Publicado por: bereiano | fevereiro 2, 2010

A Solução para todos os problemas da igreja

Quem tem um século de vida tem história para contar. Preferimos exaltar nossas conquistas que rever nossas quedas e preferimos ouvir elogios aos nossos feitos que críticas aos nossos defeitos. No entanto, tal como uma família, a igreja tem os seus problemas – o idealismo, o obscurantismo bíblico, dissidências, partidarismo e, recentemente, o liberalismo teológico fazem parte dessa história. E tal como uma família, a igreja deve estar unida para resolvê-los, pois somente com unidade de propósito e espírito teremos êxito.

Feitos. Cem anos de história e a Congregação Cristã no Brasil – CCB se consolidou como uma das maiores denominações do país. Com ‘presença bradesca’ no território nacional a CCB se fez itu e bela como a nossa terra; bem diz o hino comemorativo do centenário “Em cada cidade do nosso céu a Congregação estendeu seu véu”; e sua orquestra é considerada a maior do mundo.

Defeitos. Contudo, apesar da imponência a igreja do véu vive seu momento mais crítico; quem a viu e quem a vê, também quem pesquisa e lê, pode dizer: “Não és a mesma”. Sua orquestra depois que passou a admitir somente homens ficou ‘machucada’, e, se na parte material progride; na espiritual, regride – Os Dons, entre eles o falar em línguas, são cada vez menos dispensados e com a mesma velocidade que desaparecem, a igreja se conforma.

Eis a questão. Se o fenômeno requer nossa atenção, a reação dos irmãos ao mesmo merece nossa preocupação. Fica a pergunta, como reverter a situação e tirar a irmandade deste estado de sonolência?

“Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá” (Ef 5:14).

Eis a resposta. A CCB não sabe, mas precisa sofrer um ‘avivamento’. Um avivamento bíblico e pentecostal é a solução para todos os problemas históricos, atuais e emergentes da igreja. Se a marcha saiu do ritmo devemos imitar os primeiros passos; no nosso caso específico, para prosseguirmos adiante devemos olhar para trás.

“Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade. Lembra-te pois donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras” (Ap 2:4,5a)

Avivamento. É uma intervenção divina na igreja com efusão de poder que traz despertamento, renovação e restauração, fazendo-a retornar ao propósito de Deus. O termo não é conhecido da irmandade (membros) da CCB, o vocábulo não é usado por nossos ministros em seus sermões nem profetizado em nossos púlpitos, por isso mesmo não é clamado em nossas orações.

“Todos os ministros devem ser ministros de avivamento, e toda pregação deve ser pregação de avivamento” (Charles Finney).

Pobre igreja rica. (Recomendo a leitura da sétima carta às igrejas da Ásia – Ap 3:14-22). A igreja de Laodicéia era próspera material e socialmente o que causava a sensação de saciez e ilusão de estar integralmente abençoada: “Rico sou e estou enriquecido”. Toda esta provisão material lhe trouxe o engano da auto-suficiência – “de nada tenho falta” – que a levou à mornidão espiritual. Seus ambientes de culto eram de muita confraternização e de pouca adoração, sentia-se mais afortunada que outras igrejas tornando-se hipócrita, orgulhosa e exclusivista – “e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e nu” (v.17). Para não cairmos nessa cilada a Palavra de Deus nos exorta: “se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração” (Sl 62:10).

O que acontece muitas vezes é que, quando estamos muito supridos das dádivas providenciais de Deus, temos pouco de sua graça; contentes com a terra, ficamos satisfeitos sem o céu (Spurgeon)

És morno… A CCB nasceu pentecostal depois declarou-se não-pentecostal; com relação a este movivemto escreveu: “não temos nada a ver” (Tóp. 23 Ass. 1991) – mas tens o falar; não aceita a classificação porque não gosta de comparação; nega o que dizem que ela é, porém o que diz ser (a Graça de Deus), definitivamente, não é. Ora, se não é nenhuma coisa nem outra, nem quente nem fria, é morna. Somos ensinados: “A vossa palavra seja sim, sim e não, não; para que não caias em condenação” (Tg 5:12b). Uma igreja morna é reprovada por Deus: “Assim, porque és morno, que nem és frio ou quente, vomitar-te-ei da minha boca” (v.16).

O camarada (ou a igreja) fica tão satisfeito com sua situação e acomoda-se de tal maneira que só falta pedir para Jesus não voltar (Silas Malafaia)

…E não sabes. Embora o avivamento seja um ato soberano de Deus, só acontecerá em resposta do clamor do seu povo, isto é, para acontecer a igreja precisa querer. Porém uma igreja morna tem a visão embaçada pelo idealismo e não enxerga que está nua do poder de Deus, não percebe que está pobre dos dons espirituais, fica indiferente aos sinais à sua volta, não reage ao secularismo entregando-se ao comodismo, não reconhece que é falha, portanto não se arrepende. Por isso eis o Senhor amorosamente recomendando o avivamento: “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e vestidos brancos, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio para que vejas” (v.18).

Colírio para os nossos olhos. Quando ou em que situação a igreja necessita de um avivamento?

Quando deixa de reportar-se à Bíblia como a infalível Palavra de Deus, passando a crer na Bíblia apenas como “contendo” a infalível Palavra de Deus;

Quando usurpa seu Senhor ensinando ser a instituição religiosa a Graça de Deus ou a expressão total e exclusiva da Obra de Deus;

Quando ensina que o ritual do batismo é o meio por qual seremos salvos e que suas águas nos purifica dos nossos pecados;

Quando ensina que a observância de costumes denominacionais são, de igual modo, requisitos para a salvação;

Quando a igreja torna-se insípida e não evangeliza negligenciando que “vós sois o sal da terra”;

Quando a igreja passa a acomodar-se com o mundo ao invés de incomodá-lo com sua radiante luz negligenciando que “vós sois a luz do mundo”;

Quando, embora gigantesca, sofre de nanismo na obra missionária;

Quando seus ministros corporatizam-se para a obtenção e detenção do poder;

Quando cargos são negociados e o corpo ministerial fica elitizado e nepotizado;

Quando aparenta piedade mas nega sua eficácia pela indiferença com os desviados e parados;

Quando ignora sem refutar as reivindicações dos membros alimentando dissensões;

Quando seus ministros causam dano aos irmãos desalojando-os fechando casas de oração;

Quando “…é Satanás que governa, em forma de homem, para seduzir o povo de Deus com sabedoria humana” (L. Francescon).

Quando quaisquer dessas coisas acontecerem, a igreja estará precisando de um avivamento. ” E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono” (Rm 13:11a).

Despertando do sono. Cris¹ é hoje uma bela adormecia precisando ser despertada. Seu sono é comparado à morte (Ef 5:14). Evidente que a CCB tem boas obras, mas antes de exaltarmos os nossos feitos leiamos: “Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives, e estas morto” (Ap 3:1). Com os olhos abertos a irmandade terá revelações e a mocidade visões; como o profeta Isaías teve os lábios purificados após ter os olhos abertos (Is 6:5-7), nossos lábios também serão; irmãs e irmãos profetizarão e falarão novas línguas. É o que a Bíblia diz em Joel 2:28.

A segunda glória. Uma igreja avivada é pentecostal; Uma igreja avivada é missionária; Uma igreja avivada é integralmente abençoada. Um real avivamento alcança os desviados e une os separados; Um real avivamento tem dispensação de dons e poder; Um real avivamento é a vontade do Senhor para a sua greja. Portanto, pensemos em avivamento, respiremos avivamento, falemos de avivamento nos átrios e corredores das casas de oração como nas visitas e ‘tocadas’ e clamemos por avivamento então “A glória desta última casa será maior do que a primeira; e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos” (Ag 2:9).

Conclusão. Avivamento é a solução dos problemas da igreja; é ouro para enriquecê-la, vestes para sua nudez, colírio para seus olhos. Por isso seja esta nossa reação e oração:

“Ouvi, SENHOR, a tua palavra e temi; aviva, ó SENHOR, a tua ‘obra’ no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na tua ira lembra-te da misericóridia” (Hc 3:2).

SOU CCB, SOU 100!

1.Cris – personificação da CCB inventada pelo autor

Feitos. Cem anos de história e a Congregação Cristã no Brasil – CCB se consolidou como uma das maiores denominações do país. Com ‘presença bradesca’ no território nacional a CCB se fez itu e bela como a nossa terra; bem diz o hino comemorativo do centenário “Em cada cidade do nosso céu a Congregação estendeu seu véu”; e sua orquestra é considerada a maior do mundo.
Publicado por: bereiano | janeiro 27, 2010

Um blog que é cem!

Congregação Cristã no Brasil é o letreiro que os mais belos templos do país ostentam em suas fachadas. Do interior destes templos ecoam os mais belos hinos de louvores e súplicas a Deus. Seus assentos acomodam um inúmero e maravilhoso povo que reunido EM NOME DO SENHOR JESUS adora o Deus que fez o céus e a terra. De cá homens com terno e gravata, de lá mulheres com véus nas cabeças. Após a exclamação: DEUS SEJA LOUVADO! segue um uníssono e sonoro AMÉM! Inicia-se mais um culto nessa igreja que está completando cem anos.

Quem tem um século de vida tem história para contar. Certas datas são tão especiais que não podem passar em branco. Por isso alguns bloguistas membros da CCB, para homenageá-la e presentear a querida ‘irmandade’, criamos o blog do Centenário que servirá para abordar vários aspectos da nossa igreja – sua história, seus feitos, sua gente – cabendo inclusive uma visão pessoal, sugestiva e crítica.

http://centenarioccb.blogspot.com/

 

 

Publicado por: bereiano | janeiro 25, 2010

Pentecostalismo brasileiro: as origens

Por: Mário (CristãoCCB)

É impossível falar em “pentecostalismo brasileiro” sem antes falarmos um pouco sobre o pentecostalismo norte-americano. O fenômeno religioso denominado “pentecostalismo brasileiro” está prestes as completar cem anos, estudiosos da religião dizem que o pentecostalismo é um dos mais importantes fenômenos religiosos ocorrido no século XX. Desde o seu surgimento publico na Azuza Street, na cidade de Los Angeles, Califórnia – Estados Unidos, em 100 anos, o pentecostalismo conquistou 500 milhões de seguidores em todo o mundo. Caso a seja mantido os níveis de crescimento dos últimos anos, estima-se que em 2025 44% dos cristãos serão evangélicos pentecostais, o que somará cerca de 1,1 bilhão de pessoas. Leia Mais…

Publicado por: bereiano | janeiro 22, 2010

Sem rasuras

Nosso Deus é Criador perfeito e caprichoso… até por linhas tortas, certo escreve. No fichário das nossas vidas não faz borrões por que usa uma borracha especial – o sangue de seu Filho não é tinta que mancha; é borracha que apaga e deixa limpo. O diabo como um comerciante incompassível exibia nosso nome no rol de devedores, mas agora nosso nome sumiu desta lista. Agora temos ficha limpa. (Bereiano)

Texto de Romário Cardoso

Verso áureo: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.” (Cl 2.14).

Em nossa bíblia ARC diz ‘riscado a cédula’, porém, analizando o original não encontrei o verbo ‘riscar’, mas o verbo “apagar”! Conferindo: “εξαλειψας το καθ ημων χειρογραφον τοις δογμασιν ο ην υπεναντιον ημιν και αυτο ηρκεν εκ του μεσου προσηλωσας αυτο τω σταυρω.” (texto grego do Novo Testamento). Portanto, “exaleipsas” (gr.εξαλειψας) significa “APAGADO”, e não riscado. Riscar é fazer um X atravessando toda a cédula, “chizein”, vem da letra grega X(quí) significando fazer um X. Ora, irmãos, “riscar” e “apagar” são termos distintos, se o homem ‘riscar’ (gr.chizein) alguma dívida pendente, a mesma continua escrita em sua memória; porém, Deus é diferente, ele nos prometeu que iria “apagar” , sendo removido completamente.

O homem pode perdoar e, contudo, não consegue “apagar” a ofensa que continua escrita em sua memória; mas Deus prometeu apagar, removendo-a completamente de seu memorial! Vede quão grandes coisas fez o Senhor à nós! Outrossim, os documentos nos tempos dos apóstolos eram escritos em papiro, e a tinta que era escrita nesse material não tinha em sua composição nenhum produto que continha ácido. Em outras palavras, a tinta não tinha o poder de “penetração” no papiro, sendo a mesma removida completamente por alguma esponja umidecida em água da mesma forma com que o “apagador” do professor remove completamente a escrita em giz… da lousa.

Pelo Sangue do Concerto Eterno, os nossos pecados foram apagados completamente da cédula que nos era contrária, assim, Deus mesmo foi quem disse: “E dos seus pecados não me lembrarei mais”[...]. Não é maravilhoso?

Consultei para elaborar este pequeno estudo:  “Palavras Chaves do Novo Testamento – William Barclay”.

Publicado por: bereiano | janeiro 16, 2010

Missões – A quem enviaremos?

O mundo chocado com a catástrofe no Haiti une-se para minimizar o sofrimento daquela nação. Situações de calamidades ocorrem por todo o planeta, inclusive no Brasil. Vemos ong’s e governos se mobilizando, e a Igreja, o que está fazendo?

Bons samaritanos. A Igreja é o povo de Jesus, mas quem está fazendo a vontade do Pai, nesse momento, são os bons samaritanos das organizações governamentais e não governamentais.

Nós podemos. “Não há igreja pequena que não possa fazer missões; há igrejas pequenas por não fazer missões”. Igrejas há, que justificam não ter recursos para enviar missionários ( não é o caso da CCB). Outras negligenciam a ordem de Jesus – “Ide por todo mundo” – se fazendo pequenas (é o caso da CCB).

Tamanho não é documento. O progresso da Igreja não se mede pelos números de templos e de fiéis ou a condição social destes, mas é avaliado pela dimensão da sua obra missionária. Missões incluem a pregação do evangelho e assistência humanitária. A CCB embora gigante em número sofre de nanismo na obra missionária.

No evangelismo você dá um pouco de Cristo às pessoas; na ação social você dá um pouco de Si às pessoas.

Ordem e progresso. Não que falte quem queira fazer missões, mas por que falta estrutura. Missões não se faz apenas com a cara e coragem; missões não se tratam de um ato solitário, mas solidário; missões incluem treinamento, estratégia, logística, parcerias. Com os equipamentos modernos e montáveis é possível literalmente “carregar a igreja nas costas”.

Atos secretos. Sei, pois sou membro, que  CCB faz uma arrecadação nacional dois meses por ano no último dia de culto em cada comum congregação (igreja local) destinada a socorrer irmãos em situações de calamidade, porém não sei como se destinam, pois como membro, nunca foram me prestado contas dessas coletas.

Conclusão. A igreja não pode enclausurar-se nos templos; para ser “sal da terra e luz do mundo” precisa dirigir-se a toda tribo e língua, povos e nações e ser exemplo de piedade.

Reflexão. “Depois disto ouvi a voz do SENHOR, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me qui SENHOR, envia-me a mim” (Is 6:8).

SOU CCB, SOU 100!

Publicado por: bereiano | janeiro 14, 2010

Dor no Haiti – Comoção no mundo

Primeira quinzena do ano e vimos várias trajédias acontecerem. Por aqui a água (enchentes) é que destroi, noutros países é o vento (geadas), no Haiti é a terra mata (terremotos).

Em meio as trajédias alguns heróis se destacam. Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, viveu e morreu ajudando pessoas. Fiquei incomodado com o Nobel da Paz recebido por Obama sem saber porquê; ao ouvir a notícia da morte desta brasileira descobri o motivo – Obama teve intenção; Arns teve ação. Zilda mereceu, mas foi Obama que recebeu, na minha opinião a brasileira ganhou mas o americano que levou.

O exército brasileiro há alguns anos está em missão de paz no Haiti. Lembro-me de uma cena que vi numa reportagem tempos atrás; crianças orfãos por causa dos conflitos ao verem qualquer soldado brasileiro chamavam – “Papai, papai”. E a inocência e carência das peladinhas e desnutridas crianças faziam nossos bravos combatentes chorarem. Elas os adotaram, agora as mesmas choram pela morte dos seus pais adotivos juntamente com as mães brasileiras.

O braço forte do soldado e a mão amiga de Zilda Arns, confortaram crianças haitianas e tiveram a mesma bravura.

Pastoral da Criança

SOU CCB, SOU 100!

Publicado por: bereiano | janeiro 8, 2010

Falando em Línguas…

O homem falava uma única língua. Por causa da sua loucura, Deus confundiu as línguas e o homem se dispersou e formou povoados. Isto acabou sendo bom porque a divisão fez surgir novas culturas. Por causa da língua os povos se consolidaram e ela se tornou o maior patrimônio de uma nação.

Passaram os séculos novas línguas se formaram, mas nos últimos tempos muitas estão se extinguindo. O aramaico, língua em que foi escrito o Velho Testamento, a língua que Jesus falava, não existe mais. O latim de tantos gênios, língua considerada sagrada pela Igreja Católica, língua imperial e dominadora, está morta. Nós brasileiros desconhecemos as línguas brasileiras originais, e à medida que desaparecem nossas florestas, desaparecem nossas línguas. Outras tantas estão ameaçadas de extinção. O sueco, por exemplo, é falado somente na Suécia que tem uma população menor que a grande São Paulo.

Há também línguas que sobreviveram, quando foi criado o Estado de Israel, o hebráico ressurgiu. A nação judaica dispersa pelo mundo, agora tem uma pátria e sua língua de volta. Conservar a língua é conservar a identidade de um povo.

Se primeiro as línguas foram dadas para separar o homem, depois O Espírito Santo deu uma língua para uni-los. O nascimento da igreja foi certificado em pentecostes e uma língua nova, jamais falada, jamais ouvida, foi dada para esta nova nação.

 As línguas estranhas são a língua oficial da igreja de Jesus dispersa pelo mundo. Somos peregrinos na terra e nossa pátria está nos céus. As casas de oração (templos) não são o nosso maior patrimônio, temos um tesouro maior que o montante de nossas coletas, mas cada dia que se passa, cada vez menos ouvimos as línguas estranhas nos nossos cultos. Se as línguas dos homens fez surgir novas culturas, as línguas do Espírito gera bons costumes. Devemos conservar as línguas na igreja para manter nossos costumes e nossa identidade pentecostal.

Essas línguas não se aprende, se busca. Houve quem falou demais e imitou o verdadeiro Dom, mas aquele que disse que não somos pentecostais deveria ter ficado calado, morder e engolir sua língua. Se as línguas estranhas acabarem, nós pentecostais ou carismáticos acabaremos. Vocês estão me entendendo ou será que estou falando grego?

Devemos falar as línguas que o Espírito Santo quer abundante dar à sua igreja até que sejamos reunidos em nossa pátria, mas ao contrário do hebráico, então será a hora das línguas cessarem. 

SOU CCB, SOU 100!

Publicado por: bereiano | janeiro 4, 2010

Amigo Secreto

champagne

Faltava menos de uma hora para terminar o ano de 2009, reunido com familiares em Pradópolis-SP, fizemos a tradicional brincadeira do amigo secreto. Complementamos a brincadeira com o amigo-da-onça – todos contribuíram com um valor que somou 100 reais e o último amigo a ser revelado ganhou o prêmio. Para mim foi inédito, tanto que sugeri que o nome fosse amigo do peito, por que amigo-da-onça para mim só tem a perder, mas a maioria decidiu que o nome é esse mesmo.

Logo que todos revelaram seu amigo secreto veio a contagem regressiva e sob estouros dos fogos e dos champagnes brindamos a chegada de 2010. Todos nos cumprimentamos e fomos para a rua saudar os vizinhos e todos que por ali passavam.

Acabado a sessão dos abraços começou a dos telefonemas, foi então que veio em mim o desejo de abraçar alguns amigos ocultos que tenho , eu, pelo menos, assim considero.

Esses realmente são amigos invisíveis pois não os conheço pessoalmente e talvez nunca conhecerei, de alguns não conheço os rostos, outros exibem fotos em ângulos tímidos e parciais ou usam figuras para representá-los. São os amigos da rede que estão espalhados pelo Brasil, dos quais somente suas idéias e opiniões compartilho. Agora me digam como abraçar calorosamente idéias e opiniões?

Desejei cantar o “Adeus ano velho” e brindar o “Feliz ano novo” com vocês e fazer ‘tim-tim’ com nossas taças. Por um momento imaginei seus rostos e como faziam meus parentes e vizinhos que se cumprimentavam esquecendo suas diferenças desejei conhecer mais que suas idéias e opiniões, desejei conhecer os homens e mulheres que são, desejei ver a pessoa que ler um texto. Sei lá, estava emotivo naquele momento, devia ser o champagne. Ou será que existe um vínculo realmente?

Bom, já que não posso abracá-los, deixem-me ao menos desejar um feliz 2010 e que as bençãos do Amigo Fiel estaja com todos. Inspirado na brincadeira do amigo secreto fiz uma lista dos amigos da rede com os quais em 2009 debati, compartilhei e discordei. Alguns estão na lista por incluir o BEREIANO nos “blogs que eu acompanho”, outros por apenas postar algum texto que me ensinou ou divertiu, por isso a lista causará surpresa nesses. Basicamente a lista são os blogs que mais acessei e poderia ser entitulada de “Eu sigo”.

Meus amigos invisíveis:

Daniel (examine tudo);

Mario (cristãoccb);

Romário Cardoso (fundamento do véu);

Regina Farias (bora ler);

Naylla (palavras de naylla);

Elisielly (acima do véu);

Henrique (café com gelo);

Latiffa (semcensuras);

David (abobrinhas e colóquios);

Elis Cardoso (pão e blog);

Lindivane (lindinha exclusiva SJ);

Cláudio (pensamentos difusos);

Ismael (graça maravilhosa).

E esta é a minha homenagem:

Publicado por: bereiano | dezembro 14, 2009

O Ano do Jubileu

Certas datas são tão especiais que não podem passar em branco. Algumas demarcam períodos e representam ciclos que nos oferecem uma boa oportunidade para fazermos um balanço, refletirmos, e até mesmo, recomeçarmos.

Verso áureo: “E santificareis o ano qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e tornareis, cada um à sua família” (Lv 25:10).

Explicando. Para falarmos de Ano do Jubileu, obrigatoriamente, temos que falar de Ano Sabático – Todo sétimo ano, segundo a Lei, os campos e vinhas não eram cultivados, e se produzissem, a colheita era distribuída aos pobres, estrangeiros e animais da terra; os israelitas, entre si, liquidavam suas dívidas. Depois de sete vezes sete anos sabáticos (49 anos) havia um ano do jubileu, durante o qual todas as terras vendidas ou confiscadas eram devolvidas a seus primitivos proprietários e todos os escravos eram libertados (Lv 25:13,14; 25:39-54; 27:16-24), por esse motivo era também chamado de Ano da Liberdade(Ez 46:18).

Complicando. O ano qüinquagésimo é um tipo (símbolo) da graça; indulgências eram conferidas indistintamente, não por méritos, mas por puro favor. A graça nos concede perdão imerecido e restitui nosso direito (Sl 33:1) e comunhão com Deus.

O jubileu era um período temporal para figurar a herança eternal.

Celebrando. O ano da liberdade’ era anunciado ao som de trombeta e havia santa convocação, o entusiasmo tomava a todos que se faziam indulgentes uns aos outros; desavenças eram esquecidas, bens restituídos, dívidas perdoadas, alforrias concedidas. Conta-se que por ocasião da solenidade, Alexandre Magno e Júlio César isentara os impostos dos judeus. Era o espírito jubilino contagiando a todos.

Celebravam a Graça estando ainda debaixo da Lei.

Recomeçando. Um ciclo se fechava e outro se iniciava no dia da expiação também chamado dia do perdão’. O que ficava para trás era esquecido, tipo do esquecimento de Deus com relação aos nossos pecados (Jr 31:34; Mq 7:18). Deixavam as coisas velhas para viveram coisas novas e da novidade do campo comiam (Lv 25:6,7,12).

Aniversariando. A CCB comemorará o seu segundo jubileu, ou seja, seu centenário, em 2010. Se a aniversariante é santa a festa é santa. Se aqueles que viviam na época da lei celebravam a graça, quanto mais nós que estamos na dispensação.

Eles festejavam fora de tempo, nós vivemos o tempo.

Parabenisando. “À Senhora eleita, e a seus filhos, aos quais amo na verdade, e não somene eu, mas todos os que teem conhecido a verdade”  (2Jo 1). A todas as famílias e pessoas que  escreveram esta história. A ti, Congregação Cristã no Brasil:

“Parabéns pra você neste ano querido…”

Contrariando. Se a festa é santa – “Porque jubileu é, santo será para vós” (Lv 25:12) – por que alguns não estão jubilosos? Por que andam dizendo que estas coisas são carnais? Por que retardaram o lançamento do novo hinário? Eu celebrarei pois sinto júbilo, “Pelo que todos os que somos perfeitos (salvos) sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa doutra maneira, também Deus vo-lo revelará” (Fp 13:15).

Comparando. O panorama no primeiro jubileu em 1960 era bem diferente do atual. A década de 50 foram os anos dourados também para a CCB que vivia seu apogeu, era o maior grupo evangélico do Brasil e recentemente havia inaugurado sua suntuosa sede no Brás. Houve quem dissesse – “Deus não quer grandes templos na sua Obra; sim grandes homens que preguem sua palavra”.

Este ciclo que se finda nos trouxe os grandes templos; Este que se iniciará, que nos traga os grandes pregadores.

Perdoando. Eu preciso recomeçar para provar do novo, por isso serei indulgente com meus irmãos, pela graça recebida dou o meu perdão para que possa prosseguir em paz. Não mais me importarei com as denúncias que ouvi, com os dossiês que li, e as coletas que não vi, “mas uma coisa faço, e é que, esquecendo as coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:13,14).

Sonhando. E vós que estás na frente do povo? Vós que ensinastes ser a CCB a Graça de Deus, agireis com graça? Apregoareis liberdade a todas ovelhas que defraudastes? Restituireis o direito destes? Devolvereis a liberdade para que possam ‘comer da novidade do campo’?

Exercestes o juízo (“e àqueles a quem retiverdes os pecados lhes são retidos” Jo 20:23b), agora exercei a graça (“Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados” Jo 20:23a).

Acordando. A CCB não é a Graça de Deus, mas agraciada por Deus. Não deixaremos de amá-la, deixaremos de idealizá-la. Não queremos uma igreja salvadora, mas que espelhe o Salvador. Esta coroa só pertence ao Senhor Jesus, o peso dela é muito grande para carregarmos, lançamo-la diante do trono aos pés daquele que nele se assenta dizendo: “Digno és, Senhor” (Ap 4:10).

Se clemencia a todos os irmãos sem liberdade é uma ilusão; Dizer que a CCB é a graça de Deus é um delírio.

Desejando. Para que o Jubileu se torne verdadeiramente um ‘Ano de Graça’, que cada crente seja um promotor do reino de Deus demonstrando o quanto de graça possui e libere o seu perdão, é isto, que significa ‘daí de graça o que de graça recebeste’.

Em 2010 Graça a todos.

Publicado por: bereiano | dezembro 5, 2009

Princípios Bíblicos

Princípios Éticos do Cristão segundo a Bíblia Sagrada

Todos os anos nos é dada uma lista de ensinamentos sobre a maneira que devemos proceder diante de certas situações. Os tópicos constituem-se num verdadeiro ‘manual de instruções’ para aquele ano, pois no ano seguinte serão modificados, substituídos ou, simplesmente, esquecidos. A pergunta é: Precisamos de uma cartilha? Não é a Bíblia a única regra da nossa fé e conduta?

1-Princípio da Fé ( Romanos 14:22;23)
O crente deve ter fé, ou seja, convicção diante de Deus quanto ao que faz ou deixa de fazer. Ele não precisa recorrer à “Cartilha dos Homens” para posicionar-se quanto aos seus atos e palavras. Se tiver dúvidas não deve fazer, pois “tudo o que não é de fé é pecado”;

2-Princípio da Licitude ( 1 Coríntios 6:12 )
Diz respeito à liberdade do crente. Não há louvor fazer as coisas por obrigação, deve haver devoção voluntária. A Bíblia nos exorta a conservar essa dádiva ( Gálatas 5:1 )

3-Princípio da Conveniência ( 1 Coríntios 6:12 )
O crente não deve fazer as coisas simplesmente porque são lícitas, mas porquê lhe convém à luz da Bíblia. É lícito faltar no culto? Sim. Mas convém? A conveniência trata das virtudes, valores e responsabilidades cristãs;

4-Princípio da Edificação ( 1 Coríntios 10:23 )
Do que me valerá a ociosidade de ficar horas na frente da TV? “nem todas as coisas me edificam” não basta ser lícita, é necessário que a conduta do crente produza fruto e seja proveitosa para sua edificação espiritual;

5-Princípio da Glorificação ( 1 Coríntios 10:31 )
Este é um princípio elevadíssimo. O que o crente faz deve ser feito “como ao Senhor e não aos homens” (Cl 3:23), isto é, tudo seja feito para glória de Deus.
Nosso corpo é um templo ( 1 Cor 3:16 ). Nossa vida deve ser um culto ( Rm 12:1 );

6-Princípio do Respeito ao Mais Fraco ( 1 Coríntios 8:9;13 e Romanos 15:1 )
Este trata dos nossos relacionamentos. Aqui o fundamento é o amor e não a liberdade cristã. A Bíblia Sagrada afirma que não devemos escandalizar um irmão mais fraco, mesmo que tenhamos consciência do que estamos fazendo não é errado;

7-Princípios da Tolerância ( Romanos 14:3;12 )
Aqui, com chave de ouro, a Bíblia fecha a questão.
Devemos respeitar as divergentes opiniões; quem adota algum costume não julgue o que não o pratica; quem não adota não despreze ou desmereça a devoção de seu irmão.

“Tenhamos: nas coisas principais, unidade; nas secundárias, liberdade.”

Postado originalmente no blog do Daniel (nov.2008)

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