A salvação é uma dádiva de Deus para o pecador. O batismo com o Espírito Santo – me refiro à experiência com evidência de falar novas línguas – é uma dádiva de DEus para Seus filhos. A pregação da Palavra que produz fé para o recebimento da salvação (Rm10:10-17), é também o meio de estimular a fé para receber tal batismo. Paulo desafiadoramente perguntou aos gálatas: “Recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” (Gl 3:2).
A fé certamente é um dos grandes fatores para um servo de Deus ser cheio do Espírito Santo e receber a ‘promessa’. Mas esta fé não deve ser uma espécie de coisa indefinida. A verdadeira fé deve estar efetivamente baseada na Palavra de Deus.
Se hoje falo em línguas, é porque primeiro ouvi sobre línguas. Porque a pregação despertou-me o desejo em receber tal benção. Não havendo pregação, a fé não será estimulada. Não que dependa do homem, mas homens inspirados pelo Espírito, falam das grandezas de Deus. Onde há pregação, há fé, há línguas; Onde é negligenciado o ensino enfático quanto o batismo com o Espírito Santo, mesmo nos meios pentecostais, desaparece o interesse ardente por esta benção, e onde não há mais pregação nesse sentido, ninguém crê e ninguém recebe. Tenho constatado que na Congregação Cristã no Brasil, quanto menos se fala de linguas, menos se fala em línguas. E o dom almejado vem tornando-se dom desprezado.
A fé pode ser incentivada e fortelecida pela pregação, leitura e meditação nas promessas do Pai quanto ao revestimento com poder. O batismo com o Espírito Santo não pode ser tratado somente como teoria ou possibilidade remota, mas como algo indispensável do Senhor para seu povo. Precisa ser uma experiência vital para o crente e para a igreja, pois é um dom divino para os salvos em Jesus. Deus pode tornar suas promessas especialmente reais para aquele que busca com sincero coração, fé e íntima comunhão: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2:39).
Memorize: Quanto menos se fala ‘de’ línguas, menos se fala ‘em’ línguas

Comentários em: "A pregação da fé" (1)
Amigo,
Que a Paz de Deus esteja contigo.
Entendo a tua preocupação com o dom de línguas ser válida, mas gostaria de saber se é realmente imprescindível haver esse dom.
• Sabemos que o único dom que subsistirá é o dom da Caridade.
“A caridade nunca falha: mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;” 1Cor 13:8
• Sabemos que a fé é imprescindível ao cristão:
“Ora, sem fé {é} impossível agradar-lhe: porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11:6
• O dom de Profecia é maior do que o dom de línguas (se não houver intérprete):
“E eu quero que todos vós faleis línguas {estranhas}, mas {muito} mais que profetizeis, porque o que profetiza é maior do que o que fala línguas {estranhas}, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação.” 1Cor 14:5
• Por analogia podemos ver que o dom de interpretação é mais útil que o dom de línguas, para que assim o dom línguas possa ser interpretado:
“Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? porque estareis {como} que falando ao ar.” 1Cor 14:9
• Cremos que todos os dons são inspirados pelo Espírito Santo, como encontramos em 1Cor 12, versos 3 a 10:
3 Portanto vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus {é} o Senhor, senão pelo Espírito Santo.
4 Ora há diversidade de dons, mas o Espírito {é} o mesmo.
5 E há diversidade de ministérios, mas o Senhor {é} o mesmo.
6 E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
7 Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.
8 Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
9 E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
10 E a outro a operação de maravilhas: e a outro a profecia; e a outro o {dom} de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.
Assim sendo, digo que concordo com o teu post, mas não somente ao dom de línguas, mas aos demais dons também. Quanto mais se fala de Deus, do Seu poder, dos Seus dons, mais a igreja será revestida das Coisas de Deus. Quanto mais se falar de materialidades (emprego, problemas familiares, sucesso material), menos espiritual será a igreja.