perguntou ao seu irmão (carnal e na fé), que parou de frequentar a CCB, que frequentou as RJM’s desde os 4 anos de idade, e que com 30 anos, não soube responder o que era Graça. Quase 20 anos de RJM’s todos os domingos e cultos, e não foi suficiente para saber isso. E aí de mim, se dizer que há algo errado na nossa querida CCB… Devo-me colocar no meu lugar… Que triste…

          Lamentável!!!

          Samuel

    • Impressionante!!! Tomara que não seja o motivo da mudança do hino o fato do grupo musical chamado Rosa de Saron… Arrogante eu sei que nossa liderança ministerial é… E bota arrogante nisso. Se acham os únicos donos da verdade…
      Agora além de arrogante, seriam estúpidos??? Se o motivo da mudança for realmente esse tal grupo, ficará evidenciado a estupidez…. Será que vão mudar a bíblia??? Tirar expressões da bíblia porque são utilizadas em grupos do mundo???

      Faça me o favor… Agora se preocupar com o ministério e a irmandade que falam besteiras e heresias do tipo “a CCB é a Graça”, “a CCB é o único caminho”, “a CCB salva”, “fornicação é pecado de morte e sem perdão”, e outras besteiras, isso eles nunca fazem… Já vi diácono com quase 30 anos de ministério dizer que a CCB é graça…

      Fazer o que né??? É de doer ouvir dizer que isso é Luz… Misericórdia…

  2. Márcio J. S. Ermida disse:

    Como bem acertadamente, o irmão comentou no blog Harpa Cristã, a CCB não se prima pelo estudo. Mesmo assim, a versão do hino anterior estava excelente, ainda que na mente deturpada de alguns a Rosa de Saron/Igreja de Jesus fosse a CCB. Não tive sequer ânimo de analisar as mudanças de letras dos hinos, mas cantando na igreja vou analisando e vendo que TODAS as mudanças foram desnecessárias.

    Mesmo sem estudo, a versão original do 360 estava linda, assim como alguns outros hinos modificados. E em comunhão quando cantava, pedia a Deus para abrir a mente da irmandade para que percebesse que a Rosa de Saron ou Igreja de Jesus NÃO É A CCB.

    Bom, me resta continuar orando a Deus para que tudo isso não passe de um pesadelo do qual vou acordar.

    Deus abençoe.

  3. bereiano disse:

  4. Mas não é possível, mudar o hino em razão do grupo católico Rosa de Saron?

    Isso não é luz, é trevas!

    E as heresias propagadas na pregação?

    Ninguém diz nada?

  5. bereiano disse:

    282 – Da igreja firme fundamento (Hinário 4)

    2. De Saron és a formosa rosa, Ó igreja de Cristo Jesus;
    E também és a Sua Esposa, revestida de graça e luz;

    372 – Da igreja, fiel fundamento (Hinário 5)

    2.A igreja é sempre formosa, Para Cristo, Seu rei e Senhor;
    É chamada “a Sua esposa”, Revestida de graça e amor;

  6. Rosa de Saron (h.360) ficará para sempre em meu coração!!!

  7. ‘Houve misericórdia e graça até para Caim.

    Quem o matasse seria sete vezes vingado. E Deus pôs uma marca de proteção. Um selo divino. Um aviso para que ninguém se metesse entre Ele e Caim.

    Ora, se houve Graça que protegesse a Caim, não haverá muito maior Graça sobre a sua vida, que está sob o Sangue da Aliança e que descansa na justiça do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo?

    Caim carregou as consequências históricas de seus atos e emprestou seu nome a uma trágica simbolização. Mas não esqueçamos: isto é o que ficou para nós, para o nosso ensino e para nos fazer ver as consequências de todos os atos humanos.

    Todavia, ninguém sabe o que houve entre Caim e Aquele que disse que nele ninguém deveria tocar.

    Os desfechos de todas as histórias humanas é um segredo divino.

    E sábio é todo aquele que não ousar dizer o que aconteceu’.

  8. HP
    Amém!
    Pois é, também aprendi.
    Estamos TODOS em CONSTANTE processo de aprendizagem. Contínuo e sem fim.
    Resta saber se estamos todos abertos a essa aprendizagem… ;)

  9. O noivo é Salomão e a noiva a sulamita(ponto)!
    Jesus, é o Filho do Deus Pai e Nosso Senhor (ponto)!

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