Verso áureo: “Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão” (Mt 24:10).

Você pode não saber; muitos processos correm na justiça entre nossos irmãos. Essas ações são motivadas por uma única causa – A falta de amor.
Quando os tribunais são freqüentados pelos discípulos de Cristo por estarem em litígio é porque renunciaram a lei do amor cristão. (Antonio Gilberto)
Convido o caro amigo a ler e refletir comigo o texto de 1Coríntios 6:1-9:
1.Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos e não perante os santos?
2.Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas?
3.Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?
4.Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes na cadeira (banco dos réus) aos que são de menos estima na igreja?
5.Para vos envergonhar digo: Não há entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?
6.Mas o irmão vai a juízo com irmão, e isso perante infiéis.
7.Na verdade, é já realmente uma falta entre vós terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano?
8.Mas vós mesmos fazeis injustiça e fazeis o dano e isso aos irmãos.
9.Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?
Do litígio à ação (v.1). Que tenhamos ‘algum negócio contra outro’, é tolerável, porém não é admissível que isto chegue aos tribunais. Se espera dos crentes que estes se entendam antes de levar a questão adiante.
“Não sabeis” (v.2,3). Nossa posição é de Juiz. Em Cristo, a igreja julgará o mundo e os anjos.
Se nos embaraçamos com as coisas terrenas, como julgaremos as extraterrenas.
No banco dos réus (v.4). A regra é: os poderosos processarem os de menor prestígio. Nós vivemos a exceção. No nosso caso estão ‘sentando na cadeira’ ou sendo acusados “os de mais estima na igreja”.
Para vos envergonhar (v.5). O versículo alerta para o autoritarismo e o corporativismo que comprometem a imparcialidade daqueles que exercem o julgamento de causas na igreja. Quem tem poder e prestígio, tem imunidade, e acaba por cometer injustiças, ficando o prejuízo sempre com a irmandade (v.8).
Apelação (v.6). Sentindo-se lesada a irmandade acaba recorrendo à Justiça dos homens (v.6), sem considerar o ensino bíblico (v.7).
É uma falta (v.7). Nesta queda-de-braço, ambos os lados acabam desonrando a Palavra. Todos dizem defender a `Obra`, porém a vontade e o mandamento de Deus é este: “Que vos ameis uns aos outros” (Jo 13:34). A irmandade torna-se insubmissa e o ministério autoritário.
Injustiça e dano (v.8). O que ocorreu com a igreja de Corinto, está se sucedendo com a CCB. Os dirigentes provocam o dano à irmandade, como no caso da comum do Jardim Bandeirantes da cidade de São Carlos-SP.
Jesus deu ministros à sua igreja; não sua igreja a ministros.
A Palavra de Deus adverte: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1Pe 5:2,3).
Síndrome de Caim. Infelizmente, o ódio se apossou de muitos entre nós. Sem liberar perdão, a mágoa cresce e alimenta o ódio, ocasionando-lhes muitos ‘danos’ espirituais. Duramente São João, o apóstolo do amor, repreende e adverte: “Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” (1Jo 3:15).
O gelo. “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24:12). Nessa situação como fica a comunhão na igreja? A saudação com a paz de Deus e ósculo santo se torna mero ritual hipócrita e a santa ceia o pão de condenação (1Co 11:29).
O tribunal que julgará a igreja (v.9). Essa falta coletiva será julgada um dia, “porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2Co 5:10). Leia também Romanos 14:10.
Acordo entre as partes. O perdão advindo do verdadeiro amor cristão é a ‘ação’ que precisamos mover (impetrar). Foi o Senhor Jesus que estipulou a marca do verdadeiro cristão: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13:34,35).
Reflexão. Deus nos chama a um assunto mais elevado. Não para perguntar ‘Quais são os meus direitos’? Mas refletir e aprender ‘O que é amor’? (Max Lucado)

Comentários em: "O Tribunal do amor" (4)
ApdDeus
Irmão Ricardo, bem lembrado o texto quanto ao que acontece na nossa CCB estamos deixando o primeiro amor. Voltemos urgentissimo ao primeiro amor um um novo avivamento da parte de Deus no nosso meio já é bem claro de que precisamos. Não digo criar nova igreja ou denominação pois isso seria apostatar da fé e sim que as nossas fileiras se fortalessam buscando o primeiro amor.
Senhor Deus não vire o teu rosto para nós.
“Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.” (Ap.2 v.4)
Sds,
Jeerson
Muitas vezes, parece-nos haver uma única direção; a Justiça. Porém a outra; o perdão.
Qual é o correto: “Bereiano” ou “Bereano”?
Estou perguntando, pois, já li as duas formas!
10 ¶ E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus.
11 Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.
A cidade chama-se Beréia então jugo mais correto “bereiano”