É ler para crer!

Os heróis de Janeiro

Há alguns anos, Janeiro tem se destacado como o mês de tragédias. Sejam elas naturais ou por ação humana. As tragédias provocam estragos, sofrimento e morte. Produzem também heróis. Sejam eles sobreviventes ou resgatadores. Comoção no momento e omissão no prosseguimento são marcas também. A vida resiste e a corrupção persiste. Esquecimento e salários baixos são o que recebem esses heróis. Heróis comuns como eu e você que aprenderam e ensinaram que a vida é valiosa.

Uma salva de palmas aos heróis e um brado à vida.

‘Gostaria de expor uma idéia! Sei que o importante é esperarmos em Deus o perdão. Nós que buscamos o perdão, sabemos no íntimo de nosso coração que o Senhor ainda nos ama. Por isso, inssistimos em caminhar para um dia chegar até lá, [e completar nossa jornada]. Porém, temos dificuldades, não adianta negar! Temos e muita, em namorar um outro crente, mesmo tendo nós um bom testemunho. Não sei se por causa de nós mesmos que nos sentimos diferentes dos outros e evitamos nos aproximar, ou se realmente somos vistos como diferentes. Hoje a mocidade já está tendo outra visão de mundo. Sei que a graça permanece e a doutrina é a mesma, então acho que a mocidade tem medo de um relacionamento com alguém que já passou por essa situação… Em nós, vem um pensamento do que já nos foi ensinado sobre jugo desigual, então na maioria das vezes preferimos ficar sozinhos, pois no mundo não conseguimos encontrar compromisso sério e na igreja, muito mais complicado. Daí o tempo passa e vamos ficando mais vulneráveis, logo o adversário atravessa o caminho, e uma pessoa mais fraca acaba caindo de novo e, muitas das vezes, não voltanto mais…’ (Marianne – comentário em “Transei… E agora?”)

 Mal-me-quer. O comentário desta jovem retrata a dificuldade que muitos, entre a mocidade, tem de se relacionarem amistosa e amorosamente, e denuncia o desprezo que sofrem após cederem à tentação do sexo pré-conjugal. Esta é uma das muitas conseqüências – um ‘fim amargoso’ (Pv 5:4) – do pecado de fornicação.

 Pergunta anônima. Aproveito para colocar aqui, uma pergunta postada na mesma sessão, relacionada ao tema, feito por um anônimo: A paz de Deus esteja com todos! Irmão, tenho uma grande duvida: Se eu pequei pecado de morte, mas estou buscando o perdão de Deus e não praticar mais, eu posso namorar uma serva de Deus bem prudente…?’ Para não dar um tom machista, vamos colocar a pergunta dessa forma: Podemos namorar e casar com quem tenha pecado de morte, ou isto implica em jugo desigual?

 O jugo desigual. É a incompatibilidade de crenças que resultará em prejuízos para o casamento. A Bíblia recomenda no amor para não contrairmos núpcias com pessoas de estranha fé – “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis” (2Co 6:14). Embora o texto se refira às pessoas de outros credos e incrédulos, comumente, interpreta-se que os ‘infiéis’ são os fornicários e adúlteros, considerados ‘pecadores de morte’. Ao associarem este verso com a última parte de Mateus 19:9 – “e o que casar com a repudiada [que cometeu aultério] também comete adultério” – concluem: ‘E o que casar com o fornicário, também comete fornicação’. Como que contraindo uma doença contagiosa.

 O jugo dos homens. Pecado de morte é aquele para o qual não há perdão. Segundo o pensamento de alguns grupos eclesiásticos, trata-se do pecado sexual – adultério e fornicação, como dito antes. E segundo o julgamento desses grupos, quem cometer tal transgressão jamais terá restituída sua comunhão com Deus. Este conceito gera preconceito. Te parece cristão um comportamento que isola, exclui, que pode fazer a pessoa parar de vir à igreja e distanciá-la de Deus? Eis a projeção de nossa amiga: ‘Logo o adversário atravessa o caminho, uma pessoa mais fraca acaba caindo de novo e, muitas das vezes, não voltanto mais…’ “Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porem, nem, com o dedo querem movê-los” (Mt 23:4).

 O jugo de Jesus. A Bíblia não banaliza o pecado (Rm 6:23). No entanto, o pecado de morte como interpretado acima, não é uma doutrina bíblica. Não há transgressão que não possa ser perdoada porque não há pecado maior que o amor de Deus (Rm 5:20). Moço e moça que estiver buscando o perdão, não sofram mais! Permitam que o Senhor os sarem. Não deem ouvidos à voz que lhe entritesce, antes ouça a voz do teu pastor que lhe chama dizendo: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11:28-30).

Medo do relacionamento. Consideremos uma pessoa perdoada com vida restaurada – Namorar com alguém que já teve relações sexuais com outrém, não é pecado. Ela não é pecadora de morte, pois Deus lhe devolveu a vida; Não incorre em jugo desigual, pois ela tem a mesma fé; Não nos contamina, pois ela está sarada. Dizem que o fornicador tem mais probabilidade, ao casar-se, de ser um traidor. Ora, muitos fiéis na mocidade foram infiéis no casamento. Isto tem mais a ver com o zêlo do presente do que com o descuido do passado. Ademais, quem conhece a dor da culpa, da vergonha e do despreszo, não quer sentí-la novamente.

 É direito seu. Cada um “é livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor” (1Co 7:39). Verdade que é um direito escolher segundo nossas preferências. No entanto, construir estas preferências em fardos colocados em nossos ombros pelos homens, não é tão nobre assim. Um rapaz tem o direito de não querer namorar uma moça que não seja mais virgem. Uma irmã é livre para recusar o rapaz que tenha se aventurado. Todavia, têm mais sublime direito de perdoarem, apaixonarem-se e viverem este amor.

 Qual será o fim? Com humildade de uma verdadeira filha de Deus, Marianne, compartilhou seus sentimentos, não para ganhar nossa compaixão, mas para que possamos, pelo seu testemunho, refletir quanto aos nossos julgamentos. Nossa irmã passou por um processo doloroso de culpa e sofrimento, verteu lágrimas de arrependimento, mas também experimentou do perdão de Deus e do poder restaurador do Espírito Santo. O Senhor faz justiça com amor e depois nos cumula de bençãos se guardamos os seus conselhos. Deus colocará alguém especial no caminho desta moça e preparará seu casamento. O seu fim não será amargoso. Sua história terá um final feliz.

 Originalmente postado no blog  JovemCCB

BEREIANO em 2011

Este foi o meu ano. Clique aqui.

Eu nunca fui feliz

O blog BEREIANO está passando por uma nova fase. Momentâneamente estou postando textos sem muita estrutura literária e diversificando mais os temas. Logo voltarei a escrever no estilo antigo e sobre temas concernentes à minha fé.

Quando menino, comecei a gostar do grupo Harmony Cats por influência do meu irmão que era fã. Embora não fosse para nossa faixa etária, tinha umas músicas muito divertidas e algumas para as crianças como “UM VIVA ÀS CRIANÇAS”. Como a INTERNET produz alguns milagres, consegui ouvir as músicas do LP de maior sucesso do trio, que um dia já esteve entre os discos da minha mãe.

A música abaixo é muito bonita. Naquele tempo, logicamente, não entendia sobre o que cantavam. A letra da música me surpreendeu como se nunca a tivesse escutado. E por incrivel que pareça, fico em dúvida sobre o que falam. Ora interpreto de um jeito, ora de outro. Sobre o que fala esta música? Como vocês a entendem?

A mãe aconselhando e confortando a filha;

Uma mulher que viveu o estrelato mas é infeliz por não ser mãe;

Uma menina que sonhava em ser artista, mas a gravidez precoce acabou com seus sonhos;

Sobre mulheres que descobriram que a maior felicidade é ter um único amor e viver para este homem;

Que a felicidade para a mulher é ser dona-de-casa e mãe.

Sobre a ilusão de se ter muita fama, dinheiro e amores.

Ouçam e me ajude a interpretá-la:

Você é o que você assisti

Vários colegas blogueiros e forumeiros declararam que não assistem a programação da Globo. Eu também não sou fã da emissora. Mas, afinal, o que assistem na telinha?

O que eu perco tempo assistindo – Para o meu entretenimento, eu assisto CQC da Band; Viola minha Viola da TV Cultura onde descobri o talento de Bruna Viola (vocês ainda ouvirão falar dela); os programas Auto Esporte da Globo e Vrumm do SBT, para ver as novidades do mercado de automóveis; Globo Rural aos domingos, não sou agricultor mas dificilmente perco um programa; Aventura Selvagem, como um cara consegue nos convencer que a cobra, as aranhas e lesmas são animais lindos?

O que ganho tempo assistindo – Café Filosófico nas noites de domingo, é sério; Jornal da Cultura coma a apresentadora que foi gaga até os 20 anos; o progrma Verdade e Vida, para ouvir as mensagens do reverendo Hernades Dias Lopes; Mas o que deixo tudo para assistir e quero recomendar é o programa CONSULTÓRIO DE FAMÍLIA da TV Novo Tempo, exibido às segundas-feiras às 21:00 hs, apresentado por Darleide Alves.

Se aquilo que dizemos do alimento for aplicado para o entretenimento – Você é o que assiti.

E vocês, o que vêem e o que recomendam?

2° domingo de dezembro – dia da Bíblia. Cheiro suave!

Sábado 10/12/11 – a Rede Globo com a Prefeitura do Rio, organizou um festival gospel para o público evangélico. Alguma coisa não me cheira bem!

 

   Meus filhos ficam encantados com a decoração natalina das ruas e praças, dos shoppings e prédios - E quem não fica? Depois de um passeio maravilhoso com minha família, estava sentado no sofá, minha filhinha veio me perguntar: Papai, por que não colocamos luzinhas na nossa casa, nem decoramos uma árvore bem bonita? Meu menino se juntou à irmã: É papai, compra bastante luzinha pra enfeitar nossa casa. O natal é muito bom!

   Já estava pronto para resonder-lhes conforme sempre me ensinaram – Como qualquer crente da CCB reponderia. Mas antes de dar alguma resposta, os dois pularam no meu colo, cada um me deu um beijo (é assim que fazem quando querem algo) e com os olhos brilhantes do Gato-de-Botas do Shrek pediram insistentes: Compra papai, Compra papai!?

   Somente depois do nascimento da minha filha, é que faço alguma coisinha, ou participo com familiares nas ceias de natal. Vejo todas as igrejas desejando feliz natal, e nós, ao lado das Testemunhas de Jeová, ensinando que é pecado. Agora estou me perguntando: Por que é mesmo que não comemoramos o natal?

   Ontem mesmo visitando outra comum congregação, o cooperador disse que não se pode comemorar o natal porque a bíblia não nos dá a data e isto é um sinal de que não é para se fazer festa. Outros ensinam que é idolatria. Estes, são os dois melhores argumentos, os demais são ridículos que não vale a pena listá-los ou refutá-los.

   Por favor! Preciso dar uma resposta a meus filhos. Meus irmãos me ajudem e me resondam:

POR QUE É MESMO QUE NÃO COMEMORAMOS O NATAL?

***

   A historia de Natalino me ensina que posso comemorar o natal em 25 de dezembro. Natalino era homem simples que migrou do nordeste do país para o interior do estado de São Paulo. Trabalhava sem registro numa usina de açúcar e alcool porque não tinha documentos. O coitado perdeu toda a família e não sabia a data do seu nascimento. Foi preciso providenciar sua documentação. Por se chamar Natalino, colocaram a data de seu nascimento como sendo 25 de dezembro e o ano que ele dizia ter nascido. Natalino comemorou seu primeiro anivesário somente quando saiu sua documentação. No natal daquele ano, deu uma festa e convidou os amigos – “Comemoro hoje todos os meus aniversários juntos”. Hoje é falecido, na lápide de seu túmulo esta gravado o nome e “estrela” 25/12/?? – “cruz” ??/??/??

 

A pregação da fé

A salvação é uma dádiva de Deus para o pecador. O batismo com o Espírito Santo – me refiro à experiência com evidência de falar novas línguas – é uma dádiva de DEus para Seus filhos. A pregação da Palavra que produz fé para o recebimento da salvação (Rm10:10-17), é também o meio de estimular a fé para receber tal batismo. Paulo desafiadoramente perguntou aos gálatas: “Recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” (Gl 3:2).

A fé certamente é um dos grandes fatores para um servo de Deus ser cheio do Espírito Santo e receber a ‘promessa’. Mas esta fé não deve ser uma espécie de coisa indefinida. A verdadeira fé deve estar efetivamente baseada na Palavra de Deus.

Se hoje falo em línguas, é porque primeiro ouvi  sobre línguas. Porque a pregação despertou-me o desejo em receber tal benção. Não havendo pregação, a fé não será estimulada. Não que dependa do homem, mas homens inspirados pelo Espírito, falam das grandezas de Deus. Onde há pregação, há fé, há línguas; Onde é negligenciado o ensino enfático quanto o batismo com o Espírito Santo, mesmo nos meios pentecostais, desaparece o interesse ardente por esta benção, e onde não há mais pregação nesse sentido, ninguém crê e ninguém recebe. Tenho constatado que na Congregação Cristã no Brasil, quanto menos se fala de linguas, menos se fala em línguas. E o dom almejado vem tornando-se dom desprezado.

A fé pode ser incentivada e fortelecida pela pregação, leitura e meditação nas promessas do Pai quanto ao revestimento com poder. O batismo com o Espírito Santo não pode ser tratado somente como teoria ou possibilidade remota, mas como algo indispensável do Senhor para seu povo. Precisa ser uma experiência vital para o crente e para a igreja, pois é um dom divino para os salvos em Jesus. Deus pode tornar suas promessas especialmente reais para aquele que busca com sincero coração, fé e íntima comunhão: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2:39).

Memorize: Quanto menos se fala ‘de’ línguas, menos se fala ‘em’ línguas

 

O soldado de Cristo

Notícia publicada no ESTADÃO e repercutida no blog O CONTORNO DA SOMBRA, sobre a aposentadoria do mais polêmico oficial da ROTA – a polícia de elite de São Paulo – que vê anjos e tem 36 mortes no currículo:

Por Marcelo Godoy

Ele sabe que tem sangue nas mãos -”Mas não tenho o sangue de nenhum inocente” – A cada frase, o tenente-coronel Paulo Adriano Lopes Telhada cra uma nova polêmica. Há muito tempo ele é assim. O riso fácil, o carisma com a tropa e a mesma forma de cumprimentar: “A PAZ DE DEUS, Irmão”. O homem que tem 29 processos por homicídios – 36 mortes em ação – e 80 elogios em sua ficha, se diz um soldado de Cristo.

Quando entrou para a polícia, em 1979, o jovem sabia que um dia poderia ser obrigado a usar sua arma. E matar. Procurou o ancião da Congregação Cristã do Brasil e contou sua preocupação. “A porta que Deus abre, ninguém fecha. E a porta que Ele fecha, ninguém abre.” Trinta e três anos depois, o irmão Paulo – como é conhecido na igreja onde toca clarinete nos cultos – tem certeza de que a Palavra se concretizou.

Telhada deixou a Academia do Barro Branco na turma de 1983. Em sua memória, há muitas datas. Ele chegou à Rota em 23 de junho de 1986 depois que, em patrulhamento, sua equipe matou dois bandidos, prendeu outros dois e soltou 11 reféns na zona oeste de São Paulo. O batalhão tinha apenas três carros e convivia com uma falta crônica de oficiais – aqueles que tinham fama de matar bandido haviam sido transferidos durante o governo de Franco Montoro (1983-1987).

Bastou um dia para ele ir para a rua atrás de criminosos. Não demoraria para ficar conhecido. “Sou um para-raio. Tudo acontece comigo.” É o que parece. Sua memória ainda se lembra do dia 30 de setembro de 1988, seu primeiro tiroteio na Rota. Um ladrão roubou um táxi. “Ele reagiu e morreu.”

As histórias de Telhada são sempre assim. Por isso a Justiça decidiu arquivar 19 de seus casos e absolvê-lo nos demais. “Não mereço essa fama. Não sou pistoleiro.” Os casos se sucederam. Foram sete em 1989, cinco em 1990. A fama aumentou. Seu nome aparecia nos jornais, como em 17 de agosto de 1990, quando um bandido acertou o seu braço esquerdo na zona norte. Nos dois anos seguintes, mais nove mortes.

À medida que sua fama crescia, a PM ganhava um problema: o que fazer com Telhada? Decidiram retirá-lo da Rota. Era 10 de abril de 1992. “Fui transferido 28 vezes.” O oficial teve outras punições mais explícitas. Foi preso oito vezes por descumprir regulamento. “Não há policial de rua que nunca tenha sido preso.” E colecionou elogios, promoções e medalhas – é o único oficial vivo a ter a Cruz de Mérito Pessoal de Ouro.

Ele já era capitão quando foi baleado pela segunda vez. O comandante da Rota conta que tudo ocorreu embaixo do Viaduto Pompeia, na zona oeste, onde deu de cara com um ladrão. “Não atirei. Não sabia se era um bandido ou se era um mendigo. Segurei o cano de sua arma e ele o da minha. Rolamos no chão.” De repente, o disparo. “Acertou a minha mão. Ele se assustou e eu atirei quatro vezes.” O homem morreu. Telhada quase perdeu o movimento da mão direita.

O tempo curou sua ferida antes da próxima data: 24 de janeiro de 1996, dia de uma experiência mística. Telhada e o soldado Gomes estavam na Avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste, quando o rádio da PM alertou sobre a fuga de quatro ladrões em um Kadett. “Subimos no canteiro central. Quando descemos, estávamos do lado deles.” Um dos bandidos desceu e atirou. “Eu pensei: ‘Ele não vai escapar’.” Telhada correu. “Eu olhava para o lado e via o Gomes.” O oficial acertou o ladrão e o levou para o Hospital das Clínicas.

“Quando cheguei, vi o Gomes baleado e perguntei: ‘Quando isso ocorreu se você estava ao meu lado o tempo todo?’ E ele me respondeu: ‘Capitão, eu não dei um passo. Fui baleado quando saí do carro. Se o senhor me viu, não era eu. Era um anjo que estava do seu lado.’ A Bíblia diz que o Senhor acampa seus anjos ao redor daquele que Ele ama. Naquele dia, um anjo do Senhor estava ao meu lado.”

A PM decidiu afastá-lo das ruas. Na época, era obrigatório o tratamento psicológico para quem se envolvia em tiroteios. Ouviu então de um coronel: “Telhada, você é um homem perigoso. Onde você chega, a tropa fica ouriçada e começa a trabalhar.” Foram anos difíceis. Quase foi expulso da PM em 2004, acusado de fazer bico como segurança do apresentador Gugu Liberato. “Sempre fiz bico, mas não sou ladrão nem vagabundo.”

Era maio de 2009. Fazia 17 anos que o tenente-coronel, hoje com 50 anos, havia deixado a Rota. Sua fama não impediu que Antonio Ferreira Pinto, recém-empossado na Secretaria da Segurança Pública, fizesse sua mais arriscada aposta: pôr Telhada no comando da Rota. “Você pode elevar ou acabar com nosso comando. Depende de sua atitude”, disse Ferreira Pinto. Nesses dois anos e meio, a Rota se transformou no principal instrumento de combate ao crime organizado no Estado. “Foi um grande acerto”, conclui o secretário.

Atentado. Novas polêmicas surgiram, como as que cercam o atentado contra ele, em 2010 – bandidos dispararam 11 vezes e erraram -, e as denúncias de abuso na morte de seis ladrões de caixa eletrônico, em agosto. Mas ele se diz em paz. “Não convivo com fantasmas. Quem gosta de matar tem de se tratar. Tive ótimos policiais que acabaram vendo fantasmas, acabaram na sarjeta, na bebida.”

Telhada vive os últimos dias no quartel do qual vai se despedir por força de lei no dia 18 – vai ser a última data da sua carreira. Antes, recebeu o filho, o tenente Rafael Telhada, de 25 anos, no batalhão – o jovem já esteve em dois tiroteios com morte. “Vou lançar um livro sobre a Rota e, talvez, entrar para a política”, conta. E acrescenta: “Quem critica a polícia ou não a conhece ou tem medo de ser preso.” Telhada sorri. Diz que vai sentir saudade. “Adoro isso aqui.”

   Preocupado com a escassez do falar em línguas e outros dons espirituais em minha igreja, passei a meditar e escrever sobre o batismo de fogo (um modo de me referir a tal obra). Sinto alegria e necessidade de aprender mais com relação a Pessoa e a Obra do Espírito Santo. Os comentários tem sido uma ajuda valiosa e compartilho com os leitores que já estou colhendo frutos desse trabalho.

   O assunto é edificante quanto controverso. Aqui neste blog, já nos deparamos com algumas opiniões diferentes. Pudera, ‘ao longo da história da igreja cristã, muitas foram as contradições doutrinárias acerca do batismo com o Espírito Santo. Uns alegam que o falar noutras línguas foi um fenômeno circunscrito ao período apostólico. Outros o confundem com a salvação e a santificação’.

   Vejo que se faz necessário discorrer um pouco mais quanto sua definição. Oportunamente, chegou às minhas mãos, a revista CPAD Lições Bíblicas 2º trimestre de 2011. NA lição 3, o redator preocupou-se em definir “O que é o batismo do Espírito Santo”. Gosto de estudar, mas não de explicar com muita teologia. Por esta vez, serie um pouco metódico. Me permitam utilizar deste recurso, mesclando minhas palavras com as da revista (em itálico).

   No post anterior contei três experiências próprias com o objetivo de distingui-las  – A visitação inicial do Espírito que é um tipo de batismo; o batismo nas águas propriamente dito; e o batismo com evidência de línguas. Na CCB nunca tratamos esta primeira experiência como batismo por causa da forma peculiar que cremos no “Chamado” de Deus. Segundo creêm, este chamado ocorre exclusivamente durante a realização de um batismo; e a regeneração se dará durante a imersão nas águas. Se o pecador ouvir/sentir este chamado deve “obedecer”, que é batizar. Enquanto que em outros grupos aceita-se Jesus com um “SIM”, na CCB , quem crê, deve demonstrar batizando-se imediatamente. Conversão (regeneração; novo nascimento) e batismo nas águas acontecem ao mesmo tempo. Não raro, muitos recebem o sinal de linguas no tanque de batismo.

   Seja como for, o novo nascimento (batismo invisível) e o batismo nas águas (simbolo visível), dizem respeito ao pecador. Já o batismo com evidência de falar línguas, é uma dádiva reservada para os crentes/salvos. Pode haver conversão e novo nascimento bem antes ou bem depois do batismo nas águas. Mas jamais haverá batismo com evidência de línguas sem verdadeira conversão. Desse modo, consideremos:

I - O QUE NÃO É O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

1. Não é a regeneração espiritual do pecador. Na obra regeneradora, o Espírito Santo transmite nova vida ao pecador conforme o texto de 2 Corintios 5:17: “Quem está em Cristo nova criatura é; as coisa velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. Mas na experiência, após a conversão, o crente é revestido com o poder do alto para testemunhar eficazmente de Jesus Cristo. Sabemos que todos os salvos em Cristo têm o Espírito Santo (Jo 20:22), mas nem todos os salvos sõ batizados com o Espírito Santo no momento da conversão.

2. Não é o batismo no corpo de Cristo. Muitos confundem-se por não fazerem uma exegese correta de 1 Corintios 12:13: “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formado um corpo, quer judeus,quer gregos, quer servos, quer, livres, e todos temos bebido de um Espírito”.  Paulo não faz aqui nenhuma referência ao batismo com o Espírito Santo, nem ao batismo em águas. William Menzies, teólogo pentecostal, explica que: “Nós somos batizados pelo Espírito em Cristo – isso é regeneração, novo nascmento”. Mais adiante, acrescenta: “Nós somos batizados com o Espírito por Cristo – essa é a capacitação para servir e ministrar!”.

3. Não é experiência exclusiva dos dias apostólicos. Os cessacionistas negam a atualidade do batismo com o Espírito Santo com a evidência inicial do falar noutras línguas, ensinando que o fenômeno foi um sinal apenas para o dias apostólicos. Todavia, não encontramos nada nas Escrituras que prove que o falar em línguas seja uma experiência restrita à igreja primitiva. Ao contrário, a Bíblia e a própria experiência demonstram a plena atualidade da promessa (At 2:39; 9:17; 19:1-6).

II – O QUE É O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

O batismo com o Espírito Santo é uma experiência subsequente à salvação, concedida por Deus aos seus servos, tornando-os aptos a cumprir a missão de pregar o Evangelho. (Elienai Cabral);

É uma imersão do crente no espiritual e sobrenatural de Deus, habilitando-os a realizar, com eficácia, a obra do Senhor Jesus. (Pr Antonio gilberto).

É um revestimento de poder do alto que nos confere uma convicção absurda (total) da vontade e planos de Deus  para nossas vias; e uma capacitação extraordinária para cumprirmos o seu querer. É um fortalecimento que nos consola em meio as aflições (a ponto de ignorá-las) e nos faz triunfar em meio as provações. (Ricardo alexandre).

 

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