O blog BEREIANO está passando por uma nova fase. Momentâneamente estou postando textos sem muita estrutura literária e diversificando mais os temas. Logo voltarei a escrever no estilo antigo e sobre temas concernentes à minha fé.
Quando menino, comecei a gostar do grupo Harmony Cats por influência do meu irmão que era fã. Embora não fosse para nossa faixa etária, tinha umas músicas muito divertidas e algumas para as crianças como “UM VIVA ÀS CRIANÇAS”. Como a INTERNET produz alguns milagres, consegui ouvir as músicas do LP de maior sucesso do trio, que um dia já esteve entre os discos da minha mãe.
A música abaixo é muito bonita. Naquele tempo, logicamente, não entendia sobre o que cantavam. A letra da música me surpreendeu como se nunca a tivesse escutado. E por incrivel que pareça, fico em dúvida sobre o que falam. Ora interpreto de um jeito, ora de outro. Sobre o que fala esta música? Como vocês a entendem?
A mãe aconselhando e confortando a filha;
Uma mulher que viveu o estrelato mas é infeliz por não ser mãe;
Uma menina que sonhava em ser artista, mas a gravidez precoce acabou com seus sonhos;
Sobre mulheres que descobriram que a maior felicidade é ter um único amor e viver para este homem;
Que a felicidade para a mulher é ser dona-de-casa e mãe.
Sobre a ilusão de se ter muita fama, dinheiro e amores.
Ouçam e me ajude a interpretá-la:

Comentários em: "Eu nunca fui feliz" (2)
APPD,
Esta é uma versão de uma música que foi muito tocada na década de 80.
Ouvindo a música original a letra fala de uma pessoa que em um determinado periodo da vida (provavelmente quando já está mais velha) começa a refletir sobre a sua vida. Viajou por vários lugares, conheceu muita gente, teve muitos amores e isto era liberdade e uma suposta felicidade. Mas isso tudo passou e o que ficou foi a tristeza e o vazio vazio na alma.
Esta é a história de muita gente. Muitos acham que liberdade é não estar preso a ninguém, viver enlouquecidamente,sem pensar que os dias passam, a idade chega e que cada escolha que fazemos traz consigo suas consequências que podem ser boas ou ruins dependendo das escolhas feitas.
Ao ouvir a música me trouxe várias recordações, muitas delas da adolescência e inicio da juventude. Muitas das pessoas com quem estudei, algumas foram meus amigos viveram da maneira como a música descreve:só viajando, namorando várias pessoas ( a frase ninguém é de ninguém era bem famosa no meio desse pessoal) , bebendo,fumando muito.Isso era viver para eles. Algumas encontraram só tristeza depois da bebedeira, outros encontraram só a solidão e a vergonha depois do parceiro desconhecido partir, outros ainda tiveram que carregar uma gravidez indesejada e ver o sonho de uma faculdade ir por ralo abaixo.
Não digo que devemos ser carolas ou nos trancar em casa e ver a vida passar. Pelo contrário, temos que viver a vida e aproveitar cada momento que ela nos proporciona,mas com sabedoria e responsabilidade. Pensar bem nas escolhas por que teremos que viver para o resto de nossas vidas com as consequencias.
Ôh, Glória!!! Perfeito Patrícia.
As pessoas que buscam a felicidade nos prazeres são chamadas de hedonistas. O hedonismo é a doutrina filosófica que afirma constituir o prazer, só ou principalmente, a felicidade [e finalidade] da vida.
Hedonismo é a teoria que o prazer é o bem supremo. “Comamos e bebamos que amanhã morreremos” (1Co 15:32), era o ensino dos antigos epicureus. Mas a vida não é apenas viver, assim como a morte não é apenas morrer. Paulo, em evidente oposição aos epicureus disse: “o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14:17)
O prazer da riqueza, fama e sexo é ilusório, parece possível, mas nunca trará verdadeira realização, somente frustação. Por isso é cantado: EU QUASE ESTIVE LÁ, MAS EU NUNCA FUI FELIZ! Vazios e insatisfeitos – é assim que geralmente se sentem os que dão demasiada importância aos prazeres.
O próprio rei Salomão, no relato que faz em Eclesiastes 2:1-11, procurou a felicidade nos prazeres e constatou no final que tudo era vaidade (v.12). Mas também, como você, não achava que as pessoas deviam ser carolas ao afirmar que o homem “gozar do seu trabalho: isto é dom de Deus”(Ec 5:19).