Publicado por: bereiano | Novembro 29, 2009

Desvendando as irmãs CRIS e LICA

Você não me é estranha. Às vezes vemos uma pessoa e ficamos com a impressão que a conhecemos. Gestos, expressões, vestuário tudo é tão familiar que não resistimos, nos aproximamos e perguntamos – Eu não te conheço de algum lugar? - Temos então a confirmação ou a negação – Acho que não, deve estar me confundindo com outra pessoa (ou com minha irmã).

Prazer em conhecê-la, encantado. O relato de Biano é outra experiência bem comum. Uma mulher apresenta-nos sua irmã mais nova ou mesmo sua filha, ficamos impressionados com a semelhança entre as duas que nos encantamos; sempre que virmos uma, lembraremos da outra. A mesma reação tem quem se depara com um templo da Congregação Cristã Apostólica – CCA, similares aos da Congregação Cristã no Brasil – CCB.

A irmã mais nova. A Congregação Cristã Apostólica – CCA foi fundada por Antônio Silvério Pereira, aos 11 de novembro de 2001 em Aparecida de Goiás-GO. Resulta de uma fusão entre membros da Congregação Cristã no Brasil e da Igreja Renovação Cristã pastoreada por Fleury Rodrigues de Oliveira.

Biano. Representa o membro comum da CCB que fica encantado ao conhecer a CCA, pois vê nesta, a glória da sua igreja.

Ganhando a simpatia. O membro da CCB sente-se em casa visitando a CCA, dessa forma sua adaptação é automática se optar transferir-se, o trauma por que passa o ‘ex-ccbiano’ para acostumar-se noutra denominação, ali não existe. Pudera, os irmãos que migraram daqui para lá, conservaram a liturgia, os costumes e a padronização das casas de oração. O rebatismo não é usual, assim outros evangélicos vêem a LICA com mais simpatia. As incorporações feitas deram maior dinamismo ao culto, com isso a adaptação deles também é mais fácil que na CCB.

O que ela tem que eu não tenho? Quando a mais nova integrante de uma galera recebe mais atenção, a primeira fica com ciúme. Respondendo a questão, a CCA tem irmãs tocando na orquestra, tem conselho de ética e disciplina para o ministério, programa sistemático de ensino e evangelização, canais oficiais de imprensa que garantem acessibilidade às informações, louvores espontâneos.

Louvores espontâneos. O que é isto? Por exemplo, um irmão pode com o violão cantar um hino, as irmãs podem se organizar em trios ou quartetos ou até mesmo recitar um texto da Bíblia. Nada que a CCB já não tenha feito.

Este vestido é meu. Na verdade a ‘roupagem’ da CCA é a reforma sugerida e esperada para a CCB. O que os anciães desta vetaram, os daquela aprovaram. Os pensadores da CCB vêem suas propostas ignoradas aqui, benquistas lá.

As coisas no baú. Uma moça põe no baú quinquilharias e roupas que não quer mais. Aí vem a irmã adolescente e se encanta com tudo aquilo. Ao ver a caçula abafando com seus pertences a moça esbraveja – Quem mandou mexer nas minhas coisas? A CCB não dá importância para os ‘parados’, ‘desviados’ e ‘pecadores’; A CCA vem e os arremata, porém neste caso, a CCB não parece se incomodar ao exemplo da moça. Ao invés de dizer -“São meus. Quero de volta” -  diz com seu descaso – “Não me servem mais. Pode ficar com eles”.

O arranjo do vestido. A flor, o ornamento que deixava o vestido mais bonito, é o dom de línguas. As inovações teológicas, o liberalismo e o antropocentrismo, seduzem cada vez mais as igrejas que acabam aderindo aos modismos perdendo ‘a primeira caridade’. A CCA na contra-mão, vem dar novos ares ao pentecostalismo clássico.

Enquanto igrejas tradicionais rendem-se à teologia nova, esta nova igreja entrega-se à teologia tradicional.

Não fale com ela. Em breve haverá um templo da CCA pertinho de você. A conjuração de Cris são os ensinamentos que poderão vir proibindo-nos de visitá-la.

Fazendo as pazes. “Rogo-vos que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo, um só Espírito, fostes chamados em uma só esperança; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos.” (Ef 4:1-6).

Conclusão. Há um só corpo, uma só fé, uma só esperança e duas Congregações. CCA e CCB são duas igrejas distintas, porém um só povo.

Reflexão. As aparências enganam mas às vezes confirmam. Duas pessoas bem diferentes que não se conhecem, podem descobrir por um exame de DNA que são irmãs. Poderão duas igrejas distintas ser expressões da mesma ‘Obra’ que possamos igualmente considerá-las?

Principal diferença. A CCA declara-se unicista, na sua confissão de fé substitui o termo ‘pessoas’ por ‘manifestações’ divinas, enquanto que a CCB crê na Trindade.

Publicado por: bereiano | Novembro 27, 2009

As irmãs CRIS e LICA

Belas, cativantes e parecidíssimas. Você vai conhecer a história de Cris e Lica, se encantar e descobrir o que estas irmãs tem a ver com você.

Meu nome é Fabiano Cristão da Cruz, acostumava assinar Fabiano C. C., daí a galera inverteu e começaram a me chamar de ‘CCBiano’, agora ficou só Biano. Já aconteceu contigo de uma pessoa conhecida te apresentar sua irmã mais nova e você ficar espantado com a semelhança entre elas? A similaridade das duas ser tão gritante que acaba enxergando uma na outra e vislumbrando no presente desta o passado daquela? Aconteceu comigo.

Dia desses, Cris, jovem exuberante e bela, a mais popular da galera, resolveu apresentar sua irmã mais nova para a turma toda. LICA pareceu-nos tímida na primeira semana, mas em pouco tempo havia conquistado a simpatia de todos. Começou a se destacar e despertar admiração dos colegas e ciúme na irmã.

Cris que sempre fora o centro das atenções, começou a encarar a outra como uma rival, suas atitudes tornaram tão infantis a ponto de conjurar-nos – Quem for meu amigo não converse mais com ela. Como não fora atendida fazia-se de coitadinha e nos chateava – Gente o que ela tem que eu não tenho?

Pior foi quando a novata apareceu usando um dos vestidos da primogênita. Houve uma pausa na festa, olhos arregalaram, queixos caíram, os rapazes conferiram seu visual e as moças beliscavam seus namorados. Todos ficaram encantados com a beleza de LICA que fazia lembrar de Cris quando ainda era uma caloura. Varias vezes testemunhei pessoas as confundirem e as irmãs com delicadeza responderem – Eu sou fulana, você está me confundindo com minha irmã.

Ao perceber o impacto que LICA causara, nossa velha amiga a scaneou com os olhos e exclamou incrédula e indignada - Este vestido é meuencarando a irmã sem disfarçar a raiva se retirou em seguida.

Chegando em casa foi para o quartinho de costura e deparou-se com o baú de quinquilharias destrancado, conferiu e descobriu que outros acessórios ajudaram na produção de LICA. Ainda remexendo o baú achou uma foto sua com o tal vestido, foi quando a raiva passou um pouco – Deixei de usar este vestido por que achava tão cafona esta flor – relembrou – Mas hoje percebi que este arranjo é que o deixa tão belo.

Neste momento chega LICA que viera atrás da irmã interrompendo suas lembranças. Ergueu-se a outra e esbravejou - Quem mandou mexer nas minhas coisas?

- Mas você não as usa maisrespondeu assustada a irmã, ora querendo endurecer, ora amolecer. Então notou a foto, nas mãos de Cris, que se amassou segurada com força. Prosseguiu LICA – Sempre te admirei, desde pequena quis ser igual a você, por isso peguei o vestido. A confissão mudou o semblante da irmã, a discussão estava encerrada.

- Oh! Minha irmã vem cá, me dá um abraço. Eu também te amo muito.

- Então não está mais zangada? Perguntou a adolescente.

- Não. E quer saber? Você ficou maravilhosa, pode ficar com ele que farei outro igualzinho para mim.

E assim termina a história dessas duas irmãs. Resta-me relatar como fomos apresentados a LICA.

CRIS - LICABIANO – GALERA

- Olá, galera!

- Olá. Como vai?

- Olhem… se não é a nossa velha amiga CRISTIANA BRASILEIRA.

- Ai, que horror! Já disse para me chamarem de Cris. Tá me chamando de velha por acaso?

- Velha!.. Eu?.. Magina, você nem é centenária ainda.

- Olha gentem, não é a minha cara?

- A cara de uma e o foucinho da outra.

- Como você é grosso BIANO, seja mais cavalheiro.

- Teu desejo é uma ordem senhora galera. Qual é a graça da senhorita?

- É JESUS.

- Bobinha, a graça sou eu. Ele está perguntado pelo seu nome.

- APOSTÓLICA, mas podem me chamar de LICA.

Publicado por: bereiano | Novembro 13, 2009

Dissidências – Declaração de Guerra ou Pedido de Paz?

Comumente vemos o dissidente como um perturbador ou desordeiro, jamais como pacificador. Nesta abordagem veremos que no meio humano, as divergências são naturais e que precisamos agir conforme nossa consciência para termos paz.

dissidente

Leitura Bíblica recomendada:

“E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão, e os pastores do gado de Ló; E disse Abrão a Ló: Ora não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos somos. Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda” (Gn13:7-9).

“E tal contenda houve entre eles, que se separaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. E Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos, à graça de Deus” (At 15:39,40).

Houve contenda. Onde estiverem dois ou três reunidos, haverá contendas. Divergências de opiniões podem criar dissidências e afastar os crentes. Até mesmos velhos amigos.

Irmãos somos. Embora seus nomes não mais constem no rol de membros da mesma igreja terrena, permanecerão escritos no livro da vida no céu. Apesar de combaterem separados na igreja militante, celebrarão unidos com a igreja triunfante.

Aparta-te de mim. A intransigência é a mãe da dissidência. A Graça de Deus é imensurável e nossa compreensão limitada. Quando as idéias confrontam-se, os homens repelem-se; argumentam e refutam, discutem ou ignoram, deliberam ou calam, acatam ou desatam.

Se a direita escolheres… Na encruzilhada temos que decidir. Direita ou esquerda, o dilema não é fácil. Mas pense: “é melhor viver dissidente, do que viver descontente”; “Porque o reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14:17). Por que ficar no grito se tens livre-arbítrio? A escolha é sua!

…Irei para a esquerda. Não vivamos com ressentimento. Aquele que disse: “aparta-te de mim” foi o mesmo que intercedeu depois;  sigamos o exemplo.

“De maneira que cada um dará conta de si mesmo a Deus. Assim que não julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não por tropeço ou escândalo ao irmão. Mas se por esta causa contrista teu irmão, já não andas conforme o amor” (Rm 14:12,13,15).

Seguindo a consciência. Martinho Lutero disse uma vez: “não é certo nem seguro ir contra a consciência”. Que posso eu dizer? Se não que a Bíblia é nossa maior conselheira. Ela nos adverte: “Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo” (Rm 14:5).”Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus? Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas…está condenado, porque não é por fé; e tudo que não é de fé é pecado” (Rm 14:22,23).

Elos partidos. A família Spina é uma das mais tradicionais da CCB; JOEL SPINA rompeu o elo dessa dinastia. MARCELO FERREIRA (autor: Por trás do véu), seu livro foi o porquê da saída, já JOSÉ MARQUES DO AMARAL (autor: A igreja do véu,) sua saída foi o porquê do livro.

Dividindo ou mutiplicando? O ancião JOSÉ VALÉRIO estabeleceu a Congregação Cristã Renovada – CCR. A Congregação Cristã Apostólica – CCA foi fundada pelo saudoso irmão ANTÔNIO SILVÉRIO PEREIRA. No Estado de Santa Catarina temos a Congregação Cristã do Sétimo Dia – CC7 iniciada pelo ancião LUIZ BENTO MACHADO.

Fizeram sua escolha. E o que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Ivo Pontalti, David Ferreti, José Benedito Apolinário, Nilson Santos, Aldo Ferreti, e tantos outros, os quais pela consciência deixaram este arado para trabalhar noutros campos.

Conclusão. A dissidência não é uma declaração de guerra, mas um meio para prosseguir em paz.

Amor ‘placônico’. Placa de igreja não salva nínguém, ela própria fica para o lado de fora. Muitos crentes com amor ideal por seu grupo, tornaram-se verdadeiros outdoors de igreja e deixaram de reluzir o amor de Cristo. Amam a placa e são implacáveis com os seus divergentes. Fazem propaganda do letreiro, mas não propagam o evangelho. Exibem o crachá do exclusivismo e não vestem o uniforme da piedade.

Poderá gostar também de: ccbvirtual.blogspot.com.

Publicado por: bereiano | Novembro 6, 2009

Reforma – uma necessidade

A REFORMA NÃO É UMA OPÇÃO, MAS UMA NECESSIDADE.

A Reforma não é uma caiação da velha estrutura religiosa, nem uma pele bronzeada para cobrir o esqueleto doente de uma teologia herege. A Reforma não é uma mudança epidérmica motivada apenas pela busca do novo. A Reforma é uma volta às Escrituras, um retorno à doutrina dos apóstolos, um compromisso inalienável com a verdade divina. Vamos, aqui abordar três áreas na vida da igreja contemporânea que precisam de Reforma profunda, urgente e bíblica:

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Publicado por: bereiano | Outubro 29, 2009

Libras – Uma linguagem edificante

Linguagens Edficantes (2ª parte)

Leitura Bíblica contextuada: 1Corintios 9

19. Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais.

20. E Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei.

21. Para os que estão sem lei, como se estivera sem lei, para ganhar os que estão sem lei.

22.Fiz-me fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.

E Fiz-me intérprete de libras, para evangelizar os que não ouvem nem falam, para ganhar a estes.

23. Eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele.

 Introdução: A inserção feita no texto é para demonstrar que a Linguagem Brasileira de Sinais – Libras é uma poderosa ferramenta na evangelização e discipulado dos surdos-mudos. Aprendê-la é amar o próximo rendendo-se à vocação para um sublime ministério.

 Cinco vale mais que dez mil. Uma frase inteligível instrui e edifica a igreja mais que um longo sermão em linguagem não compreendida. Fazer inteligível o que se diz ao surdo e dar voz ao mudo é a honrosa missão dos intérpretes de libras. Paulo não se engrandecia por falar línguas, antes disse: “Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos. Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em línguas desconhecidas” (1Co 14:18,19).

 Como que falando ao ar. Se o emissor não se faz entender, e o receptor não compreende a mensagem, as palavras são jogadas ao vento (v.9). A comunicação fica prejudicada, ou não existe (v.7,8,). Não há feedback (resposta, retorno). É o que está dizendo o versículo 16:“Doutra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar do indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes?”. Que proveito há nisso? (v.6).

 Quem não se comunica… Quem não decodifica a mensagem ocupa o lugar do indouto”. Como o irmão surdo não me ouve, também não entendo os seus sinais. O resultado é a marginalização da minoria: “Se não houver intérprete esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo e com Deus” (v.28). Todavia isto não edifica, opostamente, somos exortados: “Faça tudo para edificação” (v.26 ); para tanto a Palavra ordena: “Haja intérprete” (v.27).

Fiz-me intérprete. Muitos irmãos e irmãs, entre eles muitos jovens, seguindo o conselho de São Paulo“Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles para a edificação da igreja” (v.12) – tem se dedicado a aprender a Libras. Na humildade, a atitude destes tornou-se mais eloqüente que suas palavras.  Logo a CCB será a igreja com maior número de intérpretes em Libras e voltará a ser, em novo sentido, a ‘Igreja dos Sinais’.

Conclusão. A linguagem brasileira de sinais possibilitou a evangelização, o discipulado e a integração dos deficientes auditivos.  Já não somos bárbaros uns com os outros, graças aos intérpretes nas igrejas.

Reflexão. Os intérpretes da Libras não falam em línguas estranhas nem as interpretam; mas possuem o ‘dom mais excelente’ – a caridade.

Publicado por: bereiano | Outubro 26, 2009

Linguagens Edificantes e Seus Intérpretes

Linguagens Edificantes (1ª Parte)

Verso áureo: “Porque a um pelo Espírito é dada… a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas” (1Co 12:10b).

Introdução. O capítulo 14 da primeira carta aos Corintios é o texto em que o Apóstolo Paulo doutrina a igreja com relação ao dom de falar em novas e variadas línguas, também alerta para a necessidade de intérpretes. Creio por que a Bíblia diz, porém jamais soube de alguém a quem foi dada a interpretação das línguas. Assim, faço homenagem aos intérpretes de uma linguagem que tem se mostrado útil e trazido muita edificação para a igreja. Falo da Linguagem Brasileira de Sinais – Libras.

O sentido da voz. Por quê existe a linguagem? Para que as pessoas se comuniquem. Sem comunicação não há associação, e sem sociedade não há civilização. Com este raciocínio o autor da carta escreve: “Mas, se eu ignorar o sentido da voz, serei bárbaro para aquele a quem falo, e o que fala será bárbaro para mim” (v.11).

Variedades de línguas. A comunicação é feita de muitas formas; a fala é somente uma delas. Uma mensagem pode ser transmitida por códigos, cores, sons, imagens e sinais. Reforça a Bíblia: “Há, por exemplo, tanta espécie de vozes (linguagem) no mundo, e nenhuma delas é sem significação” (v.10). O próprio Deus fala aos homens de muitas maneiras (Hb 1:1); quando usa a voz das pessoas, fala com a igreja em revelação pela palavra da ciência, profecia e doutrina (v.6), e por meio de línguas estranhas fala de mistérios (v.2).

Quem tem ouvidos ouça. Comparo, às vezes, o dom de línguas com as parábolas do Senhor Jesus; mistérios são ditos à igreja, porém “ouvindo, não ouvem nem compreende” (Mt 13:13). Quando falo em línguas, sinto meu espírito fortalecido, pois “O que fala línguas estranhas edifica-se a si mesmo”  (v.4) e ânsia de compartilhar com o meu irmão ao lado, porém eu mesmo não sei o que estou dizendo, “porque se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto” (v.14).  

O convite de amor. Eu fico sem compreensão; a igreja sem edificação. Isto não é uma punição e sim um convite amoroso do Pai para que O busquemos em Espírito e tenhamos um encontro íntimo e poderoso e passemos a falar e orar não só em sentimento, mas no entendimento (v.15). O Senhor quer revelar seus mistérios à igreja, por isso nos exorta: “Pelo que, o que fala língua estranha, ore para que a possa interpretar” (v.13); “…para que a igreja receba edificação” (v.5).

Conclusão: Para que as linguagens dadas pelo Espírito Santo sejam edificantes, é necessário haver intérpretes que as traduzam para a igreja.

Publicado por: bereiano | Setembro 21, 2009

O Tribunal do amor

Verso áureo: “Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão” (Mt 24:10).

Tribunal

Você pode não saber;  muitos processos correm na justiça entre nossos irmãos. Essas ações são motivadas por uma única causa – A falta de amor.

Quando os tribunais são freqüentados pelos discípulos de Cristo por estarem em litígio é porque renunciaram a lei do amor cristão. (Antonio Gilberto)

Convido o caro amigo a ler e refletir comigo o texto de 1Coríntios 6:1-9: Leia Mais…

Publicado por: bereiano | Setembro 1, 2009

Grupo de visitas

Verso áureo: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1:27).

Dim-dom. A campainha toca. Ao atendermos, recebemos abraços de estranhos nos chamando de irmão… Assim aconteceu comigo e tantos outros novos-convertidos. O motivo da visita fica claro ao irem embora. Trouxeram-nos algo que anunciaram quando chegaram – A Paz de Deus.

Definição. A visitação é um preceito bíblico que tem por propósito a acolhida dos recém-chegados à igreja, a consolação dos aflitos e o aconselhamento cristão.  No caso da  Congregação Cristã no Brasil, as visitas contribuíram expressivamente para o seu crescimento, visto que não existem programas de evangelização.

Seja bem-vindo. A pessoa ao vir para a igreja, pode estar passando por vários conflitos. Geralmente está renunciando a muita coisa para servir a Deus. O sentimento de perda é minimizado e até mesmo extirpado, quando o neófito se sente acolhido pela igreja. Seu sentimento passa a ser: Ganhei uma nova família.

Chorar com os que choram. E como uma família, devemos ampararmos uns aos outros nos momentos difíceis da vida. O nosso apoio leva conforto e consolo para os que estão em prova e traz edificação para todos.

Quando visitamos alguém; acabamos sendo visitados (dito ccbiano).

Aconselhamento. È comum nos afastarmos daquele que não está firme na graça (Cristo), porém a palavra de Deus reprova essa atitude:

“Portanto tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se não desvie inteiramente, antes seja sarado” (Hb 12:12,13).

Advertência. Uma visita feita com sabedoria resulta em diversas bênçãos para todos. Não devemos usar dessa liberdade para dar ocasião à carne. Também requer do Ministério uma atenção especial, não para coibir; mas incentivar os grupos de visitas , visto que estão se findando.

Conclusão. O versículo do cabeçalho afirma que a visitação é a expressão de uma religião pura e imaculada; indispensável para a integração dos santos. Visitar é viver o amor cristão em cumprimento do mandamento bíblico:

“Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram”  (Rm 12:15).

Publicado por: bereiano | Agosto 26, 2009

Retratação

Caríssimos irmãos,

Estou jubiloso e minha esperança foi renovada, pois temos verdadeiramente um canal de comunicação com a liderença da nossa estimada instituição religiosa.

Numa segunda tentativa, enviei um e-mail para o endereço que consta no BONA, e prontamente responderam ao meu contato.

Quem me escreveu foi muito cordial, agradeceu as sugestões e justificou o motivo de não mencionar os nomes dos integrantes da comissão que elaborou o material.

Tenho notícias que existe uma gravação em áudio das lições do Bona, se alguém souber onde posso conseguir, me avise.

Realmente o novo Bona é uma ‘bona cosa’.

Sugestões? Envie-as para o e-mail:

metodo.solfejo@congregacao.org.br

Publicado por: bereiano | Agosto 24, 2009

Bona cosa

A CCB prima pela excelência de sua orquestra. Prova disto é o metodo de teoria e solfejo desenvolvido e adapatado para uso exclusivo de seus membros. Claramente percebemos que foi eleborado por pessoas capacitadas visto que o resultado ficou excelente. Um material que comercialmente valeria no mínimo R$ 30,00 é vendido por um décimo deste valor.

Porém poderia ser-nos informado quem foram os autores do novo BONA. Nos agradecimentos do prefácio não há assinaturas somente local e data (São Paulo – Outubro/2008). Poderia ser, por exemplo: A comissão musical.

Também ficaria melhor se o encardenamento fosse com espiral, e a capa com marca d’água do Brás, pois faz o gosto da irmandade.

Tentei enviar sem sucesso estas sugestões para o e-mail que consta na mesma página:

metodo.solfejo@congregacao.org.br

Fico muito feliz que a CCB estaja dando abertura para os membros.

Surpreendentemente, quase inacreditável, está pedindo: Envie-nos sugestões.

Decepcionante, foi a mensagem: Este endereço não existe.

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